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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Review: Supergirl 3x04 - "The Faithfull"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Faithfull", exibido no dia 30/10/2017! 

supergirl 3x04 faithfull

Um homem reclama sobre sua vida, um avião cai e Supergirl nasce. Não sabíamos, mas, há dois anos atrás quando Kara salvou a irmã pela primeira vez, ela reascendeu a esperança de alguém. Esse alguém era Thomas Coville.

Coville se torna um pregador da Supergirl, criando assim um culto em sua homenagem. Ele envolve o deus de Krypton, Rao, em seus discursos. Todos que são salvos pela super-heróina deveriam se sentir honrados. É assim que um jovem chega a botar fogo em um prédio inteiro só para que possa testemunhar Supergirl e ser salvado por ela.

Devo dizer que o assunto todo foi bem interessante. Faz bastante sentido que, com todos seus poderes, Supergirl seja vista como uma Salvadora (sim, com "s" maiúsculo). Ela está presente na vida das pessoas e as salva não só do perigo momentâneo, mas as dá esperança.

O episódio foi muito bem feito, não por aprofundar o tema em si, mas por nós dar a oportunidade de pensar sobre essas questões. Além disso, apresenta um lado novo de Kara, já que, desde que saiu de Krypton, não havia sequer mencionado ou praticado sua religião. Essa motivação foi se apagando dentro dela e só quando Coville recitou a palavra de Rao é que ela percebeu quanta falta isso a fazia - ainda mais porque é uma ótima forma de ela se manter unida a sua cultura.

Engraçado como isso conecta tão bem ao episódio passado. Além do pai de J'onn ser um sacerdote, a história toda revolveu em torno da história original da religião marciana e como a fé pode criar tantos caminhos. É um artefato religioso que coloca em risco um civilização inteira, bem parecido com o 3x04.

Além disso, o episódio nos trouxe mais interações entre James, Winn e Kara, o que é sempre bom, não é mesmo? É o trio original que descobre a tal religião. Na mesma hora Kara se incomoda profundamente quanto ao fato de a venerarem com tanto fervor, além de não querer que destorcessem os ensinamentos de Rao.

supergirl 3x04

É James que tenta fazê-la entender um pouco mais essas pessoas. Como ele mesmo experienciou com Superman, Kara é a personificação do que queríamos que um Deus fosse. Alguém que nos dá esperança, que nos faz acreditar e aparece quando mais precisamos. E estar ali fisicamente ajudando é algo que só fortalece essa crença.

É algo tão forte que Coville reconhece Kara de imediato como Supergirl e ela enfrenta pela primeira vez essa fé. Ela tenta afastá-lo, fazê-lo parar de acreditar, mas isso só dá forças para ele querer fazer ela acreditar que é uma Deusa. E, como Kara previu, isso acaba colocando outras pessoas em perigo.

Coville ativa uma capsula de Krypton na esperança Supergirl salve todo mundo antes que o artefato exploda. A coisa toda se torna bem tensa, ainda mais quando Kara percebe que há kryptonita dentro da capsula e se torna incapacitada de lutar. Olha, entendo o drama, mas achei meio estranho aquela quantidade tão pequena de kryptonita ter afetado tanto a Kara. Eram resquícios em uma amostra do solo de Krypton!

De qualquer forma, mais uma vez Kara salva o dia. Mesmo com toda a dificuldade, ela tem a ideia inteligente de "enterrar" a capsula, já que não daria tempo para tirá-la dali tão rápido. No fim, nosso vilão é derrota cheio de paradoxos. Ele é meio louco e tentou matar várias pessoas, mas ao mesmo tempo criou uma conexão bem estranha com Kara ao ponto de ver um pouco suas angustias.

Enquanto isso, acompanhamos algumas amizades surgirem em um enredo menos complicado. Samantha está se adaptando bem ao novo trabalho, mas ainda sente que esteja decepcionando a filha. Gostei bastante de ver como Lena amenizando os medos da mãe, afinal ela sabe bem o que é ter uma mãe ruim.

supergirl 3x04

Claro, Ruby pode não entender completamente a mãe nesse momento, mas ela sabe que Sam está fazendo seu melhor e que a ama. No final das contas, é isso que importa. Samantha vai em todos os eventos da filha e ainda descola umas tias para a filha.

Sua amizade com Lena cresce, assim como Kara, Alex e Maggie são introduzidas à Samantha e todas se dão superbem. A notícia ruim, no entanto, é que a proximidade com Ruby faz Alex perceber que, por mais que queira deixar para lá, realmente quer ser mãe. Eu entendo que pode ser interessante abordar esse conflito entre amar uma pessoa e querer coisas diferentes que ela, mas não. Apenas não. Por que esses escritores querem acabar com a gente? Cadê nosso único casal feliz, hein?

Para aumentar a escala das coisas, o episódio promete mais complicações nas cenas finais. Para começar, o enredo de Samantha se desenvolve e ela tem visões que indicam que logo seus poderes serão despertos ou qualquer coisa do gênero. Não só ela despertada como algum ser misterioso também é no momento em que Kara destrói a capsula kryptoniana.


O melhor
A temática religiosa foi bem interessante!
Lena introduzindo Samantha ao grupo de amigas.
Ainda mais com o paralelo do episódio passado.
A conversa entre James e Kara.

O pior
Alarme vermelho pro futuro de Sanvers D:
Pequena incoerência da kryptonita.

Nota 9,2


Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Review: Once Upon a Time 7x04 - "Beauty"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Beauty", exibido no dia 27/10/2017! 

once upon a time 7x04

Agora que os dias dos nossos heróis estão mais tranquilos, finalmente temos um especial de Halloween. Todos estão fantasiados, usando máscaras pelas ruas, e somos oficialmente apresentados à Tilly, a contra-parte da nova versão da Alice.

Tilly é uma das melhores informantes de Weaver/Rumple e não demora para percebermos que ela tem um entendimento muito maior do que todos ali sobre a maldição. Sem seus remédios, ela começa a ter consciência de quem realmente é, na verdade, de quem Rumple é.

Gostei bastante como ela carrega tanto as esquisitices do País das Maravilhas, falando sempre em enigmas e sendo meio esquisita. Devo dizer que adorei conhecê-la e gostei mais dela do que imaginaria. Claramente, Weaver/Rumple e Tilly/Alice têm uma conexão bem forte, mas ela é colocada à prova quando Tilly decide confrontar Victoria sobre a maldição.

Weaver tem duas opções: manter Tilly em sua medicação e controlar Tilly, ou Victoria revela gravações dele sendo corrupto. Por mais que não queria transparecer, dá para ver que Weaver se importa com Tilly e não quer que nada aconteça com ela.

Dá para ver também que Weaver estava passando pelos mesmos conflitos de Rumple entre ser bom e mal, tentando balancear os dois. No entanto, Tilly assume um pouco do papel de Belle e insiste que ele tem um bom coração. Insiste que ele só é corrupto porque não se lembra de quem ele realmente é.

once upon a time 7x04

Enquanto isso, os flashbacks nos contam como Rumple chegou até ali. Fazendo um belíssimo paralelo com Up Altas Aventuras, a história de Rumple e Belle se desenvolve ao longo dos anos. A remota lembrança de que o Dark One é imortal começa a se tornar cada vez mais presente em suas vidas.

