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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Review: Arrow 5x12 - "Bratva"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Bratva", exibido no dia 08/02/2017!
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Voltamos para a Rússia, e dessa vez não só pelos flashbacks. O episódio foi um tanto nostálgico, mais uma vez indicando as consequências das ações do Oliver como arqueiro. Com Diggle livre, o time encontra um problema que os leva à Rússia: o general Walker foge para o país com o objetivo de vender a arma nuclear que roubou. 

Assim, o Team Arrow (menos Rene) resolve viajar para combater o general, já que o governo e o Argus não querem criar tensões internacionais - desde quando isso começou a impedir eles é que eu não sei. O fato é que Oliver decide entrar em contato com Anatoly, nosso simpático russo da Bratva, mas ele não fica nada feliz com Oliver.

Se forem lembrar, Oliver usou seu contato com o Bratva há muito tempo atrás em Starling City e seu colega da máfia acabou sendo morto por causa disso, o que seria uma quebra do código que jurou ao entrar no Bratva. Anatoly faz questão de lembrá-lo disso e decide não ajudá-lo. Oliver até tenta argumentar e até joga um "você me deve por causa de Gregor", mas não ajuda muito.

Eu diria que a temática do episódio teve muito a ver com a questão da ética e mudança, que abordaram com Oliver nas primeiras temporadas. Só que agora de outro jeito. Oliver luta constantemente para fugir de quem foi e tentar melhorar quem será, mas outros personagens também estão sofrendo com essa moralidade: Diggle e Felicity.

Nosso time original volta a ter certa atenção, apesar do Team Arrow estar um tanto cheio. Primeiro, temos Felicity. Desde o episódio passado, ela passou a se questionar se não deveria estar fazendo ainda mais para colocar caras maus na cadeia. Ao ter dificuldades na hora de hackear Walker, Felicity decide usar as informações da Pandora para chantagear um empresário que poderia ajudá-los a localizar o general.

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Rory, no entanto, fica desconfiado da coisa toda, já que Felicity mente para eles sobre conhecer o cara. Os dois têm se tornado bons amigos e Rory tem sido uma peça importante nessas questões de moralidade que a Felicity está enfrentando, por isso nada mais justo que o confronto. Ele tenta falar que talvez ela estava cruzando a linha e até alerta Oliver sobre isso.

É curioso vermos como agora a situação se inverteu. Se antes era Felicity que insistia para Oliver pensar em outras formas de fazer justiça que não matar, agora o Oliver insiste que ela e Diggle pensem e repensem se querem ultrapassar essa e outras linhas morais. Felizmente, ela não está matando ninguém. 

Para ser sincera, também não entendi o jogo ali. Ela chantageou o cara, mas o denunciou ou não para o Kremlin? Como o Helix teria ficado feliz só com a chantagem? A questão é que a jornada de Felicity só começou e essa história ainda vai render. Aquela Felicity que servia como compasso moral para Oliver está um pouco mais dura e incisiva. 

Quanto ao Diggle, ele também é posto à prova, já que a missão inteira é um tanto pessoal da sua parte. Walker foi quem o colocou na cadeia e ameaçou sua mulher e filho, então é compreensível que ele esteja com raiva do general. Para começar, quando conseguem a localização de Walker por causa de Felicity, mas ele foge, a esperança deles se volta no soldado que trabalhava para o general. 

Diggle, no entanto, não segue o conselho de Oliver de ser paciente e acaba batendo no cara a ponto de ele quase morrer. Ele está a mil. Vendo como os dois amigos estão, Oliver assim senta para conversar com eles e decide que prefere cruzar a linha moral mais uma vez e se aliar com os Bratva do que deixar Diggle e Felicity fazerem isso de novo. Infelizmente, sinto que Oliver não poder ficar indo e voltando do Bratva o tempo todo e, uma hora, isso vai chegar a ele novamente.

Seu discurso tem efeito, pelo menos em John. Com a ajuda da Bratva, eles vão atrás de Walker e seu comprador. O time se dispersa, o que proporciona Diggle a ficar cara a cara com o general. Seus instintos o falam para matá-lo, mas ele desiste porque, apesar das ameaças, John conclui que Oliver e Felicity fazem com que ele seja cada vez melhor, e vice e versa. Este time serve exatamente para cada um notar o outro e perceber quando precisam de ajuda ao lidar com a raiva do mundo. 

Com toda essa montanha-russa de sentimentos, nosso time enfrenta uma última tensão. Com o Bratva cuidando do comprador e Diggle atrás de Walker, Felicity e Rory tem que desativar a arma nuclear. Sem muito tempo, no entanto, Rory decide usar seus retalhos de roupa para absorver a explosão, já que deu certo em Havenrock. E não é que ele estava certo? Pena que a nossa felicidade dura pouco quando Rory descobre que a explosão danificou sua roupa e decide dar um tempo no time, já que agora não tem mais poderes. 

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Enquanto isso, Rene está em Star City em uma missão própria. Lance voltou da reabilitação e precisa da ajuda de alguém para se preparar para uma entrevista com Susan Williams. Ele quer encarar o problema de frente e falar sobre seu problema com a bebida para acabar logo com isso. No entanto, é mais difícil do que parece. 

O plot, meio sem muitos acontecimentos, serve para nos mostrar uma nova dinâmica na série. Foi inusitado com certeza e até serviu como alívio cômico. Rene, meio desajeitado, decide ajudá-lo e segue a linha do 'tough love', fazendo perguntas fortes e sendo duro com Lance para prepará-lo para o pior. Lance, claro, não gosta disso no começo, mas os dois acabam se entendendo no final.

E a entrevista também tá certo. Rene conta uma história pessoal para Susan e descobrimos que Lance, sem querer, ajudou Rene, quando era mais novo, a melhorar como pessoa simplesmente por causa de algo que disse quando era policial. Assim, a jornalista acaba pegando mole na entrevista - o que não significa que ela seja boazinha. 

Depois de descobrir que Oliver esteve na Rússia e seus amigos era Bratva, ela percebe a presença de um arqueiro verde russo e junto os pauzinhos. Ela incorpora assim a típica jornalista que faz tudo por um história, inclusive dormir com o investigado. Haja plano maligno. Cadê a Thea para lançar uns olhares de ódio para ela por mim?


O melhor
A conversa entre Oliver e Dinah sobre como todos causam efeito na vida dos outros.
Foco no Team Arrow original. 
Diggle aceitando o conselho do Oliver no final. 
Rory herói. Boa forma de sair.
Dinâmica entre Rene e Lance, apesar da falta de plot.

O pior
Argh, Susan voltou a aparecer e só piora.  
Thea sumida.

Nota 8,4

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

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