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terça-feira, 3 de maio de 2016

Review: The Middle 7x21 - "The Lanai"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Lanai", exibido no dia 27/04/2016!
the middle 7x21

Amizades são complicadas. Se por um lado não há nada mais importante na vida do que se relacionar e socializar com outras pessoas, por outro é sempre difícil quebrar aquela barreira que nos separa de sermos completos desconhecidos para iniciarmos uma amizade.

Neste episódio de The Middle, temos as amizades, e suas complexas nuances, exploradas de forma magistral. Em primeiro plano, temos a trama de Frankie e Mike. Ela, finalmente, após anos, conseguiu realizar o seu sonho de possuir uma varanda em frente no quintal de casa. E com a varanda, a idealização de ter finalmente um lugar ao sol para relaxar, descontrair, aproveitar um pouco mais a vida.

Mas o que poderia ir menos ao encontro de paz e tranquilidade do que um bando de crianças baderneiras e gritantes? E é exatamente isso que Frankie encontra bem quando decide aproveitar a varanda pela primeira vez. Toda arrumada, com óculos escuros, chapéu e um drink de cores tropicais – lá estão na Primavera, vale lembrar – Frankie é pega de surpresa pelos filhos de uma nova vizinha que acabou de se mudar.

E embora fosse o momento certo para fazer amizade e encontrar simpatia pela nova vizinha, interpretada por Emily Rutherfurd (a ‘nova Christine’, do seriado The New Adventures of Old Christine, de Julia Louis-Dreyfus), Frankie vai ao oposto. Apesar de manter uma máscara de sociabilidade, ela apenas visita a vizinha para lhe contar alguma coisa que sirva de desincentivo para que esta deixe os filhos brincarem no quintal.

Ao final desta subtrama, Frankie entende os motivos pelo qual as crianças do vizinho são tão alucinadas quando estão brincando no quintal: elas moraram sempre em apartamentos. E embora a vontade de Frankie seja de eliminá-los, para relaxar na paz em sua nova varanda, ela acaba cedendo ao seu lado ranzinza e aprende a conviver com o barulho na casa do lado. Uma rara lição de empatia em The Middle.

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Do outro lado da moeda, temos Mike, que usou de seus funcionários na pedreira para construir a tão sonhada varanda para Frankie. Mas quando o pequeno Brick pede para o pai usar da mão de obra extra para construir uma nova prateleira de livros em seu quarto, Mike acaba tendo uma revelação surpreendente: apesar de julgar que os seus funcionários fizeram a varanda por pura e simples amizade, Brick revela a realidade de que eles o fizeram, provavelmente, pois Mike é o chefe.

Indignado, ele tenta de todas as maneiras tentar provar ao filho que na verdade é um grande amigo de seus funcionários, e não somente um chefe. Mas a coisa acaba não sendo tão simples assim. Encontrar na memória uma única vez em que ele saiu com os funcionários como amigo foi difícil, mas não tanto quanto tentar convidá-los para fazer algo por pura amizade. Ao final, Brick conclui de forma simples e rápida: “É solitário estar no topo”. No que o pai responde: “Isto é estar no topo?”. Perfeito.

A próxima subtrama deste episódio envolve Sue e sua amiga e colega de quarto Lexie. É chegado o momento dos alunos receberem senhas aleatórias para poder escolher em que quarto querem ficar no próximo período, e para surpresa geral das meninas, elas saem com o extraordinariamente positivo número 4, o que possibilita que podem escolher um dos melhores dormitórios. E o sonho das jovens já está escolhido: um dormitório tão especial, que possui não somente banheiro próprio e espaço para um closet, mas é suficientemente amplo e arejado, além de ser próximo a quase todos os principais lugares do campus.

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Típico de The Middle, entretanto, há um pequeno furo no mundo dos sonhos: tão logo chegam para notificar as ocupantes do quarto que ali irão ficar dali em diante, Sue e Lexie se deparam com uma situação constrangedora ao descobrir que uma das ocupantes do dormitório possui a ‘síndrome da fatiga crônica’, que a impede até de andar em velocidade normal. Após passar por um tormento interno, as garotas acabam decidindo pelo que julgam ser o certo, e trocam a senha 4 delas com a número 500 e pouco das garotas. Triste para Sue e Lexie, que acabam com um quarto medonho, mas talvez tenham feito a coisa certa dentro de suas consciências.

E por último, temos aqui Axl e Hutch, que por uma pequena confusão, acabam entrando no mercado de lanches, transformando o trailer onde vivem numa fábrica de sanduíches. O silencioso Kenny é toda a base do negócio, já que são os seus famosos lanches de queijo que viram a coqueluche dos alunos da Universidade. Entretanto, conforme vão enriquecendo com a ideia, Axl e Hutch acabam menosprezando Kenny, que se revolta e vai embora. Tudo para o melhor, claro, já que os dois percebem que fizeram a coisa errada e trazem o amigo de volta, desta vez, sem negócios. Amizades, afinal, são complicadas assim.

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O melhor
+ A Frankie tentando, em vão, aproveitar um momento de paz em sua varanda.
+ O Brick mostrando para o Mike que os funcionários fizeram as coisas por ele ser o chefe, e não por amizade.

O pior
- O trailer do Axl pegar fogo poderia ter sido uma boa oportunidade para mudarem um pouco essa história. Mas, pelo visto, nada muito grave aconteceu com o veículo.
- Triste a Sue e a Lexie acabarem com o pior quarto. Poderiam ter dado um mais ou menos pras duas. Vamos ver como vão resolver isso nos próximos episódios.

Nota: 8,0

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

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