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quinta-feira, 28 de maio de 2015

WTF is... Gotham?

gotham season 1


"A primeira temporada e Gotham já acabou e nós, do Misturamas, juntamente com uma escritora parceira, deixamos as nossas impressões do conjunto da obra que foi esta season. Enfim, sem enrolações, seguem os textos:"

Karen Santos

Gotham indiscutivelmente foi uma série dominada pelos seus vilões, personagens como Victor Zsasz, Pinguim e, claro, a diva Fish Mooney fizeram a alegria da galera. Eles carregaram a série nas costas, não me entenda mal, é claro que eu achei a série uma das melhores do ano. Com sua história enigmática, intrigante e envolvente, Gotham como um todo me conquistou, porém o que não me convenceu nem um pouco foram os “mocinhos”, principalmente James Gordon.

Jim que me desculpe, mas o seu papel deixou muito a desejar. Não que a atuação de Benjamin Mckenzie tenha sido ruim, claro que ela ficou longe de ser fantástica como a de Jada Pinkett e a do formidável Robin Lord Taylor (elogiada até mesmo por Danny DeVito), digamos apenas que ela tenha sido regular. O grande problema está no roteiro escrito para o personagem.

Jim foi ofuscado, esquecido, satirizado, humilhado e realmente derrotado pelos grandes vilões de Gotham, até Harvey Bullock se saiu melhor. O protagonista me pareceu perdido, fraco, iludido e até um pouco arrogante. Apesar de tudo acredito no seu crescimento e confesso que percebi isto durante a temporada, mas ainda espero uma evolução, algo que me faça, principalmente, admira-lo.

Minha grande surpresa da série foi a reviravolta da personagem Barbara Kean. Gostaria muito de ter visto mais daquela insanidade, presente no último episódio, durante a temporada, gostaria que a atriz tivesse sido melhor aproveitada, e que a personagem tivesse sido melhor explorada. Mas a segunda temporada está confirmadíssima e óbvio que estou na expectativa de ver a brilhante Erin Richards dando 100% da sua capacidade como atriz.

Para a segunda temporada, o que esperar? Bom, com aquela season finale o que mais posso esperar são vilões fantásticos surgindo lentamente pelas entranhas de Gotham! Mas quero ver também profundidade em Jim Gordon, e claro, um pouco mais das “investigações” do pequeno Bruce (pausa para a minha cara de e felicidade quando ele descobre a caverna =DDDDDDDDDDDDDDDDDDDD).

Mariana Oliveira

A princípio, comecei a assistir a série por curiosidade, afinal uma série que fala de Bruce Wayne tão novo me intrigou como contariam essa história. Mas o fato é que o principal mesmo é o Detetive Gordon e devo dizer que desde o começo já simpatizamos com ele. Gotham mostrou, nessa temporada de estreia, uma trajetória do personagem que sai de sua inocência para o “mundo real”. Ele é um ótimo policial e uma pessoa justa, mas Jim percebe que o resto da cidade não é e por isso, para atingi-los, ele precisa mergulhar nesse universo de mentiras e chantagens. Adorei ver como personagens tão conhecidos como Selina, Cobblepot e Nygma começaram, aliás acredito que esse seja o apelativo da série. Gostei bastante como esses personagens foram desenvolvidos. Sim, tiveram deslizes, como o comportamento de Selina na season finale; mas, ao mesmo tempo, foi nesse mesmo episódio que Nygma evoluiu como personagem e realmente podemos ver como ele se tornará um vilão. Particularmente, eu adorava o jeito nerd e estranho dele, além de suas interações com Jim, e quase não queria que ele fosse para o ladro negro da força. Espero que, pelo menos, essa natureza quirky se mantenha. Pelo o que eu soube a próxima temporada focará no personagem, então será algo interessante.

Além disso, a série surpreende ao dar bastante foco aos vilões e membros da máfia, o que faz sentido, afinal Gotham é dominada por essas pessoas. Assim, o estilo dark da série – com cenários e até figurinos – combina muito com as temáticas, apesar de alguns alívios cômicos como o Harvey, parceiro de Jim. Agora, falando em vilões, Fish é um exemplo de mulher forte que não se deixa abalar por um mundo da máfia dominado por homens. Tomem cuidado, ela é tão perigosa quanto qualquer um e, por isso, já posso me identificar com ela. Resumindo, Gotham se manteve dinâmica e sempre com suas surpresas. No começo tinha medo de ficarem sem assunto muito rápido, mas acho que já aprendi com algumas outras séries a não subestimar os escritores. Os deslizes ocorreram com mortes bobas e pouco desenvolvimento de personagens como a Barbara, que foi esquecida durante algum tempo, mas outras características compensaram isso. Por isso, além disso tudo, alguns episódios não me prenderam tanto, eu daria uma nota 8,6 para o começo de Gotham.