Belle está envelhecendo, Gideon está crescendo e Rumple tenta encontrar alguma forma de envelhecer junto a Belle e se desfazer da maldição da adaga. No entanto, a coisa é mais difícil do que imaginam e, assim como em Up, Rumple se despede de Belle no fim de sua vida.

Fiquei impressionada como os elementos da vida de Ellie e Carl deram tão certo para Rumbelle. O livro de viagens, a casa na beira de uma cachoeira imensa, as leituras em conjunto e etc. Tirando as mexas brancas surgindo do nada como maneira de mostrar que Belle está envelhecendo, achei interessante a história toda.

Já fui mais fã de Rumbelle, mas o episódio com certeza foi um final fofo para o casal, ainda mais com a vibe "você precisa me deixar ir e confiar que vamos nos reencontrar" (apesar de ser bem parecida com a frase característica dos Snowing).

once upon a time 7x04
"Era uma vez uma fera que levou uma jovem como prisioneira..."
O mais legal é que minha mais nova amiga Alice se tornou uma parte importante na vida de Rumple depois de que ele perdeu Belle, e adoro essa coisa quase filha que ela parece ser para ele. Só espero que apareça que Rumple faça umas visitas para Gideon de vez em quando nos futuros flashbacks.

Um elemento genial do episódio foi a conversa sobre máscaras, ainda mais por ser um episódio de Halloween. Tilly insiste que todos estão usando máscaras e é a melhor metáfora que poderia existir. Todos ali estão fingindo ser pessoas diferentes do seu eu verdadeiro. Estão presas nessas máscaras que criaram para eles e não conseguem ver quem cada um é.

No final, em Hyperion Heights, acaba que Tilly tenta de tudo para convencer Weaver, mesmo que ele tenha a traído de certa forma colocando o remédio no seu sanduíche. Ela chega a mostrá-lo a xícara quebrada de Rumbelle, mas nada. Na confusão e aflição de voltar à ignorância, Tilly se apavora e acaba atirando em Weaver o chamando de Rumplestilskin como último apelo.

E não é que deu certo! De maneira bem sutil, Rumple joga um "dearie" e dá a entender que sabe um segredo muito pior de Victoria do que as gravações que ela tem dele. Honestamente, como alguém que vê as maldades do mundo, achei que Weaver/Rumple já teria uma carta na manga contra Victoria faz tempo.

Estou animada! Quero saber o que Rumple vai fazer com isso e espero que ele comece a acordar as pessoas. Lá vamos nós mais uma vez depender de Rumple para fazer a coisa certa. É mais um teste para ele ver se realmente consegue se desprender do poder e imortalidade que têm a tanto tempo.

No entanto, não só de Dark One que vive um episódio, e Ivy também ganha seu destaque. Com Victoria ainda colocando restrições na vida de Jacinda e Lucy, Ivy fica responsável por levar a menina para pedir doces nas ruas.

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É claro que nenhuma delas está feliz. Lucy queria estar com a mãe e Ivy cuidando da sua própria vida, por isso não demora para Lucy fugir da tia. Ivy procura pela ajuda de Jacinda, mas acaba encontrando outro tipo de ajuda de Henry.

Henry e Ivy ficam responsáveis por procurar por Lucy, e acabam tendo um momento para conversar. Fica claro que Ivy faz muita coisa que não se importa por causa da mãe, mas as faz para ganhar aprovação. Sem isso, ela estaria sozinha, já que não tem amigos exatamente.

Foi interessante ver o lado dela e Henry decide encorajá-la a fazer a se arriscar e bater de frente com a mãe, torcendo que tudo dê certo. Só assim Ivy conseguiria tomar sua vida de volta. Isso tudo resulta em uma Ivy mais prestativa, que acaba descobrindo onde Lucy está e deixando Jacinda ficar com a filha.

Já Henry não consegue seguir o próprio conselho (ou de Roni, aliás). Ele quer ter um relacionamento com Jacinda, mas tem medo - ainda mais depois de encontrar sua filha e mulher no cemitério. Ele tenta chamar Jacinda para sair e tem a oportunidade de ficar com ela e Lucy, mas volta atrás.

Assim, Ivy e Henry se encontram mais uma vez. Os dois bebem juntos e Ivy agradece a ajuda. Senti que rolou um clima (da parte da Ivy). Espero que os sentimentos dela não se desenvolvam para esse lado pelo bem comum e dela mesma, porque ela precisa de amigos e não ficaria nada feliz em ver Jacinda e Henry juntos.


O melhor
Adorei a Tilly e seu papel de guia.
A metáfora das máscaras e a força das pessoas acreditarem juntas.
Rumbelle cheio de paralelos com Up.
Ivy começando a se enturmar.

O pior
Gente, mas que efeito ruim da Belle chegando na cama de hospital do Rumple, hein. E as mexas a la Anna de Frozen...
Digo não a um trio amoroso.

Nota 9,2


Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

sábado, 28 de outubro de 2017

Review: Arrow 6x03 - "Next of Kin"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Next of Kin", exibido no dia 26/10/17.

diggle next of kin

John Diggle é o novo arqueiro verde! Pelo menos por alguns episódios. Semana passada Oliver resolveu abrir mão do seu papel como vigilante para poder estar presente para William. Uma decisão honrada que não vai durar muito tempo, mas o que vale é a intenção. Como o “Arqueiro Verde” como símbolo é importante para Star City, o manto é passado para o John, só tem alguns probleminhas.

Para começar, John está com problemas motores, o que apenas nós e a Dinah sabemos. Diggle perdeu a oportunidade de contar pro Oliver, justificando agora que o Oliver já está com muitos problemas e coisas para resolver e não precisa se preocupar com isso. Dinah fica meio assim, mas também não conta para ninguém, apoiando a decisão do Diggle, não porque ela concorde, mas porque ela acredita que seja importante ter uma hierarquia dentro da equipe e alguém como líder, nesse caso o Digg, sendo assim ela não vai “desafiar” a autoridade dele o expondo. Foi um ponto de vista muito interessante que explicou a decisão e adiou um pouco essa storyline.

Mas o que abalou mesmo o Digg foi o psicológico, ele nunca esteve em uma posição de liderança antes e sentiu o peso assim que saiu na rua pela primeira vez. O Team Arrow está indo atrás de Onyx, uma vilã que roubou um gás tóxico das Indústrias Kord e está prestes a assassinar um ex membro da sua equipe, fazendo o assassinato ser disfarçado como um ataque terrorista ao matar várias outras pessoas. O que isso significa? Que a vida de um montão de gente está em risco, muita coisa em jogo, pressão e tal. Não é difícil entender porque o John fica um pouco nervoso de ter que liderar todo mundo, porque no fim é ele quem vai tomar as decisões mais importantes, que podem ou salvar ou matar todo mundo. Tenso!

Rene não está nem um pouco confiante das habilidades do Diggle, principalmente depois que John fica paralisado em campo. Ele leva suas dúvidas para Oliver, pedindo que ele reconsidere voltar ao vigilantismo. Oliver não vai fazer isso é claro, mas ele resolve ir conversar com Diggle, em uma ótima inversão de papéis, em que Oliver aconselha o amigo, diz que ele também não tinha muita segurança no que estava fazendo, mas é isso aí, confia em seus instintos e dê o seu melhor porque isso vai ser melhor do que nada.

