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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Review: Agents of SHIELD 5x05 - "Rewind"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Rewind", exibido no dia 23/12/2017! 

agents of shield 5x05

Para comemorar o natal, a série nos deu um belo presente: um episódio inteirinho de Fitz! Depois da mega revelação do 5x04 em que Fitz aparece para salvar Daisy de uma enrascada com os Krees, descobrimos agora como ele chegou até o futuro.

Como sabemos todos foram levados da lanchonete, menos Fitz. Ele pisca os olhos e seus amigos somem e, para piorar, o exército chega para levá-lo como prisioneiro. Só isso já deixa bem claro que o alien careca que levou o time para o futuro com certeza não trabalhava para o governo e tinha uma parceria com Virgil realmente.

Nosso Leo consegue um pouco de confiança do governo e, durante seis meses, tenta descobrir o que acontece com o resto do time na sua cela. Ele não tem muitos privilégios, mas consegue mandar uma mensagem criptografada nas suas cartas sobre futebol para uma revista.

Aparentemente, ele e Hunter tinham algum tipo de plano b, caso precisassem de ajuda que envolvia ler essas cartas. Apesar de ter demorado, Hunter finalmente aparece como advogado do Fitz com um plano de fuga pronto para ser executado.

Achei genial como trouxeram Hunter em um ótimo momento, apesar da ausência de Bobbi ter sido meio mal explicada. Por mais que ela estivesse ocupada, tenho certeza que ela teria ajudado sua antiga equipe. De qualquer forma, vou deixar passar. Ver Hunter se atualizando com tudo e mencionando sua relação com Bobbi o tempo todo já foi bom.

agents of shield 5x05

Os dois são fugitivos agora e, apesar de serem vigiados constantemente porque sua escolha de veículo não ajudou muito, eles conseguem avançar no caso muito mais que o governo. Para começar eles percebem que o tal caminhão de cerveja suspeito que parou na frente da lanchonete mudava de fachada o tempo todo. Daí para encontrarem o alien careca foi um pulo.

Agora sabemos que o nome dele é Enoch, como o alien explicada calmamente para Hunter e Fitz. Sem querer, eles acabam encontrando uma espécie de aliado. Enoch é um antropólogo de outro planeta e, depois de encontrar a/o Seer (aquele/a que vê), ele passou a seguir suas instruções proféticas.

Fiquei muito feliz como o episódio conectou tudo tão bem. A Seer, como logo é revelado, é Robin na verdade. Lembram de Charles, aquele inumano que Daisy encontra que consegue prever a morte de alguém apenas pelo toque? Robin é a filha bebê dele que Daisy promete ajudar e para quem dá um pássaro de madeira que Charles fez.

Foi muito bom ver uma história da terceira temporada voltar. Assim como o episódio de Charles tinha a ver com o futuro, agora vemos isso em uma escala maior. Foi Robin que soube que a Terra iria ser destruída e como o time da Shield precisava ir para o futuro. Deduzo que ela seja o começo dos futuros seguidores que acreditavam na profecia no centro espacial.

agents of shield 5x05

Aliás, até mesmo o nome do espaço central do centro espacial que chamam de 'lighthouse' foi explicado. O local por onde o time da Shield foi levado para o futuro era em um farol (lighthouse em inglês), onde agora Enoch levou Fitz, Hunter, Robin e a mãe, Polly, para se esconderem.

Com todos juntos e sem muita saída, temos a oportunidade de Hunter e Fitz conversarem um pouco mais. Enquanto Hunter falava muito sobre a distância ser algo bom no seu relacionamento com Bobbi, Fitz fala que a distância é sua maldição com Simmons. Temos, assim, a chance de Fitz lidar um pouco mais com seu outro eu que existia no Framework.

Foi interessante ver uma pessoa que era próxima do time, mas ao mesmo tempo estivesse de fora. Hunter conhece Fitz e Simmons, e, por mais que não estivesse no Framework, ele percebeu de imediato as mudanças no Fitz. E isso não é necessariamente ruim, como ele aponta. Claro, o mundo em que vivia no Framework era horrível, mas também sabemos que Fitz nunca chegaria àquele ponto no mundo em que vivemos.

Hunter, é claro, faz questão de dizer para o amigo que todos temos esse lado mais obscuro. O importante é saber controlar esse lado e até aprender a usá-lo em seu favor, assim como a pressão de Fitz ajudou Enoch a ajudá-los. E foi incrível como isso se tornou tão verdadeiro nesse episódio. É como se, apesar do pesadelo que foi o Framework, a experiência tivesse ajudado Fitz a se fortalecer e se tornar assim o candidato perfeito para salvar Daisy no futuro.

Alías, um dos questionamentos que surgem para Fitz foi o porquê de ele não estar junto com o time. Ele chega a pensar que é porque ele não é confiável por causa do que aconteceu no Framework. Robin, no entanto, fala que ele foi deixado para trás exatamente para poder salvá-los. Ou seja, talvez a experiência com Aida, tenha sido o que ele precisava para ser um herói ainda melhor. Fiquei bastante orgulhosa dele.

É engraçado como tanto Jemma quanto Fitz tiverem que se adaptar e entrar na ação. Eles sempre foram os agentes que ficavam por trás do computador, mas agora sabem lutar e usar uma arma tão bem quanto os outros. Eles foram evoluindo e complementando suas habilidades. Foi até estranho ver Hunter ir atrás do controle da aeronave enquanto Fitz era a pessoa que os defendia atirando nos inimigos.

agents of shield 5x05

Por falar nisso, no momento em que Robin revela que Fitz deve salvar seus amigos, Enoch lembra um jeito de ajudar Fitz a ir para o futuro, já que agora podia ajudar por ser uma profecia. O único porém é que a cápsula que Fitz precisa está na mesma base militar que fugiu e, por isso, precisam voltar.

A nossa dupla dinâmica, no entanto, é bem inteligente e usa os furões que estavam no trailer para despistar a segurança. O plano dá tão certo que Fitz e Hunter terminam encontrando o Quinjet e, claro, roubando ele também. Por fim, então, a cápsula é um processo demorado, mais eficiente para Fitz chegar ao futuro. Com ela, Leo ficará congelado por 74 anos para acordar no futuro.

Eu sei, isso é bem bizarro, mas passa bem rápido. Hunter promete chamar Bobbi para protegerem Robin e Polly no presente, enquanto Enoch é quem cria um plano de resgate da Shield no futuro e cuida do corpo de Fitz para prepará-lo para esse momento. Já sou fã desse alien <3


O melhor
- Hunter, como sempre, é um ótimo alívio cômico.
- A única explicação de Fitz depois de seis meses? O time foi abduzido por aliens. Ele nem sabe o  quanto certo estava!
- Os abraços demorados entre Fitz e Hunter <3
- Hunter ajudando Fitz a ver a experiência na Framework de outra forma.
- A conexão da história de Charles e a filha com o agora.
- Adorei o Fitz contando os dias com macacos, lol.

