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domingo, 23 de agosto de 2015

Dica da Semana: Sejamos todos feministas

chimamanda ngozi adichie

É pequenininho. Do tamanho da minha mão, tem só 64 páginas. Baseado numa palestra da autora Chimamanda Ngozi Adichie para o TEDxEuston em 2012, “Sejamos todos feministas” é um ensaio sobre o papel do feminismo no século XXI.

O livro é uma ótima forma de conhecer o movimento e o porquê dele. Dos lábios de Adichie, não saíram mentiras. Só verdades. E eu mergulhei de cabeça na leitura.

Adichie parte de suas experiências pessoais como mulher e nigeriana para mostrar o quão longe ainda estamos da igualdade dos gêneros. Ela narra eventos ou situações nas quais seu gênero desempenhou um papel importante na forma em que ela foi tratada. Fosse ao dar gorjeta para um manobrista, por estar desacompanhada ou ao ser barrada das reuniões de família. Ser mulher, de alguma forma, desqualificava-a.

Enquanto Adichie admite que homens e mulheres sejam biologicamente diferentes, ela questiona a contínua dominação masculina num mundo em que os atributos importantes nada têm a ver com hormônios. A pessoa qualificada não é a mais forte, e, sim, a mais criativa, a mais inovadora, a mais inteligente. Se fosse questão de força, até faria sentido, mas não é.

"Nós dizemos às garotas: 'Você pode ter ambição, mas não muita.'"
Então, o que nos torna diferentes?

Segundo Adichie – e Simone de Beauvoir em seu livro “O Segundo Sexo”, uma ótima sugestão para os que se interessam pelo tema – é a socialização. Ambas raciocinam que a cultura desempenha um papel importante na formação dos indivíduos, pois ela os condiciona e ensina. Assim, experiências diferentes resultam em hábitos e opiniões diferentes.

 O livro de Chimamanda Ngozi Adichie é um que eu recomendaria não só para os interessados no tema, mas aos curiosos de plantão. Até mesmo aos que não gostam. É uma leitura rápida e fácil, mas nem por isso menos profunda. Ao contrário, ao abordar o tema e nos relatar experiências pessoais, Adichie nos faz pensar. Isso já aconteceu comigo? Sim? Não? Por qual motivo? Às vezes, é muito importante por a mão na consciência. É algo que não fazemos muito, infelizmente.

Lembrei de Malala, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. Lembrei de Virginia Woolf. Lembrei de Gandhi e de um monte de gente, para ser honesta. No fim, eu fiquei folheando atrás de uma ou duas frases que gostei mais no livro. Resolvi, então, escrever essa resenha simplesmente para poder dizer: “Leiam.” E depois venham me contar suas partes favoritas. Por favor (:

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

4 comentários:

  1. Muito bom! Pela descrição, realmente dá vontade de ler o livro. Obrigada pela dica!! :)

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  2. Parabéns pelo blog, Thaís, vou visitar sempre

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