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domingo, 12 de março de 2017

Dica da Semana: Capitão Fantástico

filme capitão fantástico imagem divulgação

Matt Ross finalmente acertou em cheio. Entre a melancolia indie de Manchester à Beira-Mar e a exuberância saudosista de La La Land, porém, seu último filme não receberá o reconhecimento merecido. Seria um milagre se lembrassem de Capitão Fantástico.

Pelo menos, Viggo Mortensen foi indicado ao Oscar de Melhor Ator. 

Não à toa, é claro. Em Capitão Fantástico, Mortensen encarna Ben Cash. Ele e sua esposa, Leslie Cash (Trin Miller), resolveram abandonar a sociedade moderna em favor da floresta, vivendo de acordo com seus ideais e, como Leslie descreve mais tarde, assim alcançam o paraíso descrito em “A República” de Platão.

Lá, eles criam seus filhos Bodevan (George MacKay), Vespyr (Annalise Basso), Kielyr (Samantha Isler), Rellian (Nicholas Hamilton), Nai (Charlie Shotwell) e Zaja (Shree Crooks). As crianças aprendem a se proteger, caçar, cultivar o solo e muito mais; de física quântica e literatura clássica à política e sociologia.

Quando Leslie morre, no entanto, Ben e as crianças ficam sem rumo. Assim, ao embarcar em uma viagem para resgatar o corpo de Leslie do avô (Frank Langella) e da avó (Ann Dowd), que planejam enterrá-la ao invés de cremá-la, como requisitado em seu testamento, eles colocam todo seu estilo de vida – único, extraordinário e questionável – em perigo.

Antes de continuarmos, é preciso dar os devidos créditos aos atores e atrizes nesse filme. Particularmente, às crianças. É difícil encontrar bons atores-mirins, na minha opinião. De cabeça, só lembro de duas: Millie Bobby Brown (Stranger Things, Netflix) e Dafne Keen (Logan, FOX). Crooks e Shotwell podem ser facilmente adicionados à lista.

Hamilton, Isler, Basso e MacKay não são jovens o suficiente para se encaixar na categoria de atores-mirim, mas destacam-se pela qualidade da atuação. Sozinho, Mortensen não teria sucesso em nos fazer crer nos Cash como família. Para isso, os sete são necessários.

Então, da história pra lá de curiosa – e recheada de críticas sociais, com uma boa dose de humor e drama no meio – à belíssima redenção de “Sweet Child of Mine” da banda Guns N’ Roses, o filme é um exemplo brilhante de storytelling.

Os 118 minutos de filme vão voar. E, quando acabar, você não vai querer levantar da poltrona imediatamente. Fica um gostinho de quero mais e de quero saber mais.



Claro, em alguns momentos você vai se sentir desconfortável. Mas você também vai gargalhar – muito. E também vai querer distribuir uns tapas (prepare-se!). E, honestamente, não é justamente esse o objetivo de todo bom filme...?

Enfim… Power to the People; stick it to the Man! E até semana que vem.

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

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