O pior
- Queria que a Bobbi tivesse aparecido ou explicassem sua ausência melhor.
- RIP Rusty?


Nota 9,7

Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

domingo, 17 de dezembro de 2017

Review: Once Upon a Time 7x10 - "The Eighth Witch"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Eighth Witch", exibido no dia 15/12/2017! 

once upon a time 7x10

Depois de descobrirmos que Victoria realmente era Rapunzel no passado, Anastácia consegue acordar. Essa árvore genealógica dessa lado da família aumenta ainda mais e nos dá a chance de conhecer como Rapunzel se tornou mais vingativa e amarga ao longo dos anos até começar sua jornada de busca de uma cura para Anastácia.

Fica bem claro o quanto ele ressente Ella e Drizella, cada uma de uma forma. Além disso, temos toda uma transformação na vilã que conhecemos. Enquanto isso, Rumple finalmente se revela (amém) e Victoria consegue acordar Anastácia (não tanto amém assim), com Lucy pagando o preço.

Infelizmente, não consegui fazer a resenha da semana passada, mas o finale de inverno merecia atenção especial. Com toda a crença arrancada de Lucy, a garota entra em coma e precisamos lidar com isso.

Jacinda, claro, fica com a filha o tempo todo - assim como Sabine. Henry as acompanha assim que recebe a notícia em São Francisco. Ele e Regina demoraram para chegar lá, porque não fizeram nada e Henry já teve que voltar. A notícia boa é que a situação estressante fez com que ele e Jacinda se aproximassem e ele finalmente acreditasse que é possível que seja pai de Lucy.

Devo dizer que foi uma cena bem fofa. Além dos claros paralelos ao amor de Regina e Emma por Henry, ele consegue sentir que tem uma conexão e preocupação imensa com Lucy. Por isso, faz bastante sentido que fossem pai-filha em algum mundo paralelo.

A notícia ruim, no entanto, é que, por mais que Henry tenha acreditado, Lucy já não acredita tanto assim. O beijo de amor verdadeiro não funciona e a menina não acorda nesse episódio. Nem os planos de Rumple conseguem ajudá-la.

once upon a time 7x10

Depois de ajudar Victoria sem saber as consequências para a bisneta, Rumple decide usar Anastácia como uma forma de acordar Lucy. Afinal Ana (como a chamam) é a única que tem mágica e, apesar de ter sido "responsável" pelo que aconteceu com Lucy, pode ajudar a reverter.

Começam testando a magia da garota e ela encontra, assim, a adaga de Rumple. O segundo passo, então, é que ela passe sua magia para um papel redigindo um feitiço. A coisa vai bem até que, claro, Drizella aparece. Ou melhor, sua mestre aparece para distrair todos e Ana fugir com a irmã.

Enquanto isso, vemos a origem da maldição. Quando Lucy nasceu, Drizella tentou o clássico proferimento de sua profecia e, apesar de terem a transformado em pedra com a ajuda de Tremaine, Drizella concretiza tudo quando Lucy faz oito anos.

Por que tanto tempo na profecia? Não sei, mas, como o nome mesmo diz, o universo parecia saber que Drizella ficaria presa e só poderia realizar a maldição oito anos depois, com a ajuda de Gothel.

O grupo de heróis, então, decide seguir várias frentes de batalha. Regina vai atrás de Zelena, Hook vai atrás de Rumple e Henry decide construir outro guarda-roupa mágico para salvar Lucy. O plano, no entanto, não dá certo e Henry é capturado pelas bruxas comandadas por Gothel e Drizella.

Já Hook, consegue a ajuda de Rumple, só não era o que ele esperava. Não tem como parar a maldição, mas Rumple dá um elefante branco em miniatura que vai garantir que Hook e Alice fiquem juntos como pai e filha no novo mundo. Uma pergunta: porque Rumple voltou a sua forma de Dark One com escamas e tudo? Agora ele anda cuidando de Alice para o Hook? (Não que ela precise ser cuidada, mas ainda quero ver mais como a relação deles foi formada).

Enquanto isso, Regina vai atrás de Zelena e a sobrinha Robin, que agora já tem 25 anos, acreditem. Eu nem quero parar muito para pensar nessa linha do tempo, então vou só acreditar. A dupla de irmãs, assim, se junta para impedir a maldição.

once upon a time 7x10

A coisa até que vai bem e Regina acaba com Drizella encurralada, mas, como a boa vilã que é, Drizella pensou nos mínimos detalhes. Henry está envenenado e a única saída saída de Regina é ela mesma terminar de liberar a maldição para salvar o filho. Devo dizer que a ideia foi bem inteligente.

O lado ruim, claro, é que Regina teve que liberar essa maldição na vida de todos de novo, mas, dessa vez, sem querer nem um pouco. Então ela deve se sentir bem culpada por isso, tadinha. Como se não bastasse, além dessa surpresa, Once nos prepara algumas outras.

No último momento antes da maldição, Hook percebe que Lucy ficará longe dos pais durante a maldição e, como é uma criança, ele dá o elefante branco para Ella. Isso dá um novo significado a sua situação "tão perto, tão distante" com Tilly/Alice.

Uma surpresa boa, no entanto, é que é revelado que Alice está namorando a Robin, filha da Zelena. Surpreendente e maravilhoso, não é? Essa família está mais misturada que carregador de celular no fundo da mala. Quero ver as duas se reencontrarem em Hyperion Heights, por favor.

Por falar nisso, a Robin da maldição é uma adolescente meio rebelde que se afastou da mãe, o que significa que ainda vai demorar para a vermos. Descobrimos isso porque Kelly, a contra-parte de Zelena, finalmente fica cara a cara com Roni.


As duas têm suas desavenças e demoram para se entender, mas Regina consegue fazer Kelly beber a poção e lembrar que era Zelena. Fiquei muito feliz de ver que Regina finalmente vai ter uma aliada ao seu lado! Ela sabe de tudo, o que torna muito mais fácil para bolarem um plano e tentarem salvar todos.

Um plano bom é o que mais precisam no momento, já que, com Lucy no hospital, elas precisam encontrar uma forma de quebrar a maldição para salvá-la ao mesmo tempo que não deixam Henry continuar a ser afetado pelo veneno.

Por fim, ainda, o verdadeiro truque era de Gothel. A bruxa enganou Drizella esse tempo todo e usou Anastácia para roubar a magia de Drizella. Por quê? Não sabemos ao certo, mas parece que ela precisava disso para reviver o seu octógono de bruxas.

