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sábado, 15 de abril de 2017

WTF is... 13 Reasons Why?

13 reasons why

Clay Jensen (Dylan Minnette) recebeu uma caixa com sete fitas cassetes de Hannah Baker (Katherine Langford), assim como instruções severas de ouvir e passar adiante. Só tem um problema: Hannah Baker está morta. Ela se suicidou duas semanas antes.

Em 13 Reasons Why, nova série original da Netflix, Hannah lista os motivos – e, inclusive, os indivíduos – que a levaram a tomar uma decisão tão drástica. Ao receber as fitas, Clay se torna, portanto, nossa “estrela guia”. Mas ele não está sozinho nessa missão. Hannah Baker, obviamente, tem um papel muito importante nessa história.

Ela está presente em cada fita, em cada minuto, em cada memória. Sua morte, ironicamente, lhe dá a visibilidade negada em vida.

Conforme a história vai se desenrolando, descobrimos todos os nomes mencionados nas fitas. Existem, é claro, atitudes mais condenáveis e menos condenáveis, embora todas tenham machucado Hannah. Existem, inclusive, atitudes criminosas.

As “treze razões”, diga-se de passagem, não são necessariamente o motivo do suicídio, mas contribuíram de uma forma ou de outra no desfecho trágico. Clay tenta, a todo custo, entender o sofrimento de Hannah. E, mais importante, qual papel o próprio Clay desempenhou nele.

13 reasons why

Outros dois indivíduos merecem atenção: a mãe, Olivia Baker (Kate Walsh), e o pai, Andy Baker (Bryan D’Arcy), de Hannah. Eles não receberam um único bilhete. E sua luta incansável para descobrir o que levou a filha a cometer suicídio é, simultaneamente, admirável e entristecedora.

Uma cena dolorosa de se assistir ocorre logo no início da série: Olivia tem de esvaziar o armário da filha. Uma missão facilitada devido ao armário conter pouca coisa; não têm fotos, adesivos ou qualquer símbolo de ownership. Nada ali o destaca como pertencente, nos últimos anos, à Hannah Baker.

Personagens como Justin Foley (Brandon Flynn), Jessica Davis (Alisha Boe) e Alex Standall (Miles Heizer) também foram bem desenvolvidos e fleshed out na série. De mal entendidos e babaquices da adolescência a lares e relações abusivas (e muito mais), esses indivíduos são, de certa forma, humanizados.

Infelizmente, Ryan Shaver (Tommy Dorfman) e Sheri Holland (Ajiona Alexus), por exemplo, não foram tão trabalhados – e isso fica óbvio. Outros, ainda, podem vir a ser mais explorados em uma 2ª temporada, como é o caso de Tyler Down (Devin Druid).

13 reasons why
Hannah Baker (à esquerda) e Jessica Davis (à direita)
Essa série não é só mais uma “série teen”, como críticos e internautas tem tentado caracterizá-lo (de forma negativa, diga-se de passagem). Com assuntos sérios – suicídio, sexismo, slut-shaming, cyberbullying, entre outros – inseridos na trama , 13 Reasons Why é muito atual. E talvez necessária. Só no Brasil, ela encorajou mais pessoas a pedir ajuda, além de encorajar a criação de um site com números de emergência em todo mundo. Uma diferença dessas só é sentida no momento em que um assunto visto ou considerado tabu, como os citados acima, entra na esfera pública.

Se ainda não está 100% convencido/a, checa só essas matérias (cuidado, possíveis spoilers à frente) do The Huffington Post Brasil e do  El PaísQuer mais? 13 Reasons Why está com uma média de 4,6 no AdoroCinema, 9,1 no IMDB e 9 no Rotten Tomatoes.

Aos interessados, no entanto, um aviso: a série contém cenas extremamente gráficas de violência sexual e suicídio. A Netflix colocou avisos no início dos episódios mais pesados, mas é importante avisar mesmo assim. Se você acha que isso pode ser um gatilho para você, não veja. Se você tem depressão, não veja de jeito nenhum! Foram feitos diversos argumentos sobre os efeitos nocivos que a série pode ter nesses casos. 

> TRAILER <


Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

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