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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Review: Agents of SHIELD 4x01 - "The Ghost"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Ghost", exibido no dia 20/09/2016!



E... Estamos de volta! Começamos com fortes emoções e a apresentação do grande personagem da temporada: o Motoqueiro Fantasma. Além disso, temos Daisy em sua vida rebelde, batendo nos caras maus até ser interrompida pelo Motoqueiro, que faz um belo estrago. É claro que a polícia percebe esse caos e a Shield logo vai atrás. Ou melhor, Mack e Coulson

Os dois descobrem que Daisy estava nessa noite e veem uma oportunidade de enganar o diretor novo da Shield, indo atrás dela. O plano é simples: descobrir o que aconteceu naquela noite, o que os bandidos roubaram e para quem trabalhavam, e assim chegar até Daisy, que, em tese, também iria atrás dessas questões. Me fugiu da memória, mas ou não ligam muito sobre o Motoqueiro fantasma ou sequer percebem que havia outra pessoa naquela noite, porque Coulson zero comenta sobre isso. O foco é Daisy. 



Tudo corre bem. Coulson e Mack acham o caminhão que carregava a caixa misteriosa roubada, e logo conseguem rastrear os comprados envolvidos nisso tudo. A esperança é encontrar Daisy, mas não tem muito sucesso com isso. A missão se torna fácil quando a caixa (de pandora) é aberta e saem fantasmas de lá. Quem diria. Todos ficam loucas e praticamente se matam. Agora, o que me fez ficar louca para ver o próximo episódio foi May. Nossa querida Melinda chega lá para ajudar Coulson e seu time neutraliza a situação. No entanto, ela parece ter pequenas doses das visões que os bandidos tiveram. Por que ela foi exposta desse jeito à caixa, enquanto todos da Shield parecem estar normais? Aliás, por que ela não está maluca que nem os bandidos? Seria alguma característica inumana de May? Isso é possível?


No episódio, temos a aparição curta, mas importante, de Yoyo. Elena tem seu momento de novo com Mack e devo dizer que foi bem divertido ver Elena sendo tão direta quanto ao fato de ficarem juntos. Mas não é só isso que nos anima. Yoyo tem seus segredos e tem ajudado Daisy nesses últimos meses. Eu sei, péssimo saber que ela vem mentindo para todos, mas ver que elas ficaram amigas foi algo que adorei. Até porque contradiz a própria ideia de viver solitária que Daisy criou na cabeça - como ela mesma diz durante o episódio: "todos são apegados a alguma coisa". 

Desculpe o incomodo, mas precisamos falar sobre Daisy. Entendo completamente como ser uma heroína nunca foi fácil para ela, mas devo admitir que estou com medo que os autores se estendam muito na separação dela com o time. De novo. Temporada passada, Daisy estava do lado negro da força e confusa. Agora sua lógica é do lobo solitário que luta contra o crime sem protocolos e regras. Depois da morte do Lincoln é compreensível, mas a verdade é que não sabemos nada que aconteceu, como ela se sente e como esses seis meses influenciaram isso tudo. Esses escritores ainda me matam. Esperava que já dessem alguma dica nesse episódio, mas parece que vai ficar para o próximo. Espero. 


O fato é que, apesar de Coulson achar que Daisy vai seguir seu caminho, ela tem outras pistas e foca no Motoqueiro Fantasma. De alguma forma misteriosa, ela encontra uma foto do Carro Fantasma (posso chamar assim?) ou de um idêntico, e consegue achar uma oficina. Daí para encontrar Robbie é um pulo. Se achávamos que ia demorar para saberem a identidade dele,e estávamos enganados. Aliás, devo dizer que foi bem fácil. Robbie logo percebe algo estranho em Daisy e já somos presenteadas com uma ótima transformação. 




O encontro pega fogo (última vez que faço o trocadilho, prometo) e os dois brigam como ninguém. Robbie fala em como só mata pessoas que merecem, que são más. Daisy está quase sendo vencida, implora para que ele a mate e, apesar de ter a chance, Robbie a deixa viver. Acho que está óbvio o quanto Daisy se culpa por tudo que aconteceu. Ela acha que, no fundo, não merece nada. Não merece ser consolada pelos amigos, ser uma heroína. Ela decide abraçar seu lado rebelde e "mau". No entanto, ainda assim, ela ajuda as pessoas. Gosto de pensar que o fato de ele ter poupado a vida de Daisy foi um pequeno recado de "Você importa e merece viver" para ela. 