Uma coisa curiosa é que, depois de Rumple falar tanto sobre o guardião, ele percebe que Anastácia deve sê-lo - mas ainda me parece estranho. Regina mencionou o guardião uma vez como se o ele fosse alguém que Rumple teria medo. Ao mesmo tempo, o guardião é alguém que tem um coração incorruptível, o que significa que está do lado do bem, certo?

Será que Anastácia se encaixa nisso? Qual é o papel dela? Qual é a função do guardião? Eu achava que poderia ser Lucy, já que ela teria uma crença tão forte em tudo ali. Ela era a pessoa que estaria mantendo aquele mundo dos contos de fadas vivo, de certa forma. Alguma teoria?


O melhor
- Hook se sacrificando por Lucy e Ella.
- Henry finalmente acreditou em Lucy.
- Foi engraçado ver a Zelena como Kelly.
- Alice e Robin fofas.
- A maldição de Drizella foi realmente muito bem pensada.
- Robin tendo as habilidades do pai <3

O pior
- Anastácia, você tem poderes, pelo menos tenta escapar.
- Por que o Rumple está verde de novo?
- Continuo achando que Lucy parou de acreditar meio rápido demais.

Nota 8,0

Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

domingo, 10 de dezembro de 2017

Review: Agents of SHIELD 5x03 - "A Life Spent"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "A Life Spent", exibido no dia 08/12/17.

agents of shield 5x03

Ainda estamos presos no espaço/futuro, mas aos poucos os personagens começam a se acostumar um pouco mais com onde eles estão. Coulson, Mack e Yoyo estão trabalhando para Grill, o moço que aceitou colocar os métricos neles em troca de serviços. Coulson continua com o caderninho de Virgil e consegue desvendar um pouco, acreditando que ele estava fazendo o reconhecimento das várias rochas flutuantes (ou seja lá como se chame isso). Uma das rochas em especial, a 616, aparece várias vezes nas anotações de Virgil, o que faz Coulson querer ir até lá.

Com a ajuda de Tess, Coulson, May e Mack se preparam para chegar até a rocha e tentar descobrir o que Virgil tanto anotava para ver se conseguem uma dica sobre o que deveriam fazer. Tudo ótimo, tirando que Grill acaba mandando um de seus capangas para ir com eles, desconfiado de que Virgil estava roubando dele e que eles estivessem continuando com esse esquema. Calma, Grill, ninguém tá interessado nisso não, o esquema é muito maior do que isso.

Mesmo com o moço a bordo, Coulson não demora muito para descobrir algumas pistas, descobre uma chave dentro do “globinho” de Virgil – o que já era tempo, né, na mesma hora que vi esse globo, eu pensei em abri-lo – e essa chave se liga a um rádio. Por um momento, esperava que eles se comunicassem com o passado (Fitz?!), mas não, a comunicação parece vir do próprio Planeta Terra. Confesso que nem tinha visto planeta, achei que o mundo tinha explodido e as partes da Terra eram só essas rochas, mas não, minha visão só é ruim e existe um planeta embaixo daquilo, só não dá para viver nele.

Tess afirma que é impossível alguém estar se comunicando da Terra, porque ninguém sobrevive lá, inclusive é onde eles mandam as pessoas para morrerem (comidas por dinossauros do futuro, aparentemente). Bom, é óbvio que a Tess está errada e alguém conseguiu sobreviver, mas agora é esperar para ver de que forma isso é relevante.

Antes mesmo que eles possam se comunicar direito, o moço descobre o que eles estão fazendo – ou o que ele acha que estão fazendo – só para causar confusão. Tess é a favor que o matem logo, mas Mack é uma pessoa mais ética e não quer matá-lo. No fim, eles acabam todos voltando e é Yoyo, que tinha ficado para trás, quem arruma uma solução, implantando uma arma no moço e dizendo que ele é quem está mentindo afinal. Grill acaba acreditando nela quando vê a arma e a punição dele é ser mandando para a superfície.

Imagino que isso sirva também para criar uma tensão entre Mack e Yoyo, porque afinal ela acabou o sentenciando à morte, que era exatamente o que Mack estava tentando evitar. Mas se temos essa ship com turbulências, pelo menos tivemos um momento fofo entre Phil e May para nos deixar felizes!

agents of shield 5x03

Tinha achado meio estranho deixarem a Yoyo para trás, mas logo fica claro o porquê. Ela usa seus poderes para descobrir onde está aquele tablet, e como vai super-rápido para os lugares, Grill acha que é um defeito métrico dela, até chegando a tirá-lo por alguns segundos, o suficiente para ela usar esse tempo sem rastreamento para roubar o tablete e entregar para Daisy, que estava esperando do lado de fora.

Daisy acaba ficando com a missão de encontrar Simmons, querendo usar o tablet só para descobrir como chegar e pronto, improviso. Deke avisa que ela não deve fazer isso, dizendo que eles deveriam jogar “a longo prazo”, mas Daisy não está com paciência para isso. Não que Deke também tenha sido muito legal, inclusive a chamando de “destruidora de mundos”, o que ofendeu a Daisy (e a mim). Quero saber ainda uma explicação para acharem que a Daisy é responsável pelo fim do mundo, como ela mesmo disse ela não tem esse poder todo e, mesmo se tivesse, por que ela faria isso? A explicação de Deke envolvendo o multiverso não me satisfez, ok, essa pode ser uma linha do tempo paralelo, mas isso ainda não explica porque isso aconteceria em qualquer linha do tempo.

Mas tudo bem, temos mais com o que nos preocupar no momento. Daisy anda pela plataforma como se soubesse onde está indo e está tudo ótimo até ela ser descoberta, o que leva a uma das cenas de luta em elevadores mais legais que existe (melhor do que a de Soldado Invernal? Um empate técnico na minha opinião). Seu plano de se infiltrar discretamente e achar a Jemma não dá nem um pouco certo, mas Daisy não desiste e até resolve usar seus poderes, arriscando tudo para salvar a amiga.

No final, não dá certo, mas não por culpa da Daisy e sim porque Deke a dedurou. Isso mesmo, ele sabia o que ela ia fazer e contou para Kasius sobre os poderes dela, fazendo com que Daisy fosse capturada. Cara, estou com muita raiva dele. Ele diz que está com um plano a longo prazo para Daisy, mas se esse plano ajuda o mundo ou só ele nós não sabemos, até acho que ele não é um personagem “mau” e vai ter uma redenção depois, mas não confio nele. Por mim, pode se sacrificar. Mexeu com a Daisy, mexeu comigo.

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E Simmons, como ela está? Depois de ter tentado salvar uma pessoa no episódio passado e ter sido escolhida para virar uma servente de Kasius, Jemma ainda está tentando se acostumar com o que está acontecendo. Colocaram um dispositivo nela que a impede de falar, ouvir e ainda deixa sua visão turva então é meio difícil entender qualquer coisa, mas imagino que ela seja a pessoa que pode descobrir mais informações, afinal está em uma posição privilegiada, observando Kasius.

