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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Review: Arrow 4x21 - "Monument Point"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Monument Point", exibido no dia 11/05/16.


noah kuttler 4x21

Muitas coisas aconteceram no episódio maravilhoso de semana passada, e a maior parte desse episódio acabou sendo sobre as repercussões disso. O mais importante disso tudo foi que a HIVE passou a ter acesso a bombas nucleares e descobrimos que a intenção deles era simplesmente jogar várias bombas no mundo e matar todo mundo, reconstruindo a partir daqueles que estavam protegidos. Ia reclamar aqui que esses vilões estão ficando cada vez mais loucos, mas aí me toquei que tem gente que realmente pensa assim. Reflitam sobre isso um pouco antes de continuar a ler a resenha, por favor.

Obviamente, eles precisam impedir isso tudo de acontecer, mas ao invés de levarem isso, sei lá, para a NSA ou algum órgão governamental mais capacitado de lidar com isso, quem vai ter que arranjar um jeito de parar esses mísseis e impedir a destruição mundial é o Team Arrow. Tudo bem, a série não ia ter graça de outro jeito, mas talvez seja hora de diminuir um pouco esses ataques, do jeito que tá na próxima temporada vai ter alguém ameaçando o universo inteiro.

Oliver confia que Felicity pode totalmente impedir tudo isso de acontecer, mas ela logo diz que não vai conseguir fazer isso sozinha e diz que o pai dela, Noah Kuttler, é o melhor indicado para isso, o único problema é que ele tentou roubá-la da última vez que apareceu e agora está preso.

Porque a Felicity diz que tem que ser assim, eles acabam indo resgatar o pai dela, só para descobrir que ele fugiu, já que Darhk mandou um pessoal para matá-lo, já que aparentemente é sabido que ele é o único capaz de desarmar o negócio lá. É claro que Oliver e Digg acabam chegando no Noah antes do povo do Darhk conseguir matá-lo e o levam diretamente para a Felicity, que vai precisar trabalhar conjuntamente com o pai que odeia para poder salvar o mundo. Mas até onde sacrifícios vão, esse foi o mais fácil de fazer do episódio.

Noah e Felicity têm interações ÓTIMAS durante o episódio, do tipo que eu queria que tivessem quando ele apareceu da primeira vez. Felicity ainda está bastante ressentida, e só trabalha com ele porque não tem outra opção, e Noah aproveita para tentar se desculpar e se explicar, mas não dá muito certo, até mesmo porque não era o momento. No geral, as cenas entre os dois foram bem divertidas e serviram para aprofundar ainda mais a Felicity, o que eu sempre adoro.

O problema de salvar o mundo é que deixou a Felicity bem ocupada e ela acabou sendo demitida da própria empresa. Nem sabia que CEOs podiam ser demitidos, mas o que eu entendo de negócios, né. Não sei se vão deixá-la voltar ou se ela vai abrir a própria empresa depois disso, mas sei que esse desemprego não vai durar muito tempo, afinal alguém precisa sustentar o Team Arrow. O lado positivo dessa demissão é que nos providenciam uma cena maravilhosa da Felicity e do Noah infiltrando a empresa para roubar uma tecnologia que o Noah precisa, enquanto o Oliver lutava contra guardas. Adorei!

arrow 4x21


Enquanto Felicity e Noah tentam sozinhos impedir os mísseis de serem lançados, o resto do Team Arrow também tem outros trabalhos. Lyla está em contato com um monte de gente, incluindo o presidente, que aparentemente aceitou deixá-los encarregados disso, como assim, Obama?? E Oliver e Diggle estão tentando procurar a fonte de poder do Darhk que fica em algum lugar de Star City, eles só não sabem aonde, e querem encontrar antes de tudo isso, porque como sabemos, o poder do Darhk aumenta mais quanto mais gente ele mata, ou seja, se ele jogar uma bomba em uma cidade matando milhões de pessoas, vai ficar poderosíssimo. Oliver precisaria virar um unicórnio para ter felicidade o suficiente para poder combatê-lo de forma justa.

A procura deles não leva a muita coisa nesse episódio, mas no fim eles acabam encontrando e imagino que isso vá ter alguma importância depois. O mais legal mesmo foi termos um tempinho para Oliver e Digg conversarem, já que Diggle está bem mal depois de ter matado o próprio irmão, e ainda por cima mentiu para a Lyla sobre isso, dizendo que tinha sido em autodefesa. Eu nem tinha notado a mentira semana passada, mas Oliver trouxe o assunto e disse que ele devia contar a verdade para a esposa, afinal Oliver aprendeu do pior jeito o que acontece quando você mente para quem ama. Aprenda com os erros dos outros, Digg!

Gostei mesmo de ver a postura do Oliver nesses episódios recentes, não só por ter se comportando tão otimista e se colocado como líder depois da morte da Laurel, mas também ele se mostrou disposto a ajudar o Digg agora. Arrow está fazendo seus personagens serem obrigados a tomar decisões mais dark nessa temporada, e acho que é bom que o Oliver esteja ali, pois ele também já teve que tomar decisões muito difíceis, mesmo que não sejam as mesmas.