Uma conversa boa que resultou no Diggle conseguir comandar tudo direitinho, todos serem salvos e os vilões irem para a cadeia. Yay! Tudo deu muito certo, mas e aquele problema motor do John como é que ele não atrapalhou em nenhum momento? Nos últimos momentos do episódio, é revelado o jeito como o Diggle vem lidando com a situação: com drogas. Não sei que droga é essa ou como ele arranjou, mas só pela seringa dá para ver que não é uma droga legalizada. Quero saber se a Lyla tá sabendo disso, como é que sua esposa não percebe algo desse tipo. Estou com bastante medo sobre os efeitos colaterais dessa droga, porque se fosse bom não precisava ser segredo.

oliver queen 6x03

Ter o Oliver fora do Team Arrow dá um certo ar de estranheza, e eu espero que não dure muito tempo, porque confesso que sinto falta dele. Mas pelo menos nos dá alguns episódios para poder explorar os outros lados da vida do Oliver.

Para começar, o vemos ser prefeito. O FBI aí está na cola dele, e Watson não se abala nem um pouco vendo Diggle sair por ali, afinal ao contrário do Lance ela consegue perceber que fazer outra pessoa sair na roupa não é lá muito complicado. Oliver não está muito preocupado com isso, porque no momento ele largou essa vida de vez, então a Watson não vai encontrar nenhuma evidência nova contra ele. Estou curiosa para descobrir como ela vai conseguir encontrar alguma prova – e daqui a pouco ela vai, com certeza.

O que está causando problemas mesmo para ele é a parte política. O conselho lá, que imagino que sejam tipo vereadores ou sei lá, estão querendo estabelecer mais uma vez a política anti-vigilante, que desde a primeira temporada fica indo e voltando. Por mais que o Green Arrow esteja de boas ultimamente, só ajudando, continua sendo um crime, e apoiá-los é como admitir que a polícia não consegue fazer seu próprio trabalho, o que também acaba desmoralizando a própria polícia. Achei um ponto de vista muito interessante e concordo que passa uma imagem muito ruim da polícia, entretanto a polícia não está fazendo o próprio trabalho. Eu sugeriria contratar os vigilantes como uma polícia especial, mas isso não vai acontecer.

Oliver deixa Lance cuidar disso, dizendo para ele convencer todos a votar contra essa nova lei, mas Lance diz que não adianta. A maioria das pessoas ali é a favor de estabelecer essa nova regra e começar a caçar os vigilantes depois. Mas isso não significa que estão sem soluções, como prefeito Oliver resolve pedir por um plebiscito, e agora a própria população irá decidir sobre o que fazer.

Eu achei bastante inteligente e imagino que a população vá votar contra essa lei, afinal eles estão sendo mais protegidos. Não só isso, colocar os policiais para caçar os vigilantes, significa retirar policiais de suas atividades anteriores, ou seja, menos proteção para a população. Acho que vai ser fofinho ver a opinião do povo sobre eles, porque depois de seis anos imagino que a maioria realmente conte com eles. Talvez isso sirva de inspiração para o Oliver voltar a ser o Green Arrow... Ou para que o William veja como é importante o que eles fazem e mude de ideia quanto ao pai ser vigilante. Não acho que o Oliver vá mudar de ideia a não ser que descubra sobre o Diggle e o William permita sua volta.

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E William? Na parte mais caseira da série, William está tendo problemas com o dever de casa. Oliver não só ainda não sabe ser pai direito, mas ele não era o melhor aluno, então ele não ajuda em nada, dizendo algo do tipo “quem se importa se você for mal? Eu sempre ia mal”. Não tá ajudando.

Por mais inúteis que essas cenas sejam para a série, eu acho bem fofinho ver o Oliver se adaptando à vida de pai. Ele conversa com o Lance e com a Felicity, recebe conselhos, e vai até conversar com o William de novo, tentando ver o que ele precisa. Em uma cena clássica de fanfic, Oliver acaba pedindo para Felicity ir ajudar o William com o dever de matemática, já que ela é literalmente uma gênia, ótima em matemática e com certeza conseguiria resolver um problema de sexta série. Ao contrário do Oliver, que aparentemente não sabe fazer equação de segundo grau. Poxa, Oliver, até eu que sou de humanas consigo fazer isso.

Felicity consegue ensinar um pouco de matemática para o William, que gosta bastante dela e pede para que ela venha o ajudar mais vezes. Tudo bem fofinho e só serve mesmo para a gente – e o Oliver – ver que o William e a Felicity se dão muito bem e não seria nenhum impeditivo se a Felicity começasse a namorar com o Oliver.

O que nos leva a próxima cena, com o Oliver dizendo exatamente isso para a Felicity e já pulando todas as fases de um relacionamento e entregando uma chave do apartamento dele para ela. Oliver comenta que eles tinham decidido “manter a distância” por causa do William, o que todo mundo já imaginava porque faz bastante sentido, afinal o William já estava tendo que se adaptar a um milhão de coisas, trazer uma namorada não ia ajudar. Mas agora já passou um tempo, o William já conhece a Felicity e já gosta dela, então vamos lá, bora casar (daqui a pouco).

Meu coração Olicity ficou feliz por ver os dois juntos de novo, mas confesso que queria ver um pouquinho mais da reunião dos dois, e queria ver como o William vai reagir a isso também, o que acho pouco provável de eles mostrarem.

O Melhor:
+ Oliver e Felicity juntos de novo
+ Dinah é a verdadeira líder dessa equipe, convenhamos
Achei muito surpreendente a história do Digg

O Pior:
-  Queria mais cenas entre Felicity e William
- Sinto falta do Oliver com os outros


Nota: 8,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.




quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Review: Supergirl 3x03 - "Far from the Tree"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Far from the Tree", exibido no dia 23/10/2017! 

supergirl 3x03

Haja emoção para um episódio só. Para começar, J'onn decide ir atrás de M'gann em Marte depois da mensagem que ela deixou. Ele, é claro, ganha a companhia de Kara na viagem, o que nos proporciona um momento fofo de apoio entre as irmãs Danvers e ele.

Eles assim seguem viagem em um carro antigo, que me lembrou muito do Coulson e seu carro Lola de Agents of Shield. Adorei o detalhe. É tudo bem rápido e não demora eles encontrarem M'gann em Marte. O problema então logo se apresenta: eles precisam saber a localização de uma arma psíquica que poderiam matar todos em dois segundos e a única pessoa que sabe onde está é o pai de J'onn.

Isso mesmo, mais um marciano verde sobreviveu e foi justamente o pai de J'onn. Por quê? Bom, ele é um sacerdote religioso e por isso foi mantido em cativeiro. É bizarro pensarmos em como ele foi torturado por tanto tempo. Assim como J'onn ele viveu todos esses anos acreditando que era o último de sua espécie.

Doeu bastante ver como J'onn foi rejeitado pelo pai, já que o sacerdote não acreditava de jeito nenhum que ele era seu filho de verdade. Pensar em toda a destruição das vidas ali e ver a pequena esperança de J'onn em pensar que talvez suas filhas e mulher tenham sobrevivido foi de doer o coração.

