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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Review: Elementary 2x19 - "The Many Mouths Of Aaron Colville"

Atenção: a resenha contém spoilers do episódio "The Many Mouths Of Aaron Colville", exibido no dia 03/04/14



O episódio começou de forma curiosa: uma detetive aparece na cena no crime, dizendo que acredita que o caso possa ter conexão com um caso que ela está trabalhando, que tem relação com um caso de 2005, de Aaron Colville. Mas Sherlock logo descarta a opção, mostrando que aquele caso em si tinha sido apenas um acidente. Achei um pouco de coincidência demais, mas eu gosto quando essas coisas acontecem.
Mais coincidência ainda é quando descobrimos que Joan tem uma conexão com o caso de Colville. Em um flashback para 2005, vemos Joan, ainda cirurgiã cardíaca na época, trabalhando no hospital, quando Colville chega ferido na emergência. Joan sabe que ele é acusado de homicídio e a policial diz que ele é um doador de órgãos, de qualquer forma, ele vai para a sala de cirurgia, onde Watson ajuda seu chefe a operá-lo. Colville diz algo para o médico e, durante a cirurgia, acaba morrendo. Joan suspeita que seu chefe tenha agido intencionalmente para que o paciente não sobrevivesse, mas não faz nada na época.
Adorei ver flashbacks da Joan, principalmente os relacionados à medicina, porque não costumamos ver muito sobre esse seu passado, tirando por alguns poucos episódios. Com os novos assassinatos, Watson se depara com a possibilidade de Colville não ter sido o assassino original e ela poder ter, de alguma forma, colaborado com a morte de um inocente. Mesmo depois que se comprova que Colville era de fato culpado, Joan não consegue deixar a culpa de lado e projeta tudo para o outro médico, tentando rever seus casos, para ver se ele costumava fazer essas escolhas o tempo todo.
Foi um ótimo momento para a personagem, que finalizou com Watson percebendo por que se sentia culpada – por ter pensado por um momento em deixá-lo morrer, mesmo que não tenha agido – e dizendo que esse não é um comportamento de médico, não deveria querer puni-lo. Sherlock argumenta, então, que está mais para uma atitude de um detetive consultor (acabei de perceber que nunca tinha falado o nome da profissão em português... Isso está certo mesmo? Haha). É lindo percebermos que sempre teve uma parte da Joan que pertencia a esse trabalho, e não só conhecer o Sherlock que mudou isso.
Também foi muito interessante ver Joan confrontar o médico, e vê-lo admitir que não sabe se facilitou ou não a morte de Colville. Afinal, a maioria das coisas acontecem assim, médicos são pessoas e seu julgamento pode influenciar no trabalho. Isso não significa ele deva se sentir culpado por isso, pois não era algo que podia controlar.


De volta ao caso, ele seguiu um rumo bastante interessante quando descobriu-se que a arcada dentária de Colville tinha sido duplicada durante seu tempo na prisão e agora outros prisioneiros têm uma dentadura com o molde. Fico muito impressionada com a criatividade de escritores de mistérios/dramas criminais, porque toda semana conseguem vir com um crime diferente, com situações completamente inusitadas que eu nunca iria pensar. Essa é uma delas.
Os detetives entrevistam um por um dos suspeitos, que possuem a arcada e nada. Todos têm alibis fortes. Confesso que fico muito surpresa por todo mundo sempre ter alibi e penso que se eu fosse acusada de assassinato ia me dar muito mal, porque estou em casa o tempo todo. E, ainda por cima, eles lembram exatamente aonde estavam em um dia específico em uma hora específica, que memória excelente. Eu sei que isso é só para a facilidade de contar a história, mas acho que seria legal ver um episódio em que as pessoas não lembram o que fizeram.
Não sendo nenhum dos suspeitos, eles voltam para prisão para rever os arquivos, e descobrem que o assistente do dentista também tem uma dentadura dessas e não mencionou nada; quando vão procurá-lo, entretanto, descobrem que ele fugiu. É claro que ele logo se torna o suspeito principal, porque está agindo como culpado.
Só que acaba que ele não é. Eu notei que ele provavelmente não seria, já que ainda faltava algum tempo para o episódio acabar, mas ele realmente era um forte candidato. Uma dica: se você não for culpado, não se comporte como um. Foi Joan que acabou descobrindo primeiro que não podia ter sido ele, por causa da fragilidade de seus ossos, ele ainda estaria machucado, já que uma das vítimas tinha lutado na hora da morte.
Sem suspeitos, Joan e Sherlock precisam achar o verdadeiro culpado e se voltam para saber quem se beneficiaria com toda essa situação. Eu respondi a pergunta na hora e me irritei um pouco quando eles levaram algumas horas para ligar os pontos, afinal eles deveriam ser os mestres da dedução e essa foi bem fácil. A mãe de Colville, que agora está processando a polícia, novos assassinatos colocariam em dúvida a acusação do seu filho e em troca ela ainda ganharia bastante dinheiro em um processo.

Créditos: crazyfuzzyedges

O episódio dessa vez foi lotado de episódios engraçados, o que eu aprecio muito. Sherlock pede ajuda de um grupo anônimo para conseguir algumas informações, só que em troca eles resolvem se divertir. Primeiro, pedindo Sherlock para segurar uma placa com algo parecido com “Me soque no braço para me ajudar a pegar um assassino”, o que faz com que várias pessoas aleatórias o soquem. E, mais tarde, é dito que Sherlock precisaria contar uma música de Frozen, usando um vestido longo. Quem dera pudéssemos ter presenciado essa cena.
Mais para a parte do doméstica do episódio, ele não desapontou de forma nenhuma. Tivemos diversas interações fofíssimas entre Sherlock e Watson, em que ele a ajudou a aceitar o que tinha acontecido com Colville e conversou bastante com ela. Sem falar na cena em que, depois de descobrir que o dentista não colocou sobre o processo de dentadura nos arquivos e agilizou o processo para seu assistente, Sherlock diz que faria o mesmo pela Joan, caso ela perdesse todos os dentes em uma briga.
E ainda temos Clyde. Eu amo quando ele aparece e dessa vez foi ainda melhor. A Ms. Hudson fez uns gorrinhos para a tartaruga, colocando-o em seu casco, deixando a coisa mais fofa do mundo. Como gosta de fazer, Sherlock colocou o Clyde em cima da Joan para acordá-la. Essas cenas são sempre as minhas preferidas, porque dão uma certa leveza para a série e uma sensação de fazer parte da vida dos personagens.

O Melhor:
+ Episódio focado na Joan
+ Menções da Ms. Hudson. Ainda estou esperando ela voltar a aparecer.
+ Clyde!

O Pior:
- O caso em si não foi nada demais, provavelmente para descontrair um pouco antes da season finale, que se aproxima.

Nota: 9,5

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