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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Review: Arrow 3x08 - "The Brave and the Bold"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Brave and the Bold", exibido no dia 03/12/14.


A primeira parte do crossover entre Arrow e The Flash foi ao ar na terça (e você pode ler a resenha dela aqui), mas esse não foi o fim, continuou em Arrow. Surpreendentemente, os dois episódios crossovers conseguiram se equiparar a expectativa que os escritores criaram em cima delas.

arrow 3x08

Como vimos no episódio de The Flash, Team Arrow está investigando o crime dos boomerangs – que eu já tinha até me esquecido que tinha aparecido no final do outro episódio –, já conseguiram o endereço do cara e tudo mais. Mas, plot twist, o ARGUS também está envolvido nessa história!  Atendendo às minhas preces, o episódio teve um foco ligeiramente maior em Diggle e Lyla, não compensa pela péssima caracterização do Diggle no resto da temporada, mas já é alguma coisa. É claro que por “foco maior” quero dizer ainda muito pouco tempo de screentime, já que a maior parte ficou reservada para o Oliver e o Barry, mas pelo menos foi mais do que a média de uma fala por episódio que eu já estava quase me acostumando.

O assassino dos boomerangs é Harkness, que costumava fazer parte do Suicide Squad do ARGUS, mas depois de alguns problemas era para ter sido “eliminado” por aquela bomba implantada neles, mas deu algum problema e ele sobreviveu, e agora ele quer vingança. Quem deu a ordem de matá-lo foi a Lyla, já que a Waller só está aparecendo em flashbacks, o que a coloca em perigo iminente. Quando Harkness invade o prédio do ARGUS, Diggle está lá e chama Oliver e Roy para o resgate, eles não conseguem muito, mas logo Barry aparece, vindo diretamente de Starling City para ajudar.
Acho Diggle e Lyla bem fofos, então fico feliz por vê-los de novo. Quero saber quem fica cuidando da Sara (Diggle, não a Lance), mas sei que nunca terei resposta. Não sei se já tinha saído spoiler ou se era só especulação mesmo, mas eu já sabia (ou achava) que teria um casamento entre Diggle e Lyla, então quando o assunto foi trazido diversas vezes durante episódio, eu sabia o final teria que ser com um pedido de casamento. Yay! Episódios de casamentos são sempre ótimos, estarei esperando, não me desapontem casando off-screen.

Mais do que fazer Diggle e Lyla avançarem no relacionamento, a grande questão do episódio era mostrar a diferença de moralidades, tanto em relação a John/Lyla quanto a Oliver/Barry.

arrow crossover

Cisco e Caitlin apareceram sem aviso prévio em Starling City, só para dar uma olhada na “Arrow Cave”, só para gerar um certo alívio cômico. As interações deles com Roy foram engraçadas, mas eles não tiveram muito foco no episódio. Cisco fez seus comentários super problemáticos mais uma vez (escritores, parem de fazê-lo comentar sobre mulheres, por favor, deixa todo mundo desconfortável, ok), Caitlin ajudou com coisas médicas, mas a maior utilidade deles foi chamar Barry para ajudar a salvar o dia.

Barry vem todo feliz ajudar, mas Oliver não aceita tão bem assim.  Ele faz um discurso sobre como as coisas são diferentes em Starling City, onde a iluminação é ruim, o roteiro nem sempre é consistente e ele precisa passar pelo menos metade do episódio fazendo um certo drama. A vida é difícil em Starling, BARRY! Bom, Oliver acaba aceitando ajuda, mesmo eles tendo conflitos de opinião sobre uso da tortura.

Como eu venho apontando na minha resenha, The Flash é uma série bem mais leve do que Arrow, é divertida e muitas vezes fofas, apesar de também se tratar de super-heróis, já Arrow é... tortura e morte o tempo todo, tirando por um momento de comédia e romance espaçados. Cisco e Caitlin percebem isso ao final do episódio, que eles não estavam levando muito a sério essa coisa de combater o mal, o que eu considerei importante para o desenvolvimento deles como personagens. Barry fica um pouco chocado com essa nova realidade, mas o jeito como deu uma lição de moral no Oliver foi muito bom.