Por outro lado, foi maravilhoso ver o quanto Kara e J'onn se entendem mais uma vez. Ela se tornou um ponto de apoio bem importante para ele nesse episódio. Eles sofreram coisas tão parecidas e é natural que, quando ele teve que lidar com a possível rejeição do pai à sua fuga, J'onn tenha pedido conselhos de Kara.

supergirl 3x03

Ela, por sua vez, fez questão de enaltecer inúmeras vezes o quanto J'onn é corajoso e forte, e deveria estar orgulhoso de si mesmo. Assim, foi ela que o ajudou a alcançar o pai de J'onn e convencê-lo a ouvir e assim reconhecer o filho. Sendo kryptoniana, ela estava na posição neutra necessária para criar essa chance.

Foi muito bonito ver filho e pai se reconectando. Infelizmente, queria ter visto mais da M'gann e J'onn, mas acho que o episódio conseguiu suprir isso com a história familiar de J'onn e sua relação com Kara.

No fim, com uma batalha final entre marcianos brancos rebeldes e seus opositores, além de Kara e J'onn ajudando, vencemos. Como um sinal de boa fé, foi legal ver J'onn entregando a arma para um marciano branco - e olha que nem eu estava confiando tanto nele assim. O importante é que o tal se prova recusando a arma.

O enredo acaba assim com o pai de J'onn voltando para a Terra com o filho e Kara. Acho que vai ser interessante vê-lo de vez em quando, o que esperamos que aconteça. Afinal, depois de tanta coisa, eles não poderiam se separar de novo.

Enquanto isso, na Terra, Maggie e Alex tem que enfrentar um chá de panela. Mais do que isso, Maggie é posta em prova quando finalmente conta mais detalhes sobre a rejeição de seus pais ao fato de ser gay. Não consigo nem imaginar o quanto deve ter doído ser abandonada dessa forma aos 14 anos.

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Apesar de tudo, Maggie acha que consegue entender o pai e quer se aproximar dele, mesmo que não tivesse percebido antes. Por isso, ela acaba conseguindo que ele a visite e participe da festa. Tudo parece meio desajeitado, mas caminhando para um bom final. O pai dela parece orgulhoso dela e tem acompanhado a vida profissional da filha, além de até fornecer uma foto de Maggie pequena para o chá de panela.

No entanto, esses momentos não duram tanto quanto gostaríamos e, ao ver Alex e Maggie se beijando, o confronto entre pai e filha ocorre. O pai fala sobre como sofreu por ser mexicano e não queria que Maggie sofresse desse jeito. O problema todo é que ele faz parecer quase como se não fosse parte dela.

Ele não poderia deixar de ser mexicano e abandonar suas origens da mesma forma que ela não poderia deixar de ser quem é e assim se esconder por medo. Ela vive ao redor de pessoas que a aceitam. Claro que existem dificuldades para todo lado, mas são pessoas boas que servem de apoio e a ajudam a sobreviver.

Infelizmente, acho que algumas vezes nem tudo acaba como queríamos. Seria ótimo que o pai da Maggie conseguisse transformar as pequenas demonstrações de carinho no episódio em aceitação, mas não é isso que acontece. No entanto, isso faz Maggie perceber que, por mais que quisesse isso do pai há tanto tempo, seus amigos e Alex formam a família que ela queria.

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Seria lindo se o episódio acabasse por aí, mas a conversa final de Alex e Maggie faz sentirmos que vai haver mais complicações entre as duas quanto ao futuro que querem para essa família. Admito que pareceu meio do nada o fato da Alex querer filhos, mas, claro, isso sempre pode ser um problema. Elas nunca pararam para conversar sobre isso.

Por mais que Alex tenha garantido que só a Maggie seria o suficiente, odeio como os escritores parecem querer afastá-las. Sabemos que Floriana Lima, que faz a Maggie, está cotada para menos episódios essa temporada, o que pode significa que, sim, esse problema pode ser maior e o casal venha a se separar.

Particularmente, achei que menos episódios não significariam nada demais se tivessem espalhado as aparições da personagem. Afinal, Maggie não precisa estar em todos os episódios e tem a desculpa de estar trabalhando. Seria tranquilo de resolver, mas visto que Maggie já apareceu três episódios seguidos, estou começando a ficar preocupada. Vamos torcer!


O melhor
Passado de Maggie ser explorado.
Wow, olha a série toda politizada e mencionando o muro do Trump entre México e EUA.
Enredo focado em J'onn e seu pai.
Relação maravilhosa entre Kara e J'onn.

O pior
Damn, queria que o pai da Maggie tivesse se redimido.
Medo do futuro da Alex e Maggie.

Nota 9,0


Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

domingo, 22 de outubro de 2017

Review: Once Upon a Time 7x03 - "The Garden of Forking Paths"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Garden of Forking Paths", exibido no dia 20/10/2017!

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E a luta contra Victoria continua... Nossa resistência formada por Henry, Rogers (acho que vou chamá-lo assim a partir de agora?) e Roni está comprometida a derrotá-la e começa a seguir uma pista que os leva à corrupção e pagamentos que Victoria anda fazendo para o governo. Não demora para Jacinda entrar no esquema também, já que descobre a conexão entre tudo: o jardim que Lucy tanto se preocupa será destruído. Nosso grupo se divide.

Rogers vai atrás do cara do governo que aceitou o suborno, o que infelizmente não participa de forma tão efetiva na história. A coisa toda só nos leva, mais uma vez, a ver como Rumple/Weaver tem poder na cidade. Ele acaba usando o cara do governo como infiltrado para obter informações da Victoria. Queria muito entender as razões de Weaver fazer isso. Ao mesmo tempo que ele parece ser tão corrupto quanto Victoria, ele decidiu ir contra ela de repente e para valer. Será que ele quer tomar o lugar dela?

Enquanto isso, Henry tem sua própria aventura com Lucy. É sempre fofo ver como ela insiste em tudo e como estão se dando bem aos poucos. Eles resolvem passear juntos até confirmam a teoria de Lucy sobre Victoria estar atrás de algo embaixo do jardim. Assim, os dois entram no túnel só para Lucy tentar convencê-lo um pouco mais e achar um pedaço do sapato de cristal da mãe (que ainda não nos rendeu nada).

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Para o coração do "Truest Believer", está bem difícil de convencer o Henry. Até imaginei que, no momento em que ele realmente parasse para olhar o pedaço do sapato de Cinderela aconteceria alguma coisa, mas nada. E estou sentindo que vai demorar porque ele finalmente encontrou o cemitério de sua família criada. Fico me perguntando o que deu errado. Ele tinha uma memória criada de onde o cemitério estaria, mas foi um erro de quem fez a maldição? É ele mesmo lutando contra a maldição, será?

Já Jacinda acaba tendo que lidar com sua moral, fazendo assim um paralelo outros acontecimentos. Como sempre, Victoria entra na cabeça dela e, por mais que tenha decidido lutar, Jacinda volta atrás. Todo o trabalho de coletar assinaturas e comover a cidade vira cinzas e sua relação com Lucy é abalada.