Ela logo é chamada para uma tarefa: ajudar Abby, uma inumana de 18 anos que está com problemas para controlar seus poderes. As cenas entre as duas são maravilhosas e só me dá vontade de abraçar Simmons, ela consegue conversar com a menina, que tem o poder de controlar sua densidade corporal, deixando-a um pouco mais relaxada e falando sobre os átomos no corpo e sobre como ela só precisa pensar no espaço entre os átomos para controlar. Achei lindinho.

Durante o episódio, é meio confuso entender para o que Abby está se preparando, ela diz que precisa fazer uma demonstração de seus poderes e que a vida da família dela está em risco, mas não sabemos como é isso. No final do dia, ela é levada embora e vemos o que acontece: ela é colocada para lutar contra um guerreiro. Não sei se ele chegaria a matá-la (é bem provável), mas no final ela consegue controlar e acaba matando o guerreiro, só para ser vendida para uma realeza alienígena, que compra guerreiros, incluindo Inhumans. Jemma fica bem chocada quando vê Abby sendo vendida, mas não tem nada que possa ser feito, quando ela vai protestar, Kasius a deixa muda.

O interessante é vermos que ela se tornou útil de certo modo e Kasius – e a outra moça Kree – percebeu que ela tem uma compaixão anormal (para aquele tempo). O que me dá mais medo nisso é que se Kasius vendeu Abby, o que ele vai fazer com a Daisy, que seria muito mais valiosa? Com sorte, pelo menos Daisy e Simmons vão se encontrar novamente.

O Melhor:
+ Simmons com Abby
+ Daisy lutando contra os Krees
+ Contato com o pessoal do rádio!
Philinda!!

O Pior:
- Sinto falta do Fitz
- Questões morais do Mack. Não é o momento para questionar se assassinato é certo ou errado!
- Deke traíra

Nota: 8,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Review: Arrow 6x09 - "Irreconcilable Differences"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Irreconcilable Differences", exibido no dia 07/12/17.


olicity 6x09

Arrow chegou ao midseason finale da sexta temporada e comemoramos junto com a festa de casamento de Oliver e Felicity. Os dois se casaram de forma repentina durante o crossover de semana passada e agora tiveram que fazer uma festa de verdade, já que se esqueceram de convidar pessoas importantes, como a família inteira deles.

Amo Olicity com todo meu coração, e por mais que eu tenha meus problemas com o casamento na crossover, estou muito feliz que eles estejam casados. Dito isso, não consigo entender a escolha de cenas desse episódio. Tivemos momentos fofíssimos entre Oliver e Felicity, mas zero cenas entre os dois conversando com o William, sendo que essa é uma decisão que o afeta diretamente. As cenas do Curtis foram engraçadas, mas podia ter cortado pelo menos uma delas e substituir por Oliver e Felicity conversando sobre o casamento deles, já que foi super rápido e honestamente a mudança de opinião da Felicity não foi explorada de maneira satisfatória.

Pelo menos pudemos ver o discurso de Rene, que eu nunca imaginaria que seria quem falaria sobre Oliver e Felicity, mas tem sua necessidade no episódio, e uma momento fofo entre Quentin e Oliver. Também temos a volta da Thea para a série, por mais que eu tenha sentido falta dela, confesso que ela ficou tanto tempo sumida que seu papel na série parece ter se tornado um pouco desnecessário. Minha solução para isso é colocá-la de novo como Speedy. Não sei como vão explicar, mas o auge da Thea para mim foi ela como Speedy.

A festa de casamento não consegue nem chegar ao seu fim antes dos noivos terem sua felicidade interrompida, Quentin recebe uma ligação da advogada do Oliver e conta que o FBI tem uma testemunha disposta a testemunhar que o Oliver é o Green Arrow, e pior essa pessoa faz parte do Team Arrow. Ou seja, temos um traidor dentro da equipe. De novo.

arrow irreconcilable differences


É claro que os suspeitos são logo Dinah, Curtis e Rene, eles podem até protestar, mas é claro que a Felicity não ia testemunhar contra o próprio marido e o Diggle não só é melhor amigo do Oliver, ele é o novo Green Arrow, então não faria isso. Os três membros originais do Team se reúnem para descobrir quem é o traidor, espionando onde eles estão, e acabam descobrindo que a Dinah está se encontrando com seu ex-namorado Vince, que é o Vigilante.

Por mais que Digg diga que a Dinah é confiável e que só porque escondeu uma coisa, não significa que vai esconder outra, Oliver não confia nela e acha que ela é a traidora. É claro que eventualmente Dinah aparece e Oliver a confronta na frente de todos, só para Rene admitir que foi ele quem fez o acordo de testemunhar. Aparentemente, Samanda Watson argumentou que tinha provas que ele era o Wild Dog e que ele nunca ficaria com a guarda da filha se ele não testemunhasse.

Foi um bom motivo, como o próprio Oliver consegue admitir depois de um pouco de reflexão, mas ele podia ter feito o acordo e depois ao menos avisado para o Oliver que isso ia acontecer.  Oliver inicialmente expulsa Rene da equipe, mas depois de conversar com Thea, ele pondera que faria o mesmo pelo William, então não pode julgar, e resolve que a ajuda de Rene é mais importante do que isso e deixa que ele volte.

Mas a maior questão é que a confiança já se quebrou ali. Dinah ficou insultada de terem duvidado dela, Rene por ter sido expulso e Curtis por terem invadido a privacidade dele. Mesmo com a segunda chance, Rene desobedece as ordens de Oliver e age por conta própria. É claro que essa não é a primeira vez que isso acontece, Oliver e Rene brigaram bastante temporada passada por esse mesmo motivo, mas eles tinham conseguido se entender e agora voltaram para a estaca zero.

Oliver diz que não consegue mais confiar em Rene e o expulsa de vez, o que serve de estopim para Dinah e Curtis saírem da equipe também, porque não sentem que podem confiar no Oliver. Confesso que achei bem forçado, uau, eles rastrearam o GPS deles, e daí? Meu deus, vocês todos já invadiram a privacidade de outras pessoas de forma muito pior do que essa.

Acho bem hipocrisia da Dinah ficar irritada que não confiem nela quando ela estava mentindo. Curtis está me irritando já, queria que a Felicity expulsasse ele da empresa também.

Agora com Diggle ainda em recuperação, Oliver está sozinho em campo, quero ver como vai ser isso, espero que gere uma conversa com William, porque Oliver ainda está mentindo para ele sobre não ser mais vigilante. Só digo uma coisa: volta, Speedy!


arrow 6x09


Enquanto essa mini guerra civil acontece, Cayden James arranja da Black Siren sequestrar Quentin, só para poder chantagear Oliver a entregar para ele um amplificador louco do ARGUS, em troca de soltar Lance em segurança. Com a ajuda de Diggle, eles conseguem roubar o amplificador sem muito problemas, mas não querem entregar para Cayden, afinal isso colocaria muitas pessoas em risco, então sabotam. Só para Cayden saber que eles sabotaram e resolver não fechar o negócio.

