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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Review: Agent Carter 1x03 - "Time and Tide"

Atenção: a review abaixo contém spoilers do episódio "Time and Tide", exibido no dia 13/01/15.


agent carter chad michael murray

Não teve resenha dos dois primeiros episódios porque férias aconteceram e eu me atrasei. Mas caso tivesse, seria basicamente uma declaração do meu amor pela Peggy. Em apenas três episódios, Agent Carter já conseguiu conquistar meu coração e me deixar disposta a vender minha alma em troca de muitas temporadas.

Enquanto o SSR continua sua investigação contra o Howard, Peggy e Jarvis investigam paralelamente. Por mais que a Peggy seja de longe a melhor ali – desculpa, resto, mas não tem como negar -, utilizando-se do machismo e subestimação de seus colegas de trabalho, preciso admitir que os outros agentes também são capazes de fazer um trabalho decente, e logo acabam encontrando o dono da placa perdida – Jarvis. Sousa e Krzeminski (quem irei chamar apenas de Ray – a íntima – porque ficar digitando esse nome não vai rolar) aparecem sem convite na casa de Stark e levam Jarvis para ser interrogado.

As cenas de interrogação foram bastante difíceis de assistir, fiquei morrendo de peninha do Jarvis, mas logo Peggy aparece para salvar o dia, mesmo que para isso precise mais uma vez colocar a própria carreira na reta. Fiquei tão chateada que até pulei essa cena da segunda vez que eu assisti o episódio, não aguento ver broncas. O que você não faz pelos amigos, né, Peggy.

agent carter peggy

Mais do que provar que a capacidade dos outros agentes, essa storyline nos serviu para uma coisa: revelar um pouco da backstory do Jarvis. Aprendemos que ele foi acusado de traição – mas depois retiraram a acusação – e saiu do exército com “desonra” (tradução mal feita, mas deu para entender), o motivo, entretanto, foi bastante nobre, ele queria ajudar a futura esposa dele, Anna, que era uma judia em plena segunda guerra mundial e falsificou a assinatura do general chefe dele. Foi fofo, vai, nem chega a ser traição isso, que palavra forte.

 Peggy se finge de desinteressada, dando a chance para Jarvis contar por livre e espontânea vontade, mas, felizmente, ela é tão curiosa quanto eu e não aguentaria esperar até o próximo episódio, então acaba pressionando e descobrindo. O que eu realmente tiro dessa história é a) o Jarvis continua sendo muito fofo, e b) quero conhecer a Anna, só a voz não é o suficiente. Quero ela e Peggy interagindo, por favor. LADIES.

Depois de parecer incompetente para seus colegas de trabalho, Peggy resolve compensar isso resolvendo todo o caso. Ela vai na casa do Stark, descobre por onde os ladrões entraram/saíram, encontra um barco e a mercadoria roubada. A cena em que entre ela e Jarvis em que Peggy quer ligar para o SSR e dizer o que achou foi linda. Não é uma cena que tem muito destaque, mas eu pessoalmente achei poderosíssima, especialmente quando Peggy menciona que eles irão respeitá-la por isso, demonstrando como está a afetando ter que parecer menos competente do que realmente é e ser constantemente subestimada em seu trabalho. Infelizmente, Jarvis está certo e não daria certo contar a verdade, ela só seria acusada também.

Acaba que Jarvis liga anonimamente, com um péssimo sotaque americano para disfarçar a voz, e avisa Sousa sobre a descoberta. E isso não dá muito certo para eles, porque no fim o SSR continua culpando Howard. 

marvel's agent carter

O final do episódio não dá certo para ninguém, verdade seja dita. Peggy e Jarvis continuam na mesma, depois de toda essa investigação, Peggy continua sem ser respeitada – agora ainda menos – e Howard continua sendo acusado dos crimes. O pessoal que roubou perdeu algumas mercadorias. E o SSR ganhou a dica anônima e conseguiu recuperar os objetos, mas perdeu um de seus agentes: Ray. Como Peggy explica muito bem, eu não gostava dele e ele era babaca, mas ele morreu e agora devemos ficar tristes. Senti muito mais a perda da vizinha da Peggy, o que me leva a uma nota: a taxa de mortes por episódios na série anda bem alta, vamos tomar cuidado com isso. Não quero nenhum dos meus favoritos com nenhum arranhão, ok.

Por mais que eu desgoste de Ray e não esteja nem aí para sua morte, sinto que vai influenciar bastante os próximos episódios e o jeito que os detetives vão reagir quando descobrirem da ligação de Peggy com Howard. O clima ficou bem mais pesado lá no escritório deles.

Pelo menos podemos ver uma cena bem fofa entre Peggy e Angie, minhas duas preferidas, não consigo escolher. É claro que Angie não é o foco principal da série, mas sem dúvidas as cenas de Peggy fora do trabalho são umas das minhas preferidas, amo a amizade delas e quero todas as cenas.
O mais interessante de Agent Carter é que, por ser uma série “histórica”, nós já sabemos que tudo vai acabar relativamente bem. Sabemos que Peggy vai viver até o tempo real, que ela vai se casar em alguns anos no futuro, que Howard vai ser inocentado, continuar rico e, muitos anos depois, ter o Tony, e sabemos que eles dois vão fundar a SHIELD em breve. Eu mal posso esperar, hoje mesmo achei que a fala do Jarvis sobre eles precisarem se esconder nas sombras fosse uma referência a SHIELD, mas provavelmente é forçar demais. O que importa é que, mesmo sabendo de tudo isso, a série continua me deixando agoniada para saber como tudo mais se resolver e isso é o melhor que eu posso esperar de uma série.

O Melhor:
+ Absolutamente tudo.
+ Backstory do Jarvis
+ Peggy sendo demais e resolvendo tudo
+ Angie fofa.

O Pior:
- Parem de dar broncas na Peggy, pls


Nota: 9,5



Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

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