O interessante é que isso levanta uma questão boa de se pensar. Jacinda é considerada por Lucy (e nós mesmos) uma heroína, mas a verdade é, mesmo que seja, não significa que fará sempre as melhores escolhas. Ela erra também. E Roni, com toda a experiência submersa de Regina, é quem a ajuda a decidir agir frente ao erro e salvar o jardim de outra forma.

Algo semelhante acontece no flashback. Além de nos apresentar Tiana como a líder maravilhosa de uma resistência à Tremaine, as cenas de Cinderela mostram como é difícil para a heroína enfrentar a madastra. Mesmo que Henry, Regina e Hook 2 tenham a encontrado super rápido e se proposto a ajudar, Cinderela ainda não confia neles para contar seus segredos.

once upon a time 7x03

Uma caixa misteriosa faz com que ela saia no meio da noite do acampamento e volte tendo que fazer uma decisão impossível: roubar o coração do Henry ou arriscar a vida de todos. Lady Tremaine usa Cinderela, mas Regina consegue salvá-la de cometer um grande erro. Foi muito bom ver como as duas criaram uma relação tão rápido, gostei da decisão dos escritores de criar essa amizade entre elas, independente de Henry.

A carta da manga do episódio é que descobrimos as motivações de Victoria/Tremaine nesse embate. A morte da filha Anastácia a fez matar o marido e infernizar a vida de Cinderela, que teve algum envolvimento no caso; e agora tem um plano para trazer a filha de volta. (Posso falar que isso me lembrou o motivo do ódio de Regina com a Snow? Estou sentindo que Cinderela nem deve ter feito nada demais).

Parece que, por mais que Lucy e Jacinda tenham conseguido salvar o parque, Victoria conseguiu reaver a tumba da filha de novo. A dúvida é a seguinte: onde estava a tumba? Lucy e Henry foram os primeiros a entrarem no túnel e não encontraram nada desse tipo.

Vou ser bem honesta, ainda não entendi os passos de Victoria. Uma hora ela quer o coração do Henry, na outra ela decide que não precisa de coração não, só que a pessoa (a Lucy, no caso) desista das suas crenças. Isso significa que ela vai chantagear a Lucy para prender sua crença de alguma forma? Ou quando a Lucy parar de acreditar, sua crença vai criar uma bola mágica para ser usada?

once upon a time 7x03

Victoria precisa de alguém que acredite, mas, ainda assim, ela criou uma maldição que impossibilitou isso? As últimas cenas do episódio parecem confirmar que a Victoria teria sido a dona da maldição, mas me parece uma lógica estranha.

Sim, claro, é possível que ela não tivesse saída e foi essa forma que encontrou de apagar a memória de todos. No entanto, isso que complica ela mesma porque agora precisa de alguém que acredite e só restou a Lucy. Um coisa é certa: finalmente descobrimos que ela está importunando a Lucy e Jacinda só por interesse na crença da garota.

De quebra, ganhamos mais uma personagem (possível aliada) no episódio: a tal mulher que diz algumas verdades para Victoria. Alguma teoria de quem ela seria?


O melhor
Roni se chamando de rainha ao ter a ideia da petição <3
A discussão interna moral de Jacinda/Cinderela.
A relação entre Lucy e Henry.
Finalmente descobrimos as motivações de Victoria!

O pior
Só eu que senti um clima entre o Hook 2 e Tiana? Ainda não consegui me acostumar que não é o nosso Hook.
Algumas inconsistências na história.
Quero muito entender como pretendem usar a crença da Lucy na Anastácia.

Nota 7,6


Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

sábado, 21 de outubro de 2017

Review: Arrow 6x02 - "Tribute"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Tribute", exibido no dia 19/10/17.

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A identidade secreta do Oliver foi revelada em plena televisão no episódio passado e agora todo mundo está tendo que lidar com isso. Qualquer pessoa normal já teria que lidar com ser exposto como um vigilante, mas além de tudo Oliver é o prefeito da cidade, ou seja, está ainda mais no foco da mídia. Oliver até consegue lidar bem com tudo isso, fazendo piadas, jogando menções ao Batman, e agindo como se nada tivesse mudado. Afinal, essa é a terceira ou quarta vez que ele é acusado de ser o Green Arrow e nada acontece. Sério, a essa altura acho que todo mundo já tem certeza que é ele, só que ninguém consegue provar.

Uma investigadora do FBI, Samanda Watson, aparece para poder entrevistar o Oliver, coletar provas e dar uma espiada em tudo, porque aparentemente o FBI está interessado nisso. Só fico pensando aqui como que o A.R.G.U.S é uma agência do governo e não só sabe sobre o Oliver, mas trabalhou com ele e não está nem aí. Essas coisas não estão ligadas, não? Como funciona essa lei? De qualquer forma, oficialmente o Green Arrow não age de acordo com a lei, portanto é um crime e Watson está disposta a prender o Oliver. Essa trama ainda vai rolar por pelo menos mais alguns episódios e hoje só serviu mesmo para introduzi-la.

A parte principal do episódio nem envolveu tanto a identidade do Oliver e sim a Bratva. Anatoly está em Star City e quer vingança. Depois dos eventos da temporada passada, Anatoly perdeu a moral com a máfia russa e agora está exilado. Para poder comprovar que Oliver não é seu amigo e recuperar a confiança dos outros membros da Bratva, Anatoly sequestra um empresário aí – dono da Markovia? Algo assim – com quem Oliver estava fazendo negócios.

Oliver nem pode tentar lutar na hora, porque tem vários repórteres e ele iria se expor se começasse a lutar. Portanto, o cara acaba sendo sequestrado e logo depois Anatoly aparece pedindo 20 milhões em troca de devolver o cara com vida. Esse é o dinheiro que Oliver tem separado para reformar a delegacia – que foi explodida – e, de qualquer forma, ele não vai se render a terrorismo assim.

É claro que o Team Arrow acaba conseguindo localizar onde eles estão, mas não adianta nada, porque quando Anatoly vê que ele não trouxe o dinheiro, mata o cara. E ainda joga na cara do Oliver que sabe que ele não vai matá-lo, e Oliver não mata mesmo. Não só Anatoly tem uma conexão com o Oliver, fazendo com que Oliver não consiga matá-lo, Anatoly tem informação demais sobre o Oliver para poder ser preso. Ou seja, Oliver está encurralado e é obrigado a deixar Anatoly sair livremente.

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O grande problema de tudo isso é que essas questões não afetam mais só o Oliver, agora temos o William para nos preocupar. Como vimos no episódio passado, William agora está morando com o pai, mas a relação dos dois não é das melhores, com Oliver ainda sendo novo nisso e William não confiando nele, o culpando pela morte da mãe. A identidade do Oliver indo a público não ajuda muito, logo no início do episódio William entra em uma briga no colégio, com adolescentes mais velhos batendo nele, por motivo nenhum além de babaquice.

Oliver conversa com William, tentando dar dicas de como bater de volta (conselhos nota dez, Oliver), mas acaba que o que o garoto está preocupado mesmo não é com isso. Esse episódio deixa claro que a grande questão para William é que ele acha que o Oliver vai morrer e vai deixá-lo sozinho. Eu acho que é um medo bastante justo, para começar o Oliver vive uma vida perigosa mesmo, ele quase morre pelo menos umas duas vezes por ano, e William acabou de perder a mãe. Não só isso, ele perdeu a mãe POR CAUSA do que o Oliver faz.