Enquanto isso, temos um pequeno plot com Simmons e May. Jemma é a nova assistente do diretor, com direito às vantagens do cargo, enquanto cada um da equipe de Coulson foi separado de acordo com suas especialidades. Ou pelo menos é a desculpa que dão. Enquanto Phil e Mack tem suas missões externas, Fitz continua no laboratório e May tem um time tático só dela. O governo ficou meio incomodado e resolveu trazer o novo Diretor misterioso. Ao longo do episódio temos pequenas dicas da personalidade dele. Ele parece querer ser justo, sem preteridos e preferidos com o sistema de cores para a hierarquia na Shield, mas ao mesmo tempo é rígido com regras, impedindo namoro entre colegas de trabalho e fazendo check up de todos sempre que possível.


A tensão só vai acumulando até que May e Jemma brigam. Foi difícil, mas necessário. Assim como quando trabalhou para a Hydra infiltrada, Jemma só quer ajudar. Depois dos acordos de Sokovia, Hive e Inumanos, Simmons sabia que tudo ia mudar e sua forma de proteger ela mesma e a equipe foi ganhando poder para se inteirar dos acontecimentos. Ela não quer ficar no escuro como a maioria parece estar. Claro que isso não é muito bem visto por eles. May acha que ela é uma puxa-saco e confia no Diretor, quando na verdade é exatamente o oposto. Ela está mantendo os inimigos mais próximos ainda, como já dizia o ditado. Infelizmente, o relacionamento das duas não melhora do dia para a noite, mas espero que Melinda tenha notado a sinceridade por trás das ordens de Simmons. 


Por fim, temos Fitz. Nosso querido cientista está um tanto chateado com a separação do time, como nós, e até tenta marcar um encontro entre eles, mas sem sucesso. O que o resta, infelizmente, é o doutor Radcliffe. Se lembram bem, o doutor estava experimentando com tecido humano e criando uma espécie de robô. Para minha surpresa, se eu imaginava que íamos ver Radcliffe trabalhando às escuras como um bom vilão, estava enganada. De novo, as coisas movem bem rápido. Radcliffe pede ajuda de Fitz e, no meio de conflitos com relação às verdadeiras intenções do doutor, Leo resolve aceitar a oferta. 



Tenho que admitir que ainda não gosto muito do Radcliffe. Para começar, ele tem um senso ético bem esquisito, já ajudou o Hive muito facilmente. No entanto, agora o ator é regular da série então ainda veremos muito Radcliffe e Aida, pelo visto. O relacionamento dele com o Fitz me parece estranha, ainda mais depois desse episódio já que Fitz vai ficar mentindo para Jemma. Bom, até acho que Jemma pode entender o raciocínio. Ele conhece a namorada e sabe que ela teria a obrigação moral de falar para o Diretor sobre Aida, o que é bem verdade. No entanto, é um assunto um tanto sério e, por mais que a própria robô tenha falado que quer paz, hmmm, não sei se acredito. Essa é a hora no filme de terror em que todos sabem que vai dar errado, e o mocinho entra na casa assombrada mesmo assim. Just saying.

O melhor
FitzSimmons abraçadinhos.
Daisy sendo poupada pelo espírito da vingança. Isso significa alguma coisa.
Elena e Daisy super espiãs.
Coulson e Mack como parceiros.
May e Phil tendo seu momento entre amigos, finalmente, no final do episódio.
+ Gostei do paralelo de Daisy também ser um 'fantasma'.

O pior
Posso falar o quanto me incomodou o erro de continuidade com o cabelo da Daisy?! Reparem na season finale e me digam.
Fitz já começou bem mentindo pra Simmons.
Pode juntar o time todo, por favor?

Nota 8,2

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

2 comentários:

  1. O cabelo dela não era um erro, era uma peruca, um disfarce.

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    Respostas
    1. Jurava que era uma forma dos escritores de mostrar a passagem de tempo, mas, verdade, faz sentido! hahaha

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