Agora quem vai precisar de apoio é a Felicity. Porque depois de tudo que ela e o pai fizeram, roubando a Palmer Tech e dando o seu melhor para conseguir impedir todas as bombas, eles acabam não conseguindo impedir todas, faltando uma que estava indo direto para Monument Point, uma cidade com milhões de habitantes. Eles não têm tempo de impedir o míssil de atingir a cidade, mas há o suficiente para desviá-lo levemente de sua rota, fazendo com que atingisse uma outra cidade, com menos habitantes, ao invés de uma metrópole.

Imagino que a maioria de vocês já tenha feito aquele “jogo” sobre moral em que você precisa decidir o que faria se fosse responsável por controlar um trem e precisasse decidir entre deixá-lo seguir o rumo o atropelar cinco pessoas ou desviá-lo fazendo atropelar apenas uma pessoa. É uma questão moral que não tem uma resposta específica, porque apesar de, objetivamente, é melhor matar menos pessoas do que mais, porém é muito mais complicado do que isso, porque desviar o trem (ou míssil, nesse caso) atribui um nível de responsabilidade sobre a morte dessas pessoas que, originalmente, não morreriam se deixasse o curso seguir. É claro que está certo salvar milhões de pessoas, mas isso não apaga o peso de deixar milhares morrerem no lugar. Felicity vai precisar de muito apoio depois disso e espero que nós a vejamos lidando com as consequências emocionais dessa decisão.

Espero que o Oliver a ajude com isso, porque estou sentindo falta de Olicity. Achei que a essa altura eles já teriam voltado, mas parece que só na season finale mesmo.

anarky arrow


Thea descobriu estar presa ~sob a redoma~ no episódio passado, no lugar mais creepy do mundo, onde não só os barulhos se repetem, mas agora começaram a chegar visitantes todos uniformizados. Senti uma vibe meio nazista, como se não tivesse como essa situação ficar pior. Junto com todos esses visitantes que estão se salvando da guerra nuclear, também chegou o personagem que eu mais odeio: Malcolm.

Alguém joga uma bomba no Malcolm, pelo amor de deus, não dá mais para aguentar. Como a Thea mesmo diz nesse episódio, ele é a pessoa mais previsível do mundo, sempre aparecendo alegando que estava protegendo a Thea, mesmo quando nós sabemos que ele valoriza muito mais o poder do que a filha. Queridos escritores, se vocês mesmos fazem uma personagem admitir que o Malcolm está totalmente previsível, então por que exatamente NÃO SE LIVRAM DELE? Nesse universo, vocês são Deus. Façam uso disso ou eu farei por vocês, porque CHEGA.

Malcolm é um chato como sempre, nem tenho muito o que falar sobre isso, só fica tentando manipular a Thea.

O que me surpreendeu foi a aparição do Anarky, que eu tinha até esquecido que existia. Ele ainda quer vingança do Darhk, por isso rastreia esse local e resolve jogar umas bombas, coisas divertidas assim para poder destruir tudo. Só o que ele não sabia era que a Thea estava por ali, e, como vocês podem se lembrar, ele tinha uma espécie de crush patológica pela Speedy, ficando obcecado com ela depois que ela queimou seu rosto.

Thea se aproveita disso para tentar derrotá-lo, até mesmo revelando sua verdadeira identidade como Thea Queen, já que ela não tem sua roupa de super-heroína com ela. Anarky fica muito louco com essa informação, mas continua jogando bombas por aí e resolve atacar o Alex para ensinar uma lição para ela.

Achei ótimo que Anarky disse para Thea que ela precisava parar de se submeter a outros homens, porque ela não era uma peça no jogo e sim uma rainha. Seria melhor ainda se ele não fosse um homem falando, né. Querido, fique caladinho no seu lugar, porque ninguém pediu sua opinião. Mas talvez tenha sido bom para a Thea ouvir isso, porque aí ela pode se inspirar e matar todo mundo, esse é meu plano.

Anarky, para ensinar isso de forma definitiva, resolve matar Alex. Pelo menos foi o que eu entendi, nem sei se morreu mesmo. Não vou sentir muita falta, mas a Thea não merecia isso, essa menina já sofreu mais do que o suficiente. Pode acabar com o Anarky agora, por favor.

O Melhor:
+ Foco na Felicity
+ Personagens com moralidade cinza, amo
+ Noah e Felicity trabalhando juntos
+ Oliver conversando com Digg
+ Donna e Lance estão fofíssimos
+ Lyla linda
+ Felicity infiltrando a própria empresa e sugerindo jogar uma bomba lá
Foi angustiante, mas achei surpreendente a Felicity desviar o míssil e matar milhares de pessoas por consequência

O Pior:
- Anarky chamando a Thea de “mamãe”. Apenas não.
- Malcolm aparecendo, quando essa criatura vai morrer?
- Sinto falta de Olicity, sei que a série é mais que isso, mas não posso negar meus sentimentos
- Alguém me explica qual é do apartamento de olicity, parecia que a Donna estava morando lá agora, depois a Felicity levou o pai pra lá... Como assim


Nota: 8,5

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.


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