Achei maravilhoso que eles tenham explorado um pouco isso, porque também explica porque William não está próximo do pai. É um mecanismo de defesa não se aproximar de quem você acha que pode perder, afinal não vai sofrer tanto se você não gosta dessa pessoa. Vamos conversar, William!!

Oliver promete que não vai a lugar nenhum, mas William mesmo diz que não depende dele. Por mais que Oliver pare de tentar ir em missões suicidas agora, ele ainda não tem controle sobre tudo. Mas ele tem controle sobre algumas coisas, como ele percebe ao final do episódio, Oliver ainda pode morrer assim como qualquer pessoa, mas ele não precisa se colocar em tanto risco. Por isso, Oliver decide que não vai mais ser o Arqueiro Verde, passando o manto para o Diggle. Tudo bem que o Diggle também tem filho, né, mas a Lyla está viva, então JJ não ficará órfão caso John morra. E também John não fez essa escolha.

É claro que a série sendo Arrow não tem como o Oliver se aposentar para sempre, mas achei uma boa escolha. Acho bom mostrar para o William que ele está disposto a largar a vida de vigilante se é isso que ele quer, priorizar o filho nesse momento. Espero que o próprio William perceba como é importante para todos que o Oliver seja o GA e que a vida é arriscada de qualquer forma. E, além disso, ele não estará sozinho se o pai morrer, Team Arrow é uma família! Mas vamos esperar para ver como que o Oliver vai acabar voltando para a equipe e como o William vai reagir a isso.

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É, Diggle é o novo Green Arrow. Ia ser uma promoção legal, tirando que o Diggle está machucado. Ficamos sabendo nesse episódio o que está acontecendo com o Diggle, ele está com um problema degenerativo no nervo. Não sei exatamente o que isso significa, mas com certeza está atrapalhando ele a atirar, não quero nem imaginar arco e flecha.

A única que está sabendo disso tudo é Dinah, que notou a estranheza do John e o perturbou até ele contar a verdade. Ela acha um absurdo ele não contar, porque o Rene podia ter se machucado feio no episódio passado e ele ainda está colocando todos em perigo quando sai atirando assim. Dinah até o convenceu a contar para Oliver, mas aí não deu tempo. Quero só ver como vai ser agora. Diggle, você perdeu o timing. Só quero entender como que o Oliver e a Felicity, que conhecem o Diggle há muito mais tempo que a Dinah, não perceberam o que está acontecendo.

Felicity só interage mais com Curtis nesse episódio, em que eles finalmente discutem o assunto de como esse pessoal paga as contas, porque eles estavam só desempregados. Curtis menciona que faz trabalhos freelances e achava que a Felicity fazia o mesmo, mas ela estava só usando o dinheiro que tinha sobrado da Palmer Tech. Também achei engraçado que eles falaram sobre como o Diggle não trabalha, quem sustenta a casa é a Lyla, respondendo à pergunta que todos nós tínhamos. Não sei porque ele não trabalha como segurança do Oliver de novo, desde quando prefeitos não têm seguranças?

De qualquer forma, Felicity percebe como ela e Curtis trabalham bem e resolve chamá-lo para montar uma empresa juntos. Estamos esperando a Smoak Tech há anos (aquele jornal de 2024 de Flash previa a Queen Inc, eu ainda estou esperando, mas acho mais provável a Felicity manter o sobrenome de solteira) e estou animada por finalmente darem um enredo para a Felicity, já que a demissão dela foi super injusta e passaram ano passado inteiro ignorando isso.
Com sorte, eles não vão abandonar essa história no meio.

O Melhor:
+ O começo de várias tramas importantes
+ Oliver e William se entendendo
+ Felicity e Curtis criando uma empresa
+ Clima de tensão entre Diggle e Dinah NÃO era sexual, amém.

O Pior:
- Como ninguém mais percebe o problema do Diggle?
- Não entendo qual é a do Anatoly

Nota: 9,5


Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Review: The Flash 4x02 - "Mixed Signals"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Mixed Signals", exibido no dia 17/10/2017!

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Mais um dia ensolarado em Central City! Agora que o Flash está de volta, tudo é mais alegre e feliz para ele. Acorda cedo, resolve tudo para todos e ainda salva algumas vezes o dia antes do café da manhã. É assim que Barry se sente: revigorado e energizado.

No entanto, não demora muito para percebermos que essa animação toda não é tão contagiante assim. Iris começa a sentir como se Barry estivesse distante. Desde a hora que ele falou que tinha feito tudo do casamento sem a Iris, percebi que ia dar problema. Já não passamos por isso com os convites, Barry? Você ainda não aprendeu que o ideal é que façam as coisas juntos? It's part of the fun!

Não, Barry não percebe. Ele não nota nem os problemas de comunicação que começam a ter. Ele não ouve os planos que Iris propõem e isso acaba sendo o gatilho para procurarem ajuda. Foi interessante ver o casal na terapia, ainda mais para mostrar que, mesmo se conhecendo a vida toda, eles podem ter esses problemas e buscar ajuda. A coisa toda foi bem descontraída e até divertida, afinal eles não podem falar literalmente tudo pelo que estão passando. Barry nos rendeu algumas risadas.

Já haviam divulgado que haveria terapia de casal na série, mas eu imaginava que houvesse um conflito de poderes maior entre o time. Afinal, a Iris está a seis meses no comando de todos e agora Barry começa a dar ordens? No entanto, não exploraram isso da forma como eu imaginei. Talvez pudesse ter ficado ainda mais interessante.

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De qualquer forma, fica bem claro que Barry não entende muito bem o porquê de Iris querer terapia. Ele não leva à sério. A psicóloga, claro, percebe e aponta isso. A verdade é que, no meio de tantas preocupações, fica difícil os dois pensarem só em si mesmos. O vilão da semana sempre interrompe, mas, eventualmente, Iris consegue finalmente falar o que estava engasgado. Ela se sentiu deixada de lado quando Barry tomou a decisão de ir para a Speedforce.

Acho bem válido que ela se sinta assim. Por ser noiva de Barry e ter aceitado toda sua bagagem, Iris sabe que o Flash faz parte disso e que decisões difíceis serão tomadas. Barry não tinha parado para pensar que, ao se comprometer, ele poderia dividir o peso do mundo que carrega das costas.

Felizmente, uma conversa honesta entre os dois resolve isso e nos rende só fofura entre os dois. Será que agora eles vão voltar à sincronia que tinham?

Quanto ao caso do episódio, o vilão se torna um tanto complicado de lidar. Além dos problemas pessoais da equipe, o assassinato do começo do episódio de torna uma série de tentativas de homicídio. Aos poucos, assim, é descoberto que o vilão tem uma lista de empresários da tecnologia a atacar. Por quê? A história clássica de roubo intelectual. Três amigos roubam a tecnologia de um gênio solitário e ele resolve dar o troco.

Como sempre os poderes meta-humanos tem a ver com a pessoa que os tem, assim o vilão consegue controlar aparelhos e qualquer coisa digital para fazer o que bem entende. Isso não seria tanto problema para o Barry se não fosse pelas alterações que Cisco fez na roupa dele. Foi divertido ver as trilhões de opções que Cisco fez questão de botar porque “vai que”. A cena, no entanto, serve para concretizar a resolução dos problemas entre Iris e Barry, já que é ela que tem a ideia para ajudá-lo.