A parte mais importante do episódio foi a discórdia entre os membros e não o conflito com os vilões, mas mesmo assim essa parte do enredo gerou algumas cenas muito importantes. Para começar, temos mais um momento entre Quentin e Black Siren, em que finalmente ouvimos um pouco sobre o passado dessa Laurel. Quentin pergunta sobre o pai dela, o doppelganger dele, e Laurel revela que ele morreu em um acidente no aniversário de 13 anos dela.

Confesso que achei que ela estivesse mentindo e só usando os sentimentos de Quentin para feri-lo depois, mas parece que essa memória – e as emoções que ela despertou – foram reais. Não só ela fica com os olhos marejados, mas quando Cayden manda matar o Quentin, ela hesita e acaba deixando Quentin fugir. Isso levanta a hipótese de ainda haver esperança para Laurel... Pelo menos em relação à família dela.

Além disso, ficamos sabendo – apesar dos personagens ainda não terem descoberto – como Cayden sabia sobre eles terem sabotado o amplificador, aparentemente ele tem câmeras instaladas no esconderijo deles. Gente, já passamos por isso com o Slade, bora mudar de lugar ou usar para vantagem. Mais do que isso, descobrimos também que Cayden James não está agindo sozinho, os vilões montaram um grupo e todos estão reunidos agora contra o Team Arrow, incluindo Anatoly, Vigilante e Dragon. É, parece que tivemos uma inversão aqui, enquanto o Team Arrow se fragmentou, o Team Vilões resolveu se juntar. Tenso!

O Melhor:
+ Momento Olicity
+ Thea de volta, mesmo que com pouca utilidade
+ Todos os vilões juntos me surpreendeu
+ Laurel sendo mais multidimensional

O Pior:
- Episódio fraco para o midseason finale
- Falta de cenas importantes
- Essa briga foi bem desnecessária. Team Newbies me irrita

Nota: 7,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Review: The Flash 4x09 - "Don't Run"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Don't Run", exibido no dia 05/12/17.

the flash dont run

Barry e Iris se casaram no episódio passado, mas estão longe de viver felizes para sempre. Devoe continua com seus planos misteriosos, manipulando Barry sem nenhuma dificuldade. Ele finge ir atrás de Iris, só o suficiente para conseguir capturar Barry. Agora, para que isso? Ninguém sabe, porque mesmo com o Barry perguntando e tentando conseguir aquele clássico monólogo de vilão, Devoe fica quieto, dizendo que eles ainda não chegaram na lição final.

Confesso que estou ficando tão curiosa para saber qual é o objetivo final do Devoe que tenho quase certeza que vou me decepcionar. Minha questão principal é que até onde nós sabemos, Devoe não precisava ter entrado em contato com o Barry de forma alguma até o momento, então se ele é tão esperto, por que está fazendo isso? Para que revelar a verdadeira identidade para Barry? Aliás, para quer ir até Barry/Flash de qualquer forma, se ele não tivesse dito o próprio nome para Ralph (o que com certeza foi proposital), Barry não teria nem de quem desconfiar, muito menos dele, e depois ainda confirmou? Qual a necessidade? Não era melhor só executar o plano e pegar o Team Flash de surpresa no final? Não entendo.

Se eu tivesse confiança nessa série, esperaria que eles explicassem e tudo ficasse amarradinho. Mas acho que vai ter uma explicação bem meia boca mesmo.

Bom, Devoe prende Barry em uma prisão feita especialmente para ele, provavelmente com o objetivo de apenas tirá-lo de vista por algumas horas. Até mesmo porque Barry consegue sozinho fugir, o que tenho certeza que não foi uma falha de Devoe, já que ele é inteligente o bastante para não cometer um erro tão idiota, então esse era o plano dele desde o início. Tirar Barry do caminho para que Amunet Black pudesse sequestrar Caitlin, deixando Iris dividida entre quem eles deveriam salvar, o que faz com que eles tenham que dividir as atenções e não salvar ninguém.

Só queria declarar que achei lindo a Iris sendo a líder do Team Flash oficialmente e tomando todas as decisões. Isso sendo dito, achei bem curioso ela escolher salvar a Caitlin antes do Barry, não só porque ele é marido dela, mas porque com a velocidade dele, ele poderia salvar a Caitlin mais rápido. Mas ok, foi uma escolha racional.

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Enquanto Barry é mantido preso, Caitlin está sozinha, deprimida depois de descobrir que as pessoas acham Killer Frost muito divertida (Caitlin, desculpa te contar, mas a Killer Frost é literalmente você. Parem com essa separação, não aguento mais!!). Aliás, quero saber se toda a utilidade do Ralph era só essa mesmo, irritar a Caitlin. Porque se for, podem mandá-lo, eis um personagem que não está crescendo no meu conceito. De qualquer forma, esse momento de vulnerabilidade é bem propício para Amunet aparecer e sequestrar Caitlin, demandando a ajuda dela. Se teve um ponto positivo nessa interação é que Caitlin passou a se sentir mais confiante como ela mesma ao invés de Killer Frost, não é o caminho para a integração das personalidades, mas pelo menos fez com que a Caitlin se sentisse um pouco mais feliz.

Amunet quer que Caitlin ajude a salvar um metahuman, que Amunet tinha sequestrado e queria usar, porém havia acidentalmente machucado. Caitlin é a médica mais versátil do mundo, aliás nem tenho certeza se ela É médica, mas ela consegue ter habilidades em todas as especialidades do mundo, mesmo questões bem específicas. Então é claro que ela consegue fazer uma cirurgia em um ambiente não esterilizado e sem o material necessário.

E é claro que o metahuman em questão acaba acordando, revelando o nome dele, Dominic, e que seu poder é ler mentes, um poder muito interessante. E muito útil também, o que Caitlin logo percebe. Fazer a cirurgia é o de menos, Caitlin se junta com Dominic e eles criam um plano para poder fugir de Amunet, afinal Dominic também não estava ali por vontade própria.

Os dois quase conseguiriam ter fugido sozinhos, só no final que Amunet aparece. Mas aí já deu tempo da Iris se decidir, concentrar  a busca na Caitlin, encontrá-la e mandar Cisco e Ralph até ela, cronometrado para poder salvá-la. E que bom, porque Barry consegue se salvar sozinho e todos ficam ótimos bem a tempo do Natal na casa do Joe, onde Ralph deixou tudo decorado para se desculpar e até Dominic foi convidado. Tudo maravilhoso.