Elder Martins

Gotham se consolidar como carro chefe de séries DC foi minha torcida desde o início. Mas ver onde a série chegou e o potencial que ainda tem, isso sim está me fazendo feliz. Ao ver o último episódio de Gotham eu fiquei feliz, triste, surpreso e em êxtase, tudo ao mesmo tempo. Vou explicar:
Feliz: Gotham é foda cara e está crescendo muito.
Triste: Please don’t go Fish!
Surpreso: Falcone saindo fora?
Êxtase: Visual da Gata, Fish mortal, adeus Maroni….”I’m king of Gotham!”

Minha conclusão final é que em meio as linguiças decididas a serem inclusas após o sucesso inicial da série, Gotham cumpriu muito bem seu papel, evoluiu bastante os personagens principais da trama. Gordon Over Power foi o que mais cresceu, seguido de perto por Nygma. Bruce sempre um caso a parte me fez sussurrar soluços nerds ao descobrir a caverna. Enfim, estou ansioso para a segunda temporada mesmo ainda estando a admirar a primeira. Só tenho que dar os parabéns como crítico e pedir mais como fã. Aguardo vocês para a volta de Gotham. Valeu e até lá.

Pedro Henrique Sales

Encantado. Este foi o sentimento que a primeira temporada de Gotham me proporcionou. Com um final intrigante, a primeira temporada começou com o pé direito. Um fato que comprova isso foi o aumento na quantidade de episódios anunciados de 16 para 22. Porém, nem todos foram excelentes. Tivemos algumas baixas, como vilões contratados da semana que são capturados e nunca mais se ouve falar neles durante a temporada, típico de seriados de investigação. De todos, o arco do Ogro de três episódios foi o melhor deles. Enfim, nada anormal para séries com tantos episódios em uma temporada (né Arrow?).

Por falar neles, os vilões, sem sombra de dúvida foram os destaques. Trazer a origem deles para a telinha foi uma sacada genial da produção da série (apesar de achar que o Coringa não precisa de origem). No topo deste plot, está o Rei de Gotham, Cobblepot. Um vilão que estava esquecido na franquia Batman foi, de uma maneira sensacional, muito bem trabalhado nessa série. Vimos um verdadeiro show de Robin Lord Taylor em praticamente TODAS as cenas. Eu sinceramente acho que o ator vai andar mancando o resto da vida! Realmente inspirado e dentro do personagem.

Outro, ou melhor, outra que conquistou a atenção de muitas pessoas (inclusive a minha) foi Fish. Jada não ficou muito atrás de Robin e merecia estar na segunda temporada. Uma pena para a série, realmente. Ainda sobre os vilões, curti bastante o Sr. Edward Nygma. O crescimento foi bem feito e com certeza será um dos principais dominantes de Gotham na próxima temporada, visto que as famílias Maroni e Falcone (talvez) não estarão presentes mais.

Apesar da cidade ser do morcegão, quem manda na protagonização é o Comissário James Gordon. Não possuiu uma desenvoltura invejável na série, mas a maturidade do personagem foi acrescida juntamente com o humor de Harvey. O fato de jogar pelas regras da cidade é algo que sabemos que o nosso futuro Comissário possui e foi bem colocado na série (apesar de um pouco demorado).
Ver Bruce adolescente foi algo inesperado pra mim. Apesar do auxílio dos roteiristas, você tem meu selo de aprovação, Master Bruce, juntamente com Alfred. A batcaverna ao final foi um excelente plot! Ansioso para ver a fobia a morcegos demonstrada na série!

Mesmo com alguns furos (Selina na finale, a guerra entre famílias durando UM episódio, Victor Zsasz não aparecendo na finale, suposta morte de Fish, dentre outros), Gotham conquistou a minha confiança e acertou a receita inicial do bolo. Espero que a segunda temporada volte com tudo que tem direito: Coringa Red Hood, Charada, Hera Venenosa e com certeza, muito mais Cobblepot! Até lá, pessoas!

Misturamas/ Autor: Pedro Henrique A resenha está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Misturamas. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

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