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Para finalizar, é Cisco que consegue resolver a tecnologia e vencer o vilão da vez! Por falar nele, Cisco sofreu um bocado para solucionar tudo isso. Sua constante pesquisa acaba impedindo que Gypsy e ele tenham um encontro. A história não vai muito além disso, mas foi legal ver Cisco com um par romântico que deu certo.

Caitlin acaba servindo de ponte para os casais no episódio e é ela que percebe que Gypsy ficou mais magoada com a situação do que Cisco achava. Assim ele descobre que ela queria comemorar um feriado da Terra dela com ele, mas Cisco consegue compensá-la com suas desculpas e um jantar romântico.

Ah, e claro, não podemos esquecer que o vilão preso tem alguma coisa a ver com o vilão da temporada. The Thinker está aos poucos colocando um plano em ação, só não sabemos o que quer direito. Alguma teoria?




O melhor
+ Iris e Barry na terapia.
+ Cisco e Gypsy fofos.
+ As cenas do Barry desmembrando o carro e desarmando a bomba foram bem legais.
+ Easter egg de Arrow com o jornal falando do Oliver (!)


O pior
- Barry ignorando Iris nos planos de casamento, aff.
- Podiam ter aproveitado um pouco mais o enredo.

Nota 7,7


Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Review: Supergirl 3x02 - "Triggers"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Triggers", exibido no dia 16/10/2017!

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Com todo o abalo emocional que Kara está tendo depois da season finale, nada mais coerente do que uma vilã que mexe com os seus medos. Estou adorando essa profundidade emotiva dos episódios!

Tudo começa quando Psy resolve roubar vários bancos em National City simplesmente entrando e fazendo todos se ajoelharem de sofrimento ao seu redor. E nem mesmo Kara escapa. Supergirl tenta enfrentar Psy umas quatro vezes ou mais e nada funciona.

A cada momento, Kara revive alguns dos piores medos de sua vida. Começa aos poucos com uma sensação claustrofóbica e vai se intensificando até Kara recriar seus momentos dentro da nave quando deixou Krypton. Não só isso como chega ao ponto de nossa Supergirl ter certeza que está vendo o destino de Mon-El, com toda culpa e o desespero.

Foi incrível como pudemos aprender tanto sobre a Kara nesse episódio. Se formos parar para pensar, Kara ficou anos presa em um local pequeno viajando no espaço sozinha. Sabendo disso, faz bastante sentido que ela tivesse episódios de claustrofobia quando pequena e que isso esteja ligado ao seu medo maior de abandonar tudo que conhece. Imagino que tenha sido algo bastante traumático. Já tínhamos tido uma ideia da mudança e a morte de um planeta inteiro, mas a série me fez pensar no intervalo, na viagem. No sofrimento da espera, da solidão, da angustia.

A escolha da câmera nessa hora ajudou bastante a vermos isso tudo. Estarmos no lugar da Kara em seus momentos de medo trouxe a empatia necessária para as cenas. Admito que achei que algumas cenas da nave se alongaram demais, mas tenho a teoria de que a sensação representa bem a experiência de Kara.

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Está tudo extrema e brilhantemente conectado. Depois de experimentar seu medo, Kara passou a ligar tudo que sentia e acreditar que Mon-El sentiu isso também. Não só isso como, por não saber o destino do amado, ela passa a ter medo da pior consequência de todas: Mon-El ter morrido dentro da nave. Isso passa não só pelo próprio medo dela como viajante em uma dessas naves como contém a culpa que ela sente por ter algum papel na tal morte.

Essa situação deu abertura para a amizade de Winn e Kara voltar a ser explorada na série, o que é sempre bom. Sem querer preocupar a irmã ou J'onn, a super-heróina decide se abrir só com Winn sobre seus medos e como Psy a está afetando. No entanto, acaba que é Alex e sua ligação maravilhosa com Kara que salvam o dia.

Alex consegue ir a fundo e entender melhor como é para Kara sentir aquilo tudo. Infelizmente, nessas situações, tudo que podemos fazer é dar apoio. E é isso que Alex faz. Não só quando Kara tem um episódio claustrofóbico sem interferência de Psy, mas também quando ela se depara com a vilã mais uma vez. A última vez. Porque, apesar do trauma, Kara consegue se proteger e parar de cair nas armadilhas da mente que Psy cria.

Enquanto isso, alguns problemas mais humanos acontecem, inclusive com Kara. Depois de ter comprado Cat Co, Lena decide esquecer da L Corp e se voltar para a área das comunicações. Ela passa o dia inteiro no escritório, o que torna um pouco mais difícil de Kara fugir do trabalho para colocar a capa sem ser notada - o que é engraçado lembrar, já que ela já teve esse problema, mas está mal acostumada com a liberdade que James a dá.

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A coisa toda acaba gerando certa tensão entre Lena e Kara. Lena tenta ajudar, achando que Kara está dispersa por causa de Mon-El, e Kara tenta fugir, além de ser bombardeada com esses medos. Foi legal ver a amizade delas se aprofundar, até porque nem sempre trabalhar com amigos é fácil. No fundo, acaba que Lena estava certa e Mon-El realmente era parte do problema. Só queria saber como a Lena ainda não descobriu a identidade da Supergirl.

Além disso, Lena acaba entrando em conflito com James. Ela chega sem aviso e seu contato na empresa acaba sendo Kara ao invés do CEO. É no mínimo interessante ver esse conflito de poderes, o que nos dá a oportunidade de ver Lena e James em ação na empresa. Lena já toma conta de tudo e faz diversas reuniões, enquanto James se sente isolado.

Espero que esse enredo faça os escritores pensarem mais em James como personagem. Fiquei feliz que tenham pensado nesse foco para ele. Vai ser interessante vê-lo tentar encontrar seu lugar na empresa agora que Lena está no comando. Só espero que ela também dê espaço para ele, ou, no mínimo, decida que papel quer ter no cotidiano. Ela será a nova Cat?

Ainda não sabemos, mas Lena planeja ficar bastante na Cat Co a ponto de contratar alguém para cuidar da L Corp para ela: Samantha. Isso mesmo, continuamos a acompanhar o nascimento da vilã. Honestamente ainda não sei como será possível, ela parece ser tão simpática e dedicada, além de se preocupar bastante com a filha. Será que seu gatilho vai ser Ruby sofrer algum acidente?

Ruby é uma garota bem curiosa, devo dizer. Ela começa a ficar bem obcecada com a mãe ter poderes a ponto de se jogar no meio da luta de Psy com Supergirl. Ela começa a agir de forma mais rebelde que o normal e Samantha fica preocupada.

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Acho interessante vermos esse comecinho dos poderes. Samantha se vê pressionada pela filha, mas ainda assim não tem poderes pode completo. Aquele um único episódio a deixa curiosa para ver se há algo mais, mas ao mesmo tempo só quer trabalhar e sustentar a família. Já Ruby tem essa fantasia de que, se sua mãe fosse uma super-heroína, ela poderia passar mais tempo com a mãe. Será que ela achou que a mãe ia ganhar salário do governo? Porque até superheróis tem que trabalhar. Vida dura essa.

