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terça-feira, 1 de março de 2016

Review: The Big Bang Theory 9x17 - “The Celebration Experimentation”

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Celebration Experimentation", exibido no dia 25/02/2016!

the big bang theory 9x17

Após alguns minutos assistindo a este ‘The Celebration Experimentation’, você pode até achar que é apenas um episódio qualquer que se passa em torno do aniversário de Sheldon Cooper. Mas não se engane. A celebração aqui é outra: The Big Bang Theory finalmente chegou ao seu 200º episódio. E isto não é pouca coisa!

Em um momento onde a televisão anda perdendo audiência à rodo, e dissipando sua importância para a internet, não é fácil encontrar um seriado cuja audiência seja tão sólida e há tanto tempo quanto The Big Bang Theory. Já no ar há 9 temporadas, o seriado está caminhando para a marca de clássicos da TV norte-americana, como Seinfeld, Cheers, Everybody Loves Raymond e Frasier. Ok, podemos até incluir Friends aqui também, afinal, por mais que eu o considere sem graça, é inegável que seja um fenômeno.

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E a forma com a qual o seriado encontrou para celebrar seus 200 episódios foi justamente disfarçar a festa em torno daquele que é, junto de Leonard, o mais emblemático personagem da série: Sheldon Cooper. Como já mencionei aqui antes, Sheldon é meio um pé no saco como pessoa. Ele é arrogante, egocêntrico, niilista e misantropo, e de forma contumaz costuma colocar os outros para baixo – principalmente Howard.

Entretanto, como personagem, Sheldon é adorado. É aquele típico anti-herói que adoramos odiar, e cujas estranhezas e maluquices bizarras acabam nos sendo servidas como fartas doses de carisma. Sheldon é demais, e muitas vezes carrega a maior carga cômica e dramática em suas costas, e não é por menos que seu interprete, o ator Jim Parsons, já têm tantos prêmios Emmy em sua casa que poderia montar um time de futebol com eles.

E se um dos grandes méritos desta temporada foi retirar camadas e camadas do psicológico do cientista com a intensidade de um chefe de cozinha apressado descascando uma cebola, aqui retiramos mais uma, e aprendemos o porquê de Sheldon não gostar de celebrar seu aniversário. Em uma cena tocante, ele revela que, possuindo uma irmã-gêmea, com quem obviamente divide a data, sempre que havia uma festa, seus convidados jamais apareciam – já que o odiavam, relata – e ele acabava sendo psicologicamente torturado pelos amigos nefastos de sua irmã. Pobre Sheldon.

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Mas isto ficou para o passado, e lá deve ficar, garante Amy, que prontamente o convence a aceitar que lhe deem uma festa. Assim, toda a gangue se reúne para celebrar pela primeira vez um aniversário do pentelho favorito. É de Leonard a ideia, por exemplo, de convidar um dos interpretes originais do Batman para comparecer à festa, já que Sheldon havia lhes contado que numa de suas festas da infância, os amigos de sua irmã lhe garantiram que o Cavaleiro das Trevas em pessoa iria aparecer, deixando o pobre garoto esperando na porta por horas ininterruptas.

Numa jogada já típica do seriado – onde entrar em contato com celebridades parece sempre extremamente fácil – eles conseguem com Stuart, o palhaço-triste da loja de quadrinhos, o contato do mais lendário Batman de todos, Adam West, do seriado dos anos 60. West, por sinal, é ele próprio um ávido adorador de interpretar uma caricatura de si mesmo – há mais de uma década ele empresta sua voz para o seriado Family Guy, onde ele vive uma versão desenhada dele próprio sendo o excêntrico e clinicamente insano prefeito de Quahog – por tanto, já era de se esperar que viria ser retratado aqui como uma caricatura totalmente exagerada.

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O mesmo vale para Wil Wheaton, diga-se de passagem, e para o renomado cientista Stephen Hawking, ambos retornando seus papéis de si mesmos para atender à festa de Sheldon. Quem também aparece aqui é a mãe de Leonard, Beverly Hofstadter, que embora despreze o filho de maneira descarada, sempre nutriu extrema adoração por Sheldon e seu cérebro privilegiado. Até o vilanesco Barry Kripke vem à festa, assim como Leslie Winkle, uma personagem renascida das catacumbas e que sumiu após a terceira temporada – aposto que muitos fãs nem vão se lembrar dela.

E se há muitas dúvidas sobre nexo e continuidade em nossas mentes – remetendo aos casamentos de novelas da Globo, que reúnem todos os personagens da trama, até aqueles que não possuem ligações com os demais - é porque estamos vendo o episódio de forma fechada. Esqueça Sheldon e seu aniversário. Quem está sendo celebrado aqui é o próprio seriado e seus 200 episódios. E foi uma excelente maneira de comemorar, se me pergunta. Que venham mais 200!


O melhor
+ Adam West listando seus interpretes preferidos do Batman, a saber: ele próprio, Michael Keaton, Val Kilmer, o do filme Lego, Christian Bale, e o ‘garotão Clooney’, em suas próprias palavras.
+ A Penny destratando o Stuart.
+ O Stuart tentando fazer um brinde para o Sheldon, e dizendo que se sente invisível, e sendo imediatamente interrompido e ignorado por todos.
+ Os discursos para o Sheldon foram ótimos.
+ A cena da Penny e do Sheldon no banheiro foi extremamente simpática, e mostrou um pouco mais do amor fraternal que sentem um pelo outro.

O pior
- O Barry Kripke tentando flertar com a mãe do Leonard ficou meio desnecessário e solto no episódio.
- Poderiam ter aproveitado melhor o Adam West nas cenas do aniversário. Ele ficou só sentado no sofá, quase sem falas.

Nota: 10

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

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