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sábado, 30 de maio de 2015

Dica da Semana: Watchmen (filme e quadrinhos)


Estamos numa onda de super-heróis. Imagino eu, então, que nada mais justo do que trazer alguns personagens que vieram antes dos super. Talvez vocês já tenham ouvido falar... São homens e mulheres comuns que colocaram uma máscara e foram combater o crime nas ruas de Nova Iorque.  Eles não aguentavam mais, sabe? O crime, quero dizer. E os bandidos. Decidiram fazer alguma coisa, já que ninguém estava fazendo.

Eles são os vigilantes – Watchmen.

Bacana, né? Bem, nem tanto. Por um tempo foi divertido. Mas esses caras... Bem, a maioria das pessoas não gostou. Quem eram esses caras para mandar neles? Vigiá-los? Quem deu esse poder a eles? Ninguém. É isso mesmo: ninguém. Eles estavam agindo por vontade própria e não importa quantos criminosos trouxessem – estavam agindo ilegalmente. Podiam fazer um acordo com o governo. O comediante fez.

Mas ele morreu. Alguns o chamariam de herói. Eu não, mas alguns. Outras pessoas. Não importa. O que importa é que ele morreu. Foi assassinado. Jogado da janela do seu próprio lar.
E todo mundo sentiu.

E é aí que a história começa. Com o último vigilante fugitivo procurando pelo assassino do Comediante. Eles se entendiam, sabe? Rorschach e o Comediante. Sabiam que o mundo estava podre e precisavam fazer algo, não importa quão brutal esse algo fosse. Mas o comediante já era. Morreu. E bateu as botas sabendo de algo. Era preciso achar a pessoa que o matou... Afinal, e se alguém estivesse atrás dos Watchmen?

É uma perseguição. Só que Rorschach não sabe o que é a coisa que o está perseguindo. Pior, está sozinho. Seus antigos companheiros não querem nem mais saber de ser vigilantes.

Não vou contar o resto – nem o meio nem o fim. Sinto muito. Se quiserem, vocês podem ler os quadrinhos. Ou, então, ver o filme. Já ouvi gente falando mal do longa-metragem, falando que é ruim, uma porcaria. Eu discordo. Não é o melhor filme do mundo. Mas vale a pena. O início – como o início do quadrinho – mostra como que os Watchmen foram criados. É bem maneiro e ótimo para contextualizar o leitor/espectador. Rorschach é meu favorito em qualquer das versões, e embora o Comediante seja bem controverso... É um bom personagem. Fazer o quê? A história acaba com um gosto meio agridoce. Mas eu gosto de histórias assim. Não acredito em finais felizes demais, menos ainda em um mundo tão podre como a realidade alternativa em que eles vivem. Existe a opção menos pior, e só.

Voltando rapidamente aos personagens, bem, o que posso dizer? Eles são fantásticos (na maior parte do tempo). Tanto no filme quanto no livro nós temos um aprofundamento das histórias dos “protagonistas”. Nós descobrimos como o Sr. Manhattan se tornou Sr. Manhattan e como Rorschach virou Rorschach. Tipo isso. No filme, alguns personagens acabam perdendo um pouco da sua tri-dimensionalidade dos quadrinhos, mas já era de se esperar. Quando passados para a telona, perde-se informação em prol da adaptação ao novo formato.

Bem, é a vida. Dica? Vejam. Leiam. É muito bom. Quando comecei a ler o quadrinho, não larguei mais. Literalmente. E, quando acabei de ler, a primeira coisa que fiz foi procurar pelo filme. É muito bom. Okay, se você não gosta de super-heróis, talvez não goste. Ou se não gosta de histórias mais pesadas e meio dark... Mas nem por isso deixa de ser bom. Então, para quem não tem restrições (ou essas restrições): leiam, vejam, comentem aqui (se possível).



Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

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