Oliver se mantém no pensamento que Waller o ensinou – e que Lyla compartilha – atitudes extremas são necessárias para combater extremos. No mundo real, eu tenho consciência de que tem umas mil coisas erradas com essa linha de pensamento, e tortura como método de obter respostas não é confiável, para falar a verdade. Mas assim como eu aceito que ninguém sabe quem é o Oliver ou Barry só porque eles estão usando máscaras, eu também não vou questionar que – nesse universo – tortura é (quase) aceitável. Barry acaba meio que tendo que aceitar isso no final também.

Oliver começa seu drama de sempre, dizendo que os pais morreram e tudo mais, mas Barry não o deixa continuar, dizendo que ele também sofreu traumas. É claro que cada pessoa lida com o trauma de uma maneira diferentes e Oliver sofreu bem mais (desculpa, Barry, mas é verdade), como Oliver mesmo aponta ele não é tão emocionalmente sadio quanto Barry, o que é algo bem triste de se admitir. Nesses momentos, a (futura) psicóloga dentro de mim quer arrastar Oliver para uma sessão de terapia asap. Não só o Oliver iria se beneficiar muito de uma terapia, também ia ser uma narrativa interessante na série. Vocês estão perdendo a oportunidade.

oliver queen barry allen

Como, infelizmente, terapia não é uma possibilidade no momento, Oliver acaba conversando com Barry mesmo, que apesar de não ter formação, tem experiências parecidas com a do Oliver e pode conversar abertamente sobre o assunto. A perseguição a Harkness não dá muito certo, ele engana Oliver e acaba rastreando o Foundry, conseguindo por fim atirar na Lyla. É claro que ela fica bem, mas causa uma desestabilização no Oliver, que considera culpa dele.

Vemos mais uma vez Oliver expressando seu medo de estar perdendo sua humanidade, não conseguir mais ser Oliver Queen. Ele já tinha começado a dar indícios disso desde o 3x01, então vemos mais uma vez os escritores batendo nessa tecla. Barry diz que isso é idiota e para ele parar com isso, só que com mais jeitinho. A conversa é muito boa, e quero abraçar o Barry por ajudar o Oliver, ele disse as palavras que o Oliver estava precisando ouvir: que ele não está perdido e ainda tem humanidade. O Oliver precisa desconstruir tudo o que ele aprendeu nos últimos anos, a compartimentalização de sentimentos, a desumanização, a crença de que ele precisava fazer o necessário, isso leva bastante tempo e não é fácil, mas vemos um começo.

Preciso notar que assim que Barry fala que ainda tem uma luz dentro do Oliver, a Felicity aparece. Essa já é a quinta vez, praticamente, que a metáfora de luz aparece em relação a Olicity (ok, falado mesmo foi só a segunda, mas já tiveram umas três “metáforas visuais”, se é que isso existe). Sério, escritores, nós já entendemos. Luz, Olicity, ok, arranjem uma metáfora nova. O desenvolvimento de Olicity não ficou tão fora de contexto quanto em The Flash, mas também não teve muito desenvolvimento do que aconteceu no episódio passado de Arrow. Vi algumas pessoas e concordo, às vezes parece que os escritores estão escrevendo os episódios fora de ordem. Eles começam um assunto, deixam de lado, depois trazem de novo... Quero continuidade, por favor.

De qualquer forma, Barry e Oliver têm vários ótimos diálogos no episódio, que não reproduzirei aqui porque todo mundo viu o episódio. A dinâmica entre os dois foi ótima e espero que vejamos outros crossovers ao longo das séries.

O Melhor:
+ Dinâmica entre Barry e Oliver
+ Diggle/Lyla fofos como sempre
+ Roy interagindo com Cisco
+ Cena da Lyla conhecendo o Flash, muito boa.

O Pior:
- Falta de continuidade entre os episódios da série
- Comentários do Cisco sobre a Thea. Ugh.

Nota: 9,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

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