Só que não.

devoe flash 4x09


Ninguém deveria se surpreender mais que tudo isso foi um plano de Devoe. E isso não me surpreendeu mesmo, o Barry fugir foi bem fácil, mas me surpreendi com onde o plano dele queria chegar.

Como sabíamos, o corpo de Devoe estava se degenerando, a solução mais clara para isso é achar um novo corpo e até pensei que esse fosse o objetivo final dele, mas não, esse é apenas o início. O corpo escolhido por ele é o de Dominic, que na verdade nós nem chegamos a conhecer, porque antes mesmo dele aparecer, Devoe transferiu sua mente para a dele, então quem nós vimos interagindo foi, na verdade, Devoe. Deveria ter sabido que aquele cara não era confiável, mas estava achando que ele seria só mais um interesse romântico para a Caitlin e revirando meus olhos para isso.

Se fosse só isso, não seria tão surpreendente. Mas eles vão além, forjando uma morte do corpo antigo de Devoe e deixando no apartamento de Barry, ligando para a polícia descobrir bem no momento em que Barry descobrisse o corpo. E como eles já tinham estabelecido que Barry estava atrás de Devoe, ele é um ótimo suspeito.

Muito inteligente, só que eu já consigo ver uns três furos nessa teoria. Para começar, se considerarmos que Devoe foi morto quando transferiu a mente, o corpo dele já teria morrido há HORAS, e mesmo que os ferimentos tenham sido feitos na casa do Barry, ferir uma pessoa já morta não sangraria... E, ok, verdade seja dita os escritores de The Flash não se importam o suficiente para criar um crime realístico. Mas sério, qualquer detetive conseguiria descobrir se a pessoa foi morta no local ou movida após a morte. Já assisti séries policiais o suficiente para saber disso!

Depois disso, tem umas cinco pessoas que podem providenciar um álibi para o Barry na hora da morte. E, mais, a casa dele literalmente teve o alarme disparado logo antes, isso fica gravado, por que o Barry dispararia o alarme na própria casa? E o que Devoe estaria fazendo na casa dele? Se o objetivo do Devoe era só deixar Barry “fora do caminho”, fazer essa trama toda só para prendê-lo foi bem desnecessário.

E, mais, para que revelar sobre ele ser o Dominic? Não entendo essas revelações desnecessárias. Me parece que o Devoe está indo pelos caminhos mais loucos para chegar no objetivo. E não é, aaah não consigo ver o plano todo dele por isso não entendo, é mais que os escritores querem fazer coisas surpreendentes e inteligentes,  só que eles não são inteligentes o bastante para isso, então eles só criam um monte de confusão, esperando que você não acompanhe direito e só aceite que isso é “inteligente”. Estou ficando com raiva.

O Melhor:
+ Me surpreendi
+ Liderança da Iris
+ Barry e Iris continuam sendo fofos

O Pior:
- NÃO FAZ SENTIDO e está ficando forçado já esse plano
- Ralph continua sendo irritante e inútil

Nota: 8,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Review: Supergirl 3x09 - "Reign"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Reign", exibido no dia 04/12/2017! 

supergirl 3x09

Reign está entre nós. Depois de descobrir seus poderes semana retrasada, Samantha começa entrar em contato com sua contra-parte maligna. Antes, no entanto, ela ainda tem algum tempo longe da realidade.

É natal. Vemos Sam, Kara e Lena agradecerem por terem se conhecido e pela amizade que criaram nesses últimos meses. A cena é realmente adorável e mostra um pouco da conexão que o trio conseguiu criar, além da própria Alex também fazer parte do grupo ajudando com Ruby, por exemplo.

Tudo corre bem e feliz, na medida do possível. O pai de J'onn experimenta chocolate quente e descobre o que estava perdendo tomando café; Winn conversa animada sobre Star Wars com J'onn; Lena e James estão em um clima; e Kara e Alex continuam procurando reconfortar seus corações partidos.

Por falar nisso, a situação com Mon-El não está sendo nem um pouco fácil. Tudo parece perfeito na vida dele: tem uma esposa que o ama e o faz rir, além de ser simpática e tentar amenizar as coisas com Kara. Por mais que Imra tente falar com Kara, a verdade é que, não importa o quanto eles tentem conter a situação, ela não vai mudar.

Mon-El fica tentando até alegrar Kara contando piadas internas, mas isso só faz doer ainda mais. Ai, como odeio ver Kara desse jeito. Eu poderia até especular as formas que poderiam ter lidado melhor com tudo, mas a verdade é que a situação é realmente impossível.

Apesar de tudo, acho que foi legal saber que Kara realmente inspirou Mon-El. Não só isso como ele fez com que ela se mantivesse viva e fosse a esperança nas outras pessoas do seu time no futuro, o que é bonito de se pensar.

supergirl 3x09

Aliás, pontos para os escritores que explicaram como Mon-El e Imra foram parar na rocha. Os dois e o time de Legiões voltaram para o passado sem querer e ficaram presos lá. Por isso, a solução foi que ficassem dormindo até voltarem para o futuro, mas, quando o míssel do 3x01 atingiu a nave, eles acabaram acordando mais cedo.

No enredo principal, no entanto, ainda temos muito o que explicar. Sam consegue se separar de Reign por um tempo. Ela passa algum tempo com a filha, aproveita um pouco do natal para dizer o quanto ama Ruby. Vamos dizer que foi quase uma despedida. Sam é atenciosa e carinhosa, mas, com seu outro lado despertado, ela começa a aterrorizar a cidade.

Curiosamente conseguimos descobrir mais sobre o passado de Reign por meio de Coville (lembram do fanático religioso de Supergirl?). É ele quem alerta sobre os perigos do fim do mundo previsto pelos antigos deuses kryptonianos. Gostei bastante da história do planeta e como há essa separação entre Kypton antiga e moderna.

Antes de Rao, as tribos no planeta eram politeístas e acreditavam que a World Killer um dia chegaria para governar o mundo. Primeiro, como ele sabia disso e nem mesmo a "mãe da Kara", que tem todo o conhecimento de mais de sei lá quantos planetas, sabia, eu não sei. Segundo, por que a profecia seria na Terra e não em Krypton? Reign vai atrás de onde tiver kryptonianos para tomar o poder deles, é isso?

Bom, só sei que Reign se ergue cumprindo todos os passos do fim. Ela começa colocando a 'marca da besta' em todos os lugares de National City, para assim começar a matança generalizada. Devo dizer que me surpreendeu que Reign focou em matar pessoas ruins, com uma espécie de justiça distorcida. Talvez esses deuses antigos tratassem a questão de maneira mais rígida ou parte de Sam influenciasse as escolhas.

A junção de Sam e Reign eventualmente acontece quando ela decide se vingar de Morgan Edge por sua rixa com Lena. Apesar de não conseguir matá-lo, Reign incita Supergirl a finalmente acreditar na tal profecia e as duas assim caminham para um encontro.