Tudo corre bem no final, todos estão a salvo, algumas tensões são plantadas e Samantha continua sem poderes exatamente. Mas, quando menos esperamos, J'onn recebe uma mensagem de M'gann pedindo que ele vá para Marte. E tem mais! O trailer do próximo episódio já nos indica que conheceremos o pai de J'onn. O 3x03 promete!


O melhor
O belo desenvolvimento dos medos de Kara.
A amizade de Winn e Kara (foi só o recomeço, espero).
Alex e sua conexão com a irmã.
Conflito entre Lena e James, quero ver onde vai dar.
Kara e Lena aprendendo a ser amigas.

O pior
Ai, Ruby, quem dera que superheróis não precisassem trabalhar.

Nota 10

Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

sábado, 14 de outubro de 2017

Review: Once Upon a Time 7x02 - "A Pirate's Life"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "A Pirate's Life", exibido no dia 13/10/2017!

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Emma voltou! Ou, bem, quase. Os flashbacks que precisávamos para entendermos um pouco mais dessa nova era chegou e alguns das nossas perguntas foram respondidas. Para começar, acompanhamos a procura de Henry por Cinderela logo depois de terem se separado no baile do episódio passado. Sem muitas pistas e encurralado por Lady Tremaine, Henry decide pedir ajuda das mães e do padastro.

Assim, não demora para Hook e Regina chegarem para salvá-lo e serem misteriosos quanto à ausência de Emma. A dupla decide ajudá-lo a encontrar Cinderela, mas, sem a mágica de Regina, Hook fica responsável por procurar notícias da jovem no porto.

Como deveríamos esperar pelo título do episódio, Hook é quem se torna o foco. Ele encontra outra versão sua, a versão que Emma encontrou no reino criado por seu desejo - podemos deduzir que, mesmo sendo fruto de um desejo, esse novo reino continuou existindo nessa infinidade de reinos. Bom, o fato é que o novo Hook acaba trocando de lugar com o nosso Hook e ainda faz uma parceria com Lady Tremaine para manter Henry longe.

Antes de mais nada, queria entender as motivações de Lady Tremaine. Uma hora ela quer os sapatos de cristal de qualquer jeito, depois só quer que ele fique longe - meio confuso. O acerto, no entanto, está no fato de descobrirmos mais sobre ela. Na conversa com o outro Hook, dá para notar que já se conhecem e ela já viajou para outros reinos.

A confusão toda dos Hooks é logo resolvida, mas acaba nos permitindo finalmente a ver o que aconteceu com Emma. Ela aparece para ajudar o filho e, quando o outro Hook precisa de ajuda, é ela que salva sua vida.

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Foi bem emocionante ver o relacionamento dela com Henry. Ela o apoiou desde o começo. Tanto ela quanto Hook sabiam que Henry iria crescer e sair de casa, por isso tomaram providências para se ele precisasse deles. Além disso, no reencontro, ela reafirma o quanto apoia a escolha do filho. E ainda aproveita para nos dar uma notícia maravilhosa: está grávida!! Por isso, a vida mais calma e seus receios em viajar até o reino desconhecido.

Eis então que descobrimos mais um segredo fundamental para a história. O outro Hook quer se redimir e ele mesmo tem uma história triste ao procurar por sua filha desaparecida, por isso Emma pede que ele acompanhe Henry e os dois se ajudem. O que isso significa? Bom, o Detetive Rogers de Hyperion Heights não é o nosso Hook, mas sim, o Hook do outro reino! Morri.

É curioso como o Detetive Rogers fala como Rumple/Weaver não o conhece de verdade no presente e, no final das contas, nós que não o conhecíamos. Vou precisar de um tempo para me acostumar que Rogers não seja exatamente nosso Hook, afinal o personagem é uma perda que nós não estávamos preparados para sofrer. No entanto, a escolha que faz muito mais sentido do que Hook deixar Emma em Storybrooke sozinha (ainda mais grávida).

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Além disso, Henry ganha outra acompanhante: Regina. Todos estão felizes em Storybrooke, mas ela ainda não conseguiu se encontrar. Depois de tudo que passou com Robin, todas suas perdas, ela ainda não encontrou seu final feliz. Assim, depois de uma conversa franca com o filho, fica claro que ela precisa ficar. Não precisa nem adivinhar o quanto fiquei feliz em saber que pelo menos uma mãe dele vai poder acompanhar seu crescimento.

Adorei ver o relacionamento de todos com Henry adulto, seja Emma aconselhando o filho a seguir seus sonhos, Hook abraçando o agregado ou Regina escolhendo ficar ao lado do filho. As dinâmicas mudaram um pouco, mas ainda conseguimos ver seus antigos eus ali. Acho que agora podemos ficar mais calmos em ver que o bastão foi passado e a história agora é de Henry.

Enquanto isso, em Hyperion Heights, Jacinda está tentando dar um jeito de ir ao recital de balé de Lucy. Apesar de tentar ao máximo cuidar disso sozinha, Henry acaba sendo a pessoa a ajudá-la (viu, até que ele tentou consertar o que fez episódio passado). Ele, Jacinda e sua amiga Sabine conseguem trabalhar como garçons durante a apresentação, mesmo que Victoria tente de tudo para afastá-los.

Isso nos leva ao paralelo do episódio. Assim como Tremaine tenta afastar Henry, sua contra-parte Victoria faz o mesmo. Dessa vez, ela "pede" a ajuda de Rumple (ou chamo de Weaver?) e Rogers para, basicamente, encontrar - ou criar - alguma evidência que incrimine Henry.

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Sabendo agora da identidade real de Rogers, fica claro ver o quanto esse teste para mostrar sua ética foi importante. O passado de Henry e a perda de sua filha tocam bastante o detetive, além de que Emma se torna uma figura forte para ele. Foi ela que o falou para acreditar conseguiria encontrar sua própria filha.

Por isso, no final, Rogers acaba escolhendo o bem e decide não incriminar Henry por algo que não cometeu quando tem a oportunidade. Isso tudo acaba trazendo Henry, Roni e Rogers juntos e a formarem o grupo que criaram nos flashbacks.

Assim como a vilã da temporada, é interessante ver como a série mudou de ritmo e focou em um enredo com menos mágica. De novo, é fácil observar o paralelo com a primeira temporada, quando os problemas na história eram mais sociais e de poder do que envolvendo mágica. Além disso, as intenções de Rumple/Weaver continuam escondidas. Ele tem uma personalidade forte e malvada, mas, ainda assim, decide bater de frente com Victoria.


O melhor
Foi fofo ver Henry tentar esconder seu carinho por Cinderela quando Sabine o confrontou.
Emma maravilhosa grávida!
Finalmente uma explicação sobre Hook e Emma separados, e estou chocada.
Regina decide acompanhar o filho <3
A dinâmica de todos com Henry adulto.

O pior
Um dia ainda quero entender a passagem de tempo nessa série.
Não tentaram nem fingir direito o roubo com Rumple/Weaver sequer esperando Victoria falar da ausência de sua pulseira, além de alguns furos no enredo geral.
Sinto que ainda não apresentaram bem a Sabine.

Nota 9,0

Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

 
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