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domingo, 20 de abril de 2014

Recap: Mad Men 7x01 - "Time Zones"

É o começo do fim de Mad Men, que chega a sua sétima temporada como uma das séries mais aclamadas dos últimos tempos. Se você perdeu a season premiere da semana passada, aqui vai um recap pra acompanhar o segundo episódio, que estreia nesse domingo de Páscoa na AMC dos Estados Unidos e na segunda na HBO daqui.


Spoilers à frente!

O episódio começa com uma ideia aparentemente fantástica de Freddie, de quem provavelmente você não se lembra, mas que não é conhecido por ter boas ideias. No final, tudo se explica: Freddie tem levado freelances da SC&P e de outras agências para Don Draper, esse sim, conhecido por suas excelentes ideias.

Don também é conhecido por seu temperamento instável e distanciamento emocional, e nessa temporada não é diferente. Ele está vivendo em um limbo desde que foi afastado "temporariamente" da agência, dividindo-se entre Nova York e Los Angeles, onde agora vive sua esposa, Megan. Quando a vimos pela primeira vez, ela está descendo de um conversível, parecendo uma estrela de cinema. A cidade parece fazer bem a ela, mas o mesmo não pode ser dito sobre o relacionamento dos dois. A distância faz mal, e eles não se amam, ou não se conhecem o suficiente para fazer funcionar. Don parece nem ter contado sobre seu afastamento da SC&P. Quando ele pega um voo de volta a Nova York, ele tem um daqueles diálogos profundos que você conhece em Mad Men com uma passageira do avião. A questão que fica é: vamos chegar a entender, ou a conhecer realmente Don Draper?

Enquanto isso, em Nova York, Roger Sterling está acabando de acordar de uma orgia. Aparentemente é isso que eles faziam nos anos 60/70. Ele parece não estar ligando a mínima para o resto do mundo, abraçando algum espírito hippie de amor livre. Mas isso parece vir mais de seu próprio egoísmo. Quando sua filha, Margaret, liga pra ele para marcar um encontro, ela diz o que menos podia se esperar: eu te perdoo. Talvez ela também esteja canalizando alguma vibração hippie. O fato é que, por arrependimento ou perplexidade, isso não cai bem em Roger. Ele está cansado.

Cansado e estressado também está Ken Cosgrove, que herdou a sala de Pete e todo seu trabalho. Quem consegue ajudá-lo é Joan, que continua em sua saga para a aceitação profissional. Ela enfrenta um novo gerente da empresa de calçados, que quer tirar sua conta da SC&P para montar uma agência interna de publicidade. Mais do que ele, Joan enfrenta o sexismo de quem acha que ela não sabe o que está fazendo. Mas quando ela tira um dos brincos para falar ao telefone, com coragem e propriedade, para resolver o problema, é uma vitória. E o melhor é que ela faz isso da sala do chefe, se apropriando do lugar. Claro que depois Ken vem nos lembrar que aquele (por enquanto) não é o lugar de Joan, mas é bom ver um pouco de girl power na série.


Até porque Peggy está em baixa nesse comecinho de temporada. Ainda que ela esteja usando um figurino sensacional (e essa boininha de lã?), as coisas vão mal pra ela em sua vida pessoal e também na profissional. Com a saída de Don e Ted, o lugar de "chefe da Peggy" é preenchido por Lou Adler, um cara que se descreve como "imune aos charmes" da moça. Algo que não é apenas machista de se dizer, como também muito injusto. É trabalho, não é charme. Como a própria mesmo diz, Peggy se preocupa muito mais do que qualquer um ali. E talvez ela se preocupe até demais, para compensar o vazio deixado por Ted, que a abandonou covardemente no final da temporada anterior, e que reaparece nesse episódio só pra causar mais desconforto à publicitária. Pobre Peggy. Nem em casa ela tem paz. Vê-la chorando no chão de seu apartamento me cortou o coração. Aguardo o dia em que ela terá suas próprias escolhas.

Em um espectro totalmente oposto está Pete, que parece ter se adaptado muito bem à Califórnia. Em um encontro com Don, ele mostra ter se apropriado do bronzeado, figurino, vocabulário e das moças locais. Nenhum sinal de luto por sua mãe ou pelo fim do casamento com Trudy. De alguma forma, ele conseguiu se tornar ainda mais irritante.


Falta saber o que acontece com Sally e com os meninos Draper. Betty também não aparece no primeiro episódio (nem faz falta). Mas de modo geral, foi um excelente começo de temporada para a série, como há muito tempo não se via. Os diálogos excelentes estão de volta, e os momentos soco-no-estômago também. Chegaram as minissaias, chegou a trilha sonora mais que genial. É o fim dos anos 60, é o fim de Mad Men.


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