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Morgan Edge, você pergunta? Pois é. Apesar da suspeita equivocada de que as marcas na cidade eram de Edge, Lena e James foram atrás do magnata e tentaram encontrar algumas pistas por conta própria durante o episódio, o que aumenta a intimidade entre os dois.

Os escritores decidiram que a briga deles acabou rápido mesmo e já viraram super íntimos a ponto de todos perceberem os olhares amorosos que um lança para o outro. Eu ainda não sei como me sinto sobre isso, então não vou opinar muito. De qualquer forma, foi legal ver como os dois tiveram uma pequena narrativa separada do resto.

Voltando para Kara, ela recebe alguns conselhos de Alex antes de encontrar com Reign. Ela diz para Kara abraçar sua parte alienígena por completo. Essa temporada tem sido um luta interna de Kara para acolher seu lado humano novamente, mas a verdade é que, quando a ameaça parece tão real, é preciso deixar de lado por um tempo.

É interessante ver que, por mais que Reign não tenha sido vista por ninguém, sua ameaça se tornou palpável. Era possível sentir que algum bem ruim estava por vir, a presença já era marcante. Gostei da escolha dos escritores. Se formos perceber, por mais que soubéssemos da identidade de Reign, não a vemos por inteiro até esse momento. Todos os cortes, vultos e sombras nos levaram até aqui.

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Enfim, Reign e Supergirl estão frente a frente. Seguimos então as duas em uma jornada natalina de muita luta. Elas se jogam, usam raio vermelho e todos os poderes a disposição de um kryptoniano. Kara resiste até o final, mas não consegue. Ela pode ser machucada por Reign, sangrar e tudo mais, e a coisa fica bem feia.

Tudo que eu queria mesmo era que, pelo menos, o J'onn aparecesse para salvá-la do impacto maior no final. Mas acho que ninguém esperava que Kara não fosse forte ou sei lá o que o suficiente. Nossa Supergirl não merece isso. Nós não merecemos ter hiatus e ficar sem Supergirl até Janeiro nesse momento.

Agora Sam parece ter finalmente absorvido por completo Reign, o que significa que Ruby vai ficar orfã por um tempo, tadinha. Será que todos descobrirão já na volta da série a verdade sobre Sam? Será que Superman vai tomar vergonha e ajudar um pouquinho? Será que Kara vai demorar para se recuperar?


O melhor
- Gostei bastante da história de Krypton.
- A forma como Reign foi apresentada.
- Alex apoiando Kara.
- Supergirl como fonte de esperança no futuro por causa do Mon-El.

O pior
- Achei umas lógicas meio estranhas.
- Vou tentar ignorar que Alex é basicamente uma médica no DEO por motivos misteriosos.
- Minha Kara sofrendo. Apenas parem.

Nota 9,0

Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

domingo, 3 de dezembro de 2017

Review: Agents of SHIELD 5x01/02 - "Orientation"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio duplo "Orientation", exibido no dia 01/12/2017! 

agents of shield 5x01 5x02

Estamos de volta! Agents of Shield sempre nos surpreende com os enredos mais extraordinários. Se antes nosso time ficou preso em uma realidade virtual, nada mais justo que nos levem para o espaço sideral dessa vez. E olha que a história é muito mais que isso.

Antes de qualquer coisa, revivemos o cliffhanger da season finale de outra perpectiva. O agente que apareceu para prender Daisy, Coulson, May, Mack, Yoyo, Simmons e Fitz era na verdade um alienígena disfarçado. Só não sabemos o que ele quer e se, o que parecia ser o governo, realmente era ou não. Todos são levados para o espaço por meio de uma rocha branca misteriosa, menos Fitz, que ficou na lanchonete por "não estar na lista".

Um a um, nosso time vai surgindo no centro espacial. Tudo é bem esquisito e alguns 'monstros', roaches, estão matando as pessoas ali. É assim que conhecemos Virgil, um cara simpático que fica muito animado quando todos chegam, mas não esclarece muita coisa. Parece que ele é o responsável pela equipe ter sido mandada para lá, o que me faz perguntar se o tal agente alienígena estava ajudando Virgil.

Estou bem curiosa para entender a lógica por trás dessa viagem espacial. Antes achei que a equipe seria mandada para lá para servir uma espécie de sentença, mas não é isso. Eles chegam sem ninguém saber a não ser Virgil e são a esperança de todos ali. São os salvadores da humanidade.

Isso significa que existia quase uma religião de crentes que acreditavam que a equipe da Shield um dia chegaria para salvar todos. No entanto, Virgil é o único que restou, já que o resto foi morto exatamente por espalhar essa esperança.

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A falta de respostas deixa tudo mais interessante, mas queria entender um pouco mais. Por exemplo, por que será Fitz não está com o resto da equipe? E por que não tivemos nenhuma informação sobre ele? Eu jurava que, pelo menos, teríamos alguma cena dele na Terra. Não só isso como nem preciso dizer que nós, fãs de Fitzsimmons, estamos cansados de ver esses dois separados. Vamos lá, escritores. Só não demorem para essa reunião acontecer, vai.

Como eu disse, cada um chega de uma maneira. Coulson chega e quase é sugado para o espaço; Yoyo e Simmons chegam juntas e Yoyo quase ataca a amiga sem reconhecê-la; Mack chega atacando Virgil, que parecia uma ameaça ao Coulson; May chega, mas dá algum problema e acaba com um ferro atravessando sua perna; e, por fim, Daisy chega à tempo de salvar todos de um dos roaches.

Assim que nosso time quase completo, eles vão atrás de May, que é a única que falta. É aí, então, que começamos ter algumas respostas. Apesar de ter muitos humanos, o centro espacial é controlado pelos Kree, o que torna a coisa toda mais perigosa. É assim que eles prendem todo mundo e ainda resolvem torturar Mack e Yoyo. Por quê? Só pelo prazer de provocar dor mesmo, porque não é como se eles fossem tirar alguma informação dos dois.

Infelizmente, a apresentação dos personagens novos não começa bem. Primeiro, Virgil, que parecia tão legal e animado, é levado por um dos roaches - o que significa que, além do time perder todas as informações que precisavam, perdemos o que parecia ser um ótimo personagem.

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Depois, veio Deke. Ele chega do espaço à la Senhor das Estrelas (Guardiões da Galáxia) e dá de cara com May. Com o clima de tensão, May tem a reação apropriada que é lutar o máximo que consegue e só é derrotada por causa de um instrumento de Deke que a prende na parede.

Eventualmente, vamos entendendo como funciona o centro espacial. Todos os humanos são submissos e precisam usar um dispositivo com suas informações e localização que atravessa o pulso para serem controlados. Deke, apesar de contra vontade, acaba ajudando May ao implementar o dispositivo e consegue tirar o resto do pessoal da prisão.

