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domingo, 22 de março de 2015

Dica da Semana: Five



FIVE é um filme de 2011 produzido para a TV, que consiste de 5 curtas entre 20 e 30 minutos cada. Vários nomes de peso fizeram parte dessa produção, entre os quais Jennifer Aniston, Jennifer Morrison, Ginnifer Goodwin, Alicia Keys e Demi Moore.

O que une todas as histórias? O que faz com que tantas personagens diferentes compartilhem os mesmos 87 minutos de duração do longa-metragem? Simples. Todos compartilham a mesma raison d'être (razão de ser, em francês): câncer de mama. Ou melhor, sobre como o câncer de mama afeta a vida da mulher e de todos ao seu redor.

É difícil não se emocionar. É muito, mas muito difícil não sentir a garganta apertando. Porquê... Poderia ser você. Sua mãe. Sua melhor amiga. Uma conhecida. Poderia ser a moça bastante simpática que te deu "bom dia" quando passou por você. Poderia ser qualquer uma. Câncer de mama não distingue cor, idade, emprego ou o que quer que seja. Simplesmente acontece. Assim. Sem mais nem menos. Puft. Bem, ok, não é exatamente assim, mas vocês me entenderam.

Então, quanto ao filme, todos os envolvidos fizeram um trabalho excelente ao retratar de forma tão humana o tema. Câncer é um assunto muito delicado, e muitas vezes pensamos somente na pessoa que o tem, não naqueles que convivem junto com a pessoa que tem câncer. Não é o sofrimento solitário de um único indivíduo, mas o sofrimento de toda uma teia de relações que esse indivíduo construiu ao longo de sua vida.

E, aqui, acho que falho com vocês leitorxs por ser incapaz de descrever bem o que senti ou mesmo o que seria uma análise mais técnica. É um filme que não tem como explicar. Tem que ver para entender. Mas, bem, tentarei meu melhor. Aqui vai:

Foi muito bonito. Mas muito triste. Embora eu tenha certeza absoluta que a realidade da situação pode ser ainda pior, para alguém que nunca conviveu nem de perto com o problema, tem um impacto significante. Ademais, eu gostaria de ressaltar que, sendo uma produção com tantas mulheres, a abordagem do tema é, talvez, uma narração mais próxima e sensível do mundo real. Tanto quanto um filme feito para a TV poderia mostrar. Ainda assim, superou minhas expectativas e me emocionou mais do que eu imaginaria possível.

Bem, assistam, essa é minha recomendação. Mas certifiquem-se de quem tem uma garrafa d'água e lencinhos por perto. Acreditem, vocês vão precisar. 



Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

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