Image Slider

domingo, 22 de março de 2015

Dica da Semana: Para Sempre Alice

para sempre alice

Então... Em primeiro lugar, desculpem pela demora. A dica é para ser algo semanal, mas, às vezes, por motivos além de nosso controle, não dá para fazer. Mas sinto muito mesmo assim.

Desabafo completo, à dica.

Para Sempre Alice é um filme que foi indicado ao Oscar de Melhor Atriz esse ano. E, apesar de eu achar que a indicação foi muito merecida, não achei o filme grande coisa, não. Sendo muito honesta, o longa é bom, mas nada excepcional. Entretanto – e isso é importante – a atriz que interpreta a Dra. Alice Howland (Julianne Moore) faz a diferença.

Graças a ela, e um elenco razoável de atores, esse é um filme que levou toda uma sala de espectadores às lágrimas. Claro, o assunto delicado do qual trata (Alzheimer), ajuda. Mas a atuação de Moore é o que realmente vende a história. Sua deterioração é evidente e drástica ao longo dos 101 minutos de duração, mais sua luta desesperadora contra a situação irreversível é tocante, para dizer o mínimo.

Não à toa, ela ganhou o Oscar de melhor atriz. E o BAFTA de melhor atriz. E o SAG de melhor atriz principal. E o Globo de Ouro e o Prêmio Critics Choice de melhor atriz em filme de drama.

São muitos prêmios. Mas ela mereceu cada um deles com seu trabalho exemplar em Para Sempre Alice. Verdade seja dita, os outros atores nem tiveram chance. Embora Kristen Stewart também tenha se destacado um pouco. Baldwin, por outro lado, decepcionou cada vez mais conforme o filme progredia. Ao ator, faltou a emoção. Faltou sentir um pouco de verdade e, por isso, foi difícil simpatizar.

Verdade seja dita, chorei muito.

E os olhos ainda estavam marejando quando saí da sala de cinema.

Mas valeu à pena.

Apesar do tema triste e pesado. Apesar da atuação mediana da maior parte do elenco. Apesar de tudo, pois Julianne Moore foi incrível. Porém, mais do que isso, porque esse tipo de filme, que conscientiza um pouco sobre alguma doença, por exemplo, nos faz abrir mais os olhos. Alguns podem dizer que a indústria se aproveita de assuntos delicados como esse para fazer dinheiro. Pode ser. Eu, no entanto, prefiro acreditar que filmes como esses estão aí para nos abrir os olhos e nos fazer pensar. Poderia ser eu, você, um parente, alguém que amamos.

Por isso, abra os olhos. Abra o coração. Olhe para o outro. Com cuidado, com carinho.  E lembrem-se: eles são pessoas como você.

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

0 comentários:

Postar um comentário

 
UA-48753576-1