Além disso, percebemos também a degradação dos humanos. Existe, inclusive, quase um momento à la Jogos Vorazes em que pessoas são escolhidas e precisam ser mortas ou matar as outras para sobreviver. Eu diria que a temporada vai ter um tom mais pesado nesse sentido.

No geral, gostei do Deke. Ele tem seus momentos engraçados, além de seu ar misterioso ser interessante. Ele já perdeu alguém que acreditava na "profecia" sobre o time e parece ter se fechado. Não confia exatamente nas pessoas e tem uma espécie de esquema de venda "ilegal" ali, o que já é um motivo para ele não querer ajudar Coulson e cia.

No entanto, já que Deke está relutante em ajudar, conhecemos Tess. Outra nova adição à série. Ela é a primeira pessoa que efetivamente quer ajudar nossa equipe e quem constantemente incentiva Deke a ajudá-los. Gostei bastante dela e de sua maneira de ter esperança no meio do caos.

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Temos muitas idas e voltas durante essas quase duas horas de episódio. Nossa equipe de divide e se junta muitas vezes, salva e perde outras tantas. Para começar, formulam um plano: May e Simmons vão roubar uma aeronave, enquanto Daisy ajuda Yoyo e Mack escaparem dos Kree, e Coulson tenta tirar informações de Deke.

Nesse momento, vamos descobrindo pedaços fundamentais da história até a grande revelação do episódio. Segurem-se porque não só estamos presos no espaço como estamos no futuro. WOW. Só tenho mais e mais perguntas, o que volta de novo ao Fitz. Afinal, estar no futuro complica ainda mais a situação dele. Não vamos mais ver esse menino, não?

A única menção física ao Fitz é um cartão postal que estava com Virgil: "Eu vou dar um jeito. - Fitz". Imagino que tenha sido uma mensagem do passado, mas como foi parar ali? Além disso, as coisas só se intensificam. A Terra foi destruída anos atrás a ponto de não ter chances de ser habitada ou visitada direito. O próprio centro espacial já existe há uns 90 anos.

Achei interessante como o time começou a presumir várias coisas como "os Kree estão querendo invadir a Terra" e "Howard Stark deve ter participado do projeto do centro espacial", que faziam bastante sentido e nos levaram a acreditar que era possível, o que tornou o impacto da notícia "estamos no futuro" ainda maior.

Frente a essa descoberta, a possibilidade de escaparem e voltarem para casa se torna bem mais complicada. O plano não serve mais, eles precisam começar a se acostumar com aquela vida. Por isso, Coulson vai até o quarto de Virgil com Tess para tentar encontrar alguma pista, enquanto Jemma e May tentam se enturmar sem sucesso.

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Coulson encontra um caderno de Virgil e conhece mais sobre o espaço vazio de conhecimento da Terra que existe ali. Todos os históricos foram apagados, eles não conhecem o passado da humanidade ou como é viver no ar livre, ir no cinema, entre outras coisas. Mas Phil conhece mais de Virgil também e como Tess se importava com ele, mesmo não sendo melhores amigos.

A segunda melhor forma de conseguirem informações, então, passa a ser roubarem um dos tablets dos Kree. O plano até dá certo, mas, quando resolvem conferir os gps de cada um dos humanos, Coulson, Yoyo e Mack se veem em uma enrascada.

Conhecemos melhor então um dos vilões, eu diria. Grill comanda uma das operações do centro espacial e, no desespero, Coulson faz um acordo com ele. A personalidade do personagem fica bem óbvia quando, no momento em surge a confusão e as pessoas tem que matar as outras, ele deixa Coulson, Mack e Yoyo para morrer presos na parede.

Grill tem total controle dos dispositivos de controle do trio, além de que a troca inclui que trabalhem para Grill, então vai ser realmente curioso ver como isso vai se desenrolar. A equipe não só tem que descobrir um jeito de voltar para casa como lidar com toda essa vida de submissão e cotidiano ao mesmo tempo, o que deve atrasá-los.

Já Jemma acaba entrando em uma confusão que May não consegue tirá-la. Na briga por comida, uma pessoa acaba esfaqueando um serviçal importante do Kasius e Simmons tenta ajudá-lo, cauterizando a ferida. Por isso, ela é levada.

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Você esperaria que a prenderiam por tentar salvar a pessoa, mas acabamos descobrindo mais ainda sobre aquele mundo. O líder Kree quer pessoas perfeitas para representá-lo, por isso acaba vendo o potencial de Simmons, mesmo que tenha sido insubordinada.

Com todas as reviravoltas do episódio, temos uma Simmons escrava que tem audição limitada porque o líder quer. Vai ser bem difícil ver todos separados assim, mas, se uma coisa serve de consolo é que, com Simmons tão próxima dos Kree, é possível que tenhamos informações privilegiadas.

Por fim, ainda temos Daisy e Deke. Parece que os escritores queriam só mexer mais ainda com nossas cabeças, porque além de espaço e futuro, adicionam o Framework na jogada. Deke vende mundos virtuais para as pessoas poderem escapar da realidade que vivem.

Isso explica muita coisa da personalidade dele, mas, o pior mesmo é que, quando Daisy decide segui-lo e acaba da Framework criada por ele, outra revelação surge. Sabe quem destruiu o planeta (segundo Deke e quem contou para ele)? Daisy.

Honestamente, queria saber muito como vão explicar isso. Parece que Daisy e a Shield tentaram salvar o mundo e deu erro, mas será que foi tudo culpa deles mesmo? Além disso, fico me perguntando como a Shield se tornou o centro da "profecia" de que salvariam todos, se as pessoas sabiam que tinham sido os responsáveis pela destruição da Terra? Isso me parece estranho.

Mesmo que Virgil soubesse e quisesse trazê-los para o futuro ajudar, qual era o plano? Só avisar o time que eles deviam tomar mais cuidado quando voltassem para o passado? E, além disso, para ter feito aquele estrago, Daisy deveria estar muito mais poderosa. Isso significa que passaram muitos anos depois de 2017 quando a Terra se rompeu, certo?

Bom, uma coisa a certa, a temporada promete muitas cabeças confusas e maravilhadas com a criatividade dos escritores.


O melhor
- Mack citando filmes de alienígenas é a melhor pessoa!
- Daisy checando de Simmons estava bem quanto ao Fitz.
- Tess querendo saber como é viver em um lugar aberto.
- Gostei do Virgil, fiquei triste.
- Muitos plot twists!

O pior
- Minha Simmons sendo levada, nooo.
- Cadê o Fitz?? Me expliquem isso tudo, por favor.
- Quero entender onde a colocar a culpa na Daisy vai levar.

Nota 9,0

Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

 
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