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quinta-feira, 23 de março de 2017

Review: Arrow 5x17 - "Kapiushon"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Kapiushon", exibido no dia 22/03/17.

arrow kapiushon

Episódio mais tenso de Arrow até o momento chegou para deixar todo mundo no chão. Confesso que vi spoilers sobre tudo o que ia acontecer para preservar minha sanidade, e não me arrependo porque tem coisas que eu preciso me preparar mesmo, mas se eu não soubesse de todos detalhes, esse episódio teria acabado comigo.

Como sempre acontece em algum momento da temporada, esse foi um episódio mais focado nos flashbacks. Eu sei, isso normalmente é péssimo, há anos que ninguém se importa com os flashbacks, por mais que Bratva seja mais legal do que a ilha insuportável que foi ano passado, um episódio só disso fica meio tedioso. E, sim, teria sido, se não tivesse dado um bom insight para o que estava acontecendo no presente e deixasse tudo bem redondinho para explicar um pouco como o Oliver chegou a sua persona da primeira temporada.

Na parte do presente, Adrian sequestrou Oliver e está mantendo-o preso, torturando-o tanto fisicamente quanto psicologicamente. É um episódio muito introspectivo, realmente entrando a fundo no Oliver, vendo como aos poucos Adrian vai conseguindo acessar o Oliver, usando seus medos para poder ir quebrando-os. Olha, no início dessa temporada eu não dava nada pelo Prometheus, achei que a revelação de quem ele era foi fraquinha, achava que ele era um vilão bem mais ou menos, mas cada vez mais ele sobe no meu conceito. Não de maneira positiva, mas ele está se mostrando ser bem cruel e esperto, sabendo que botões apertar no Oliver para conseguir o que quer, o que é ótimo considerando que ele É um vilão.

Só quero dizer que Stephen Amell está de parabéns pela atuação dele nesse episódio, porque ele mesmo disse várias vezes que foi bem desgastante e dá para ver como o Oliver está sofrendo. Minha parte preferida foi no final do episódio, quando Oliver volta para o esconderijo, dá para ouvir o quanto a voz dele está fraca, quebrada, mal consegue completar a frase. Todo o meu instinto nesse fim é só enrolá-lo em um cobertor.

arrow 5x17


O que Adrian quer afinal? Pelo o que parece, a questão dele é realmente sobre Oliver ter matado seu pai – que eu ainda quero saber quem é, é o cara Claybourne? Eu juro que ainda tô confusa – e agora ele quer que Oliver confesse um segredo. O problema é que ele não diz que segredo é esse, simplesmente fica dizendo para confessar e o Oliver fica tipo “mas confessar o quê????”.

Além de fazer aquele terror psicológico básico, ameaçando a Felicity e o William, e colocando a foto das pessoas que o Oliver matou e fazendo-o lembrar disso, Adrian ainda joga a Evelyn ali no meio para deixar a tortura mais pesada. Ele diz que um dos dois vai ter que morrer, Evelyn pede desculpas por tudo, tenta atacar o Oliver, mas Oliver se recusa a feri-la, diz que a desculpa por tudo, apenas para o Adrian chegar e quebrar o pescoço dela. Ou pelo menos é o que parecia, porque depois Evelyn se levanta e mostra que tudo aquilo era só mais uma manipulação dos dois para fazer o Oliver se sentir mal.

No fim, o que Oliver acaba confessando é que o motivo pelo qual ele matou as pessoas não era porque ele precisava, mas porque ele quis e gostava. Quando inicialmente ouvi isso, admito que senti aquele embrulho no estômago, porque gostar de matar pessoas é bem ruim e me causa um desconforto, por motivos óbvios. Apesar de confissões sob tortura não serem muito válidas, quando parei para pensar percebi o quão óbvia essa revelação é, é claro que o Oliver matou porque quis, com certeza tinham outros jeitos de alcançar os objetivos que ele queria – é só ver a segunda temporada – e uma parte dele gostar disso não é a coisa mais estranha do mundo. Considerando a quantidade de anos que o Oliver passou sofrendo e sendo usado, acredito que ele realmente tenha encontrado satisfação em se sentir no controle de algo, no caso matando qualquer pessoa que ele considerasse uma ameaça, colocando um fim definitivo.

O jeito que o Oliver estava nos flashbacks desse episódio era realmente assustador, estava bem claro esse gosto pela violência.  O importante é vermos quanto ele mudou, Oliver nos flashbacks está com essa dicotomia, vendo uma parte de si como monstro e não como humano, e depois que ele voltou, conheceu Diggle e Felicity, ele está conseguindo aos poucos conciliar melhor essa parte da personalidade dele.

oliver bratva tattoo


Não importa quanto eu racionalize a confissão do Oliver, o plano de Adrian funciona, porque admitir que ele matou as pessoas porque gostava é a gota d’água para o Oliver. Quando Adrian o deixa ir embora, Oliver resolve acabar com o Team Arrow, desistindo de continuar sendo vigilante. Tudo bem que sabemos que isso não vai durar muito tempo, mas quero mesmo ver como Oliver vai conseguir se reerguer disso, espero que o vejamos conversar com o resto da equipe.

Vimos o Oliver no seu pior nesse episódio, conseguindo a sua tatuagem do Bratva e matando um monte de gente, e não acho que seja coincidência que agora essa tatuagem tenha sido destruída, porque ele não é mais essa pessoa. É claro que esse não foi o objetivo do Adrian ao queimar a pele do Oliver, mas eu acredito que tenha um significado maior também.

Considerei esse episódio bastante significativo pro Oliver, mas espero que os escritores consigam lidar bem com esse enredo daqui para frente, não fazendo Oliver melhorar subitamente nem ignorar o que aconteceu.

Também não posso deixar de comentar sobre Kovar voltando à vida no final do flashback – graças a ninguém menos que Malcolm Merlyn, sendo aparecendo para estragar a vida de todos – será que o veremos no presente também? Ou talvez ele seja o responsável por Oliver ter acabado de novo na ilha. Veremos!

O Melhor:
+ Momentos introspectivos do Oliver
+ Atuação do Stephen
+ Adrian como vilão
+ Aparição da Evelyn foi surpreendente

O Pior:
- Medo de como eles vão lidar com essa história toda
- Como que o Oliver não percebeu que a Evelyn estava viva?
- Aliás, Evelyn muito sacana.


Nota: 9,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.


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