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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Review: Arrow 3x20 - "The Fallen"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Fallen", exibido no dia 22/04/15



E finalmente chegamos ao episódio mais esperado da temporada! Passei as últimas semanas ansiosa para esse dia e não me decepcionei, o que é uma raridade quando se fala em Arrow. O motivo é bem simples: Olicity. Vou deixando bem claro aqui antes que me acusem de ser muito parcial, porque eu nunca fingi que não era, Olicity foi um dos motivos pelo qual eu comecei a assistir Arrow e um dos principais pelo qual eu continuo vendo, então ia ser de se estranhar se eu conseguisse ser imparcial a momentos maravilhosos como os desse episódio.

Mas, por incrível que pareça, outras coisas também aconteceram nesse episódio, a mais importante delas sendo a Thea. Ra’s invadiu o apartamento dela e a perfurou com uma espada, deixando-a ali para morrer, Oliver chegou logo em seguida e chamou uma ambulância, mas não fez muita diferença. Depois de cenas super intensas no hospital, em que Oliver observa a Thea em cirurgia com lágrimas nos olhos, a médica diz que não tem o que fazer sobre Thea. Eu imaginei que ela estivesse em coma, mas provavelmente foi morte cerebral, pelo jeito que todos estavam falando sobre como não tinha solução, se fosse coma teriam esperado para ver se ela acordava depois de um tempo. Ou não, sei lá, não sou médica.

O que importa é que Thea estava praticamente morta e existe apenas um jeito de salvá-la, como Maseo logo aparece para revelar: levá-la para Nanda Parbat e utilizar o Lazarus Pit para trazê-la de volta. Todo mundo já sabia que isso ia acontecer, então não foi nenhuma surpresa. O que realmente roubou a cena para mim foi a emoção do Oliver, o Stephen Amell chora e eu começo a chorar também, não tem jeito. O episódio inteiro eu só queria pegar um cobertor e enrolar em volta dele, ainda bem que depois a Felicity realiza esse desejo por mim.

Malcolm adverte que não usaria o Lazarus Pit, que Thea não voltaria a mesma, um paralelo com o primeiro episódio da série quando o médico disse a mesma coisa sobre Oliver para Moira. De qualquer forma, Oliver não está nem aí, ele só quer a irmã de volta. Com um jatinho do Ray, eles voam para Nanda Parbat e, depois de uma simples cerimônia, Thea está de volta à vida. Um pouco confusa, mas viva.

olicity the fallen

Agora, depois que Thea ficou relativamente bem vamos ao que importa: Olicity. Não sei nem o que falar sobre as cenas dos dois, porque foram tão perfeitas que estou sem comentários. Muito das cenas já tinha sido revelado através das promos e spoilers, e eu estava lendo tudo porque não consigo me controlar, então não foi nenhuma surpresa, mas ainda assim foi maravilhoso.

Felicity e Ray terminam no início do episódio, quando ela aparece para pedir o avião emprestado e ele fala sobre seus sentimentos sobre o Oliver. Ainda acho que eles deviam ter terminado no episódio passado, teria sido melhor, mas tudo bem, o que importa é que pelo menos estamos livres de Raylicity para sempre. Amém.

De qualquer forma, Felicity vai livre e desimpedida acompanhar o Oliver para Nanda Parbat. A cena do avião – que é a preferida do Stephen Amell – foi muito fofa, vemos Oliver se abrindo com Felicity, falando sobre como só queria proteger a Thea e tinha falhado. Quero muito abraçar o Oliver, meu bebê.

Quando Thea é ressuscitada, Ra’s dá seu ultimato que é hora do Oliver cumprir sua parte do trato – e se entregar para a liga -, Felicity fica revoltada e vai gritar com Ra’s. Assim como todos os personagens, ele parece ligeiramente admirado por ela e, portanto, não a mata nem nada por sua atitude, apenas resolve dar um conselho, dizendo que ela deveria aproveitar a chance que tem de se despedir do Oliver e etc. Ele menciona que uma vez ele já esteve apaixonado e teve um filho, imagino que isso deva ser relevante em algum momento, ou então não teria motivo para criar essa backstory do Ra’s, já que poderia ter usado só as filhas que já conhecemos. Estarei esperando por isso ser usado. Também quero mencionar mais uma vez sobre como eles precisaram parar de fazer literalmente todos os personagens da série falarem sobre como a Felicity se sente. Sério, parem, a deixem falar por si mesma.

Mas tudo bem, porque esse foi o incentivo que a Felicity precisava. Ela sai de lá direto para o quarto do Oliver, onde ela fala sobre seus sentimentos, sobre como ele mudou a vida dela e, finalmente, diz que o ama. E então os dois ficam juntos alksjhdgfghsjk não tenho palavras para descrever minha felicidade, gente. Quero Olicity felizes e fofinhos o tempo inteiro, ok.

Infelizmente, isso durou só uns cinco minutos, porque logos eles levantam da cama, na cena mais amável do episódio, em que mesmo no meio de tanta coisa ruim, com o Oliver prestes a virar da liga, eles ainda conseguem sorrir e serem fofos. Se teve alguma coisa que Arrow certou, foi em demonstrar o amor entre esses dois no episódio, que estava mais claro impossível. É tanto amor que eu vou chorar. 

al sahim 3x20

Assim como eu, Felicity não está feliz sobre quão efêmero foi o momento, e resolve ela mesma achar uma solução: drogando o Oliver para ele desmaiar e tirá-lo dali à força. Já vi muita opinião oposta sobre essa cena, muita gente achando lindo como o Oliver não se importou com isso quando acordou, e um monte de outras pessoas profundamente incomodadas sobre a Felicity tê-lo drogado para começar. Eu fico no meio termo, é extremamente problemático normatizar drogar outras pessoas e tirar seu livre arbítrio, mesmo que seja para protegê-las; adultos devem tomar suas próprias decisões, erradas ou não. Mas dentro do contexto de Arrow, em que todos os personagens fazem isso frequentemente e consideram algo certo, eu achei um pouco fofo quanto confiança o Oliver tem na Felicity, sem se abalar nem um pouco por ela ter feito isso, entendendo seus motivos.

Felicity quase consegue ser bem-sucedida no seu plano, com a ajuda do Malcolm – que conhece o lugar – e Diggle – que carregou Oliver nas costas -, eles vão até longe, mas Thea começa a passar mal, eles têm que parar e mesmo com a ajuda de Maseo, que teve um breve relapso de bondade, o outro pessoal da Liga logo chega para impedi-los, e Oliver acaba tendo que assumir seu posto de herdeiro e se despedir de todo mundo. Ele pede um tempo para Ra’s e leva todos seus entes queridos – e Malcolm – até o limite de Nanda Parbat, onde ele se despede de cada um individualmente. Eu sei que Oliver e Diggle vão se desentender nos próximos episódios, essa pode ter sido a última cena dos dois ainda amigos nessa temporada, então foi bastante doloroso assistir. Mas não mais do que ver Olicity se despedindo, Oliver dizendo para ela ser feliz sem ele, meu coração não aguenta.

Mas assim se vão todos de volta para Starling City, onde Felicity vai chorar com a Laurel e, por algum motivo, Thea ficou aos cuidados do Malcolm. Dai-me paciência. Oliver, enquanto isso, fica em Nanda Parbat, oficialmente um membro da Liga, onde ele será transformado.

Ra’s faz um comentário sobre como ele deve esquecer sua vida passada e estou morrendo de medo de usarem algum tipo de lavagem cerebral para isso acontecer, vocês não têm ideia de quão mal me faz storylines que envolvem brainwash. Espero que seja algo metafórico e o Oliver só finja estar indo de acordo com os planos do Ra’s até arranjar uma forma de derrotá-lo. A única coisa que me tranquiliza é saber que o título do season finale é “My Name Is Oliver Queen”, então a não ser que seja uma ironia (vacilo!), tudo vai ficar bem no final.

O Melhor:
+ Olicity!!!!!! Tudo de Olicity.
+ Felicity enfrentando o Ra’s
+ Dava para ver a emoção do Oliver em todas as cenas
+ Maseo sendo legal por um breve período
+ Thea voltou à vida!

O Pior:
- Por que estamos confiando no Malcolm agora? Por que entregar a Thea a ele, mesmo quando ela o odeia?
- Thea pareceu voltar ao normal muito facilmente no final do episódio, cadê as consequências?
- Estou triste pelo Oliver
- As cenas de flashback quebraram um pouco o ritmo do episódio

Nota